Rede dos Macaubeiros

Macaúba é melhor do que petróleo!

18/1/12

Macaúba em sistemas agroflorestais

SISTEMAS AGROFLORESTAIS PARA RESTAURAÇÃO DE RESERVA LEGAL: adequação ambiental e geração de renda em pequenas propriedades.
Aline Carvalho, Henrique F. de Campos, Nobuyoshi Narita, Paulo Y. Kageyama.

Objetivos

Projetos de Restauração florestal possuem alto custo de implantação, o que o torna inviável economicamente para o agricultor familiar. A legislação ambiental no estado de São Paulo (Resolução SMA 44/2008) permite o uso de Sistemas Agroflorestais (SAF) para recomposição de APP e Reserva Legal em pequenas propriedades. O presente estudo visou avaliar a viabilidade dos SAFs para recuperação da vegetação da reserva legal e para geração de renda simultaneamente.

Métodos e Procedimentos

Os dados foram coletados em um SAF implantado em abril de 2010, com 2 variações de arranjos nas linhas, repetidas 3 vezes:

vassoura, feijão 

milho
linha de fruta e nativa
linha de macaúba e seringueira1° arranjo: linhas de frutas (banana, mamão, cupuaçu e graviola) e nativas intercaladas com linhas de macaúba e seringueira. 

2° arranjo: linhas de frutas (maracujá, mamão cupuaçu e graviola) e nativas intercaladas com linhas de macaúba e seringueira.

O espaçamento entre linhas utilizado foi de 3 metros com 150m de comprimento, totalizando 450
 

 

m2 por entrelinha divididos em 3 blocos de 50m, os quais foram cultivados com feijão, vassoura e milho, semeados no final de abril de 2010.

 

Resultados

Esse estudo é referente a primeira coleta de dados relativos às culturas plantadas nas entrelinhas. A colheita do feijão foi realizada em julho de 2010. O milho e a vassoura foram colhidos em agosto de 2010.  As seguintes produções foram obtidas:
 

 

Tabela 1: Produção de vassoura, milho e feijão colhidos na primeira safra (em 600m

 

 

                                               Vassoura (unidades)                     Milho (espigas)                  Feijão (kg) 
 Bloco 1                                               51                                         1.673                             44,53

 Bloco 2                                              63                                          1.381                             58,20 

 Bloco 3                                              52                                           1.387                            65,80

 

 
Conclusões

O presente trabalho aponta para a viabilidade de cultivo de espécies anuais com espécies perenes e arbóreas simultaneamente. Nesse sentido o arranjo implantado respeita a legislação ambiental vigente e permite rediscutir o papel da reserva legal na propriedade. De fato, vimos que o aproveitamento das entrelinhas pode garantir geração de renda e de alimento nos primeiros anos de implantação da reserva, enquanto as linhas de espécies arbóreas permitem renda a longo prazo além de recuperar a vegetação das áreas protegidas por lei.

Referências Bibliográficas

BRASIL. Resolução SMA - 44, de 30 de junho de 2008. Define critérios e procedimentos para a implantação de Sistemas Agroflorestais. Diário Oficial Poder Executivo. Pág. 45.

KHATOUNIAN, C. A. A reconstrução ecológica da agricultura. Botucatu : Agroecológica, 2001

 

 

 

criado por ongtrem.macaubeiros    16:34 — Arquivado em: Sem categoria

12/1/12

Plantio de mbocayá no Paraguai

O Paraguai dispõe de grandes maciços de Acrocomia Totaii, um tipo de macaúba, com fruto menor e em maior quantidade, com menor teor de polpa, em relação a nossa macaúba, a Acrocomia Aculeata. 

O extrativismo da mbocayá é uma atividade importante no Paraguai, e o beneficiamento dos frutos produz principalmente óleo da amendoa, que é usado internamente para produção de detergentes, sabões, sabonetes, shampoos e outros produtos de limpeza e cosméticos. 

Há alguns plantios comerciais de mbocayá no Paraguai, dentre eles destaca-se a propriedade do engenheiro Oscar Hamann, no departamento de Itapúa. Nesta fazenda o planejamento dos plantios definiu: 

         - Áreas e localização das parcelas da propriedade em que os plantios seriam feitos

        - Limpeza do terreno

        - Marcação e preparação das covas, com adição de esterco bovino e húmus

        - Plantios das mudas

 Foram testados os espaçamentos 4 x 4,  3 x 4 e 2,5 x 4,5 metros. Este último mostrou-se mais adequado para plantios mecanizados, e plantios intercalares.

 Os tratos culturais básicos são : combate a formigas, recolhimentos de pecíolos, espatas e ráquis secos, capina ao redor dos coqueiros e combate à lagarta cortadeira das folhas, com piretróides.

 São realizadas 3 a 4 limpeza por ano.

 As primeiras florescências ocorreram aos 4 anos, com coleta um ano depois, de frutos que vão caindo no chão. Para isto é importante uma boa limpeza do cocal, uma vez que a coleta é feita com máquina manual, que prende o côco em uma roda de arames, e o lança em um compartimento, que depois é esvaziado no local de armazenagem, para transporte até a instalação de beneficiamento.

 No período de safra a coleta de cada área é feita em períodos de até 10 dias, período que o côco pode ficar no solo sem perda substancial de qualidade.

 O sr. Hamann relatou produção anual de aproximadamente 500 caixas por hectare, faturamento bruto de 12 milhões de guaranis por hectare (R$4.800,00) e custos operacionais anuais de aproximadamente 4 milhões de guaranis, resultando em resultado bruto de aproximadamente 8 milhões de guaranis (R$3.200,00) por hectare por ano. Estes números não são muito diferentes dos relatados em experiências brasileiras com macaúba.

 Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros

 

criado por ongtrem.macaubeiros    12:25 — Arquivado em: Sem categoria

22/12/11

Equipamentos para macaúba, da UFLA

O companheiro Pedro Castro Neto, o Pedrão, do G.OLEO, da UFLA, enviou-nos a mensagem abaixo, transcrita do jornal UFLA NOTÍCIAS.

 

 

Dando continuidade aos estudos de aperfeiçoamento e inovação tecnológica para a produção de biodiesel, a Universidade Federal de lavras (UFLA) apresentou duas novidades para o setor. A primeira delas é o desenvolvimento de dois equipamento inovadores para processamento do côco macaúba. A outra novidade foi a apresentação do resultado dos processos e equipamentos desenvolvidos pela universidade para a produção contínua do combustível renovável.

 Os equipamentos que agora são utilizados no processamento do côco macaúba permitem descascar e retirar a polpa do fruto com agilidade e sem haver nenhum tipo de desperdício. Estes equipamentos podem trabalhar de forma isolada ou integrada, alcançando um alto índice de eficiência na extração de óleo.

 Além desta novidade, os engenheiros da UFLA apresentaram também os resultados das pesquisas que visam a produção contínua do biodiesel. O estudo apontou uma elevada conversão química em tempo bastante reduzido para a transesterificação metílica, em função da arquitetura dos equipamentos e do processo implantado para a produção de biodiesel. Os equipamentos encontram-se em processo de registro de patente.

Fonte: ASCOM/UFLA

 

 
 

 

criado por ongtrem.macaubeiros    12:53 — Arquivado em: Sem categoria

20/12/11

Cana, etanol, biodiesel e macaúba

PROMALC é a sigla de Programa Mineiro de Álcool, Leite e Cachaça, uma iniciativa dos produtores de cachaça de Minas Gerais, que lutam pela criação de condições legais para produção de etanol em pequenas propriedades. A produção de etanol pode se dar também por retificação do resíduo da cachaça (o início e final da distilação) que não se prestam para a produção de cachaça de qualidade.

 

O PROMALC apresenta grandes vantagens econômicas e técnicas, mas há obstáculos que foram criados pela legislação e regulamentação da produção de biocombustíveis, como por exemplo a absurda exigência do decreto 85.698 de 04/02/1981, que define que só poderão obter registro na ANP unidades de produção inferior a 5.000 litros por dia, que produzam para consumo próprio. Ou seja não poderão vender a terceiros.

 

O aproveitamento do topo da cana e o uso do bagaço misturado a uréia, permite o aumento da produção de leite e a redução dos custos de produção. Além disso a vinhaça pode ser usada para adubação de pastos e capineiras, e o bagaço pode ser compostado com estrume bovino, melhorando muito as condiçoes físicas, químicas e biológicas do solo.

 

O PROMALC não pede benefícios ou vantagens, apenas exige o que é elementar em qualquer país do mundo: condições para os pequenos produtores rurais produzirem e comercializarem. No Brasil, desde que o Proálcool alijou os pequenos da produção de etanol, vários grupos têm lutado para conseguir comercializar etanol, ensejando maior geração de empregos e renda no campo, absorção de gases de efeito estufa, e independência dos combustíveis fósseis. Tudo muito óbvio, mas no Brasil, muitas vezes, o óbvio não acontece.

 

A produção de macaúba, através do extrativismo ou de plantios comerciais, apresenta similaridades e possibilidades de integração com plantios de cana para produção de etanol.

 

Na produção de biodiesel o etanol é uma das matéria prima, sendo desejável a sua produção próxima da produção de óleos vegetais.

 

Ambos, etanol e macaúba podem ser produzidos economicamente em pequenas propriedades, a torta da amendoa de macaúba é rica em proteina e complementa o bagaço de cana na alimentação do gado. É possível consorciar cana e macaúba, ou plantar cana em fundos de vale e macaúba em encostas, numa mesma propriedade.

A casca seca e moída da macaúba é um adsorvente do cobre residual presente na cachaça.

O composto orgânico (bagaço + vinhaça) pode ser usado na adubação da macaúba, e também gera gás natural, para o aquecimento de óleos vegetais, em reatores de transesterificação.

Francisco

criado por ongtrem.macaubeiros    12:03 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:

1/12/11

Maritacas na macaúba

Recebemos o seguinte comentário, do Henrique:

Moro em Ibertioga,MG,  e tenho 2 pés de macaúba. Quando florescem, na epoca da chuva [novembro] as maritacas atacam os frutos novos. Como devo evitar estes ataques?

Nossa resposta

Esta é uma informação nova para nós, na bibliografia que tenho lido sobre macaúba nunca li nenhuma menção à maritacas se alimentando de frutos da macaúba, no pé. Não temos conhecimento também de como combater esta praga.
Entretanto pode ser tentado:

1 - Revestimento dos cachos em sacos de ráfia sintética (sacos de cebola);

2 - Pequenos plantios de girassol nas proximidades do macaubal, coincidindo a floração desta planta com a macaúba.

 Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros   

criado por ongtrem.macaubeiros    12:41 — Arquivado em: Sem categoria

Seminário da IBIABIOCOOP

O primeiro Seminário Mineiro de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar  será realizado no dia 2 de dezembro na cidade de Ibiá, MG, organizado conjuntamente pela ONG italiana Grupo Voluntariado Civil (GVC) e o Instituto Brasil no âmbito do Projeto Agrifam - Agricultura Familiar,  co-financiado pelo Ministério Italiano das Relações Exteriores, tendo como parceiros Brasileiros a IBIABIOCOOP, Prefeitura Municipal de Ibiá, FETRAF Minas Gerais e COONAT - Cooperativa de Trabalho.

Serão apresentados e discutidos neste evento temas como tendências da agricultura familiar, produção de alimentos e energia pela agricultura familiar, agregação de valor de produtos agrícolas, desenvolvimento sustentável de assentamentos agrícolas.

Plantios de macaúba em assentamentos agrícolas da região estarão sendo discutidos.

Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros

criado por ongtrem.macaubeiros    8:28 — Arquivado em: Sem categoria

9/11/11

Macaúba á venda

Mensagem de Lucas Gaspar

Moro no norte do Paraná onde existem muitas árvores de macaúba, gostaria  de fazer a exploraçao das arvores nativas mas preciso de um comprador pelo fruto se alguém se interessar mande um email para luukinha2011@hotmail.com.

Nosso comentário

É uma boa notícia a existência de maciços de macaúba no Paraná, que tem invernos mais frios.

Quanto ao aproveitamento dos frutos é mais viável que sejam beneficiados na própria região, em unidades industriais pequenas ou médias, dependendo do volume de frutos disponível.  É perfeitamente viável a venda dos produtos mais nobres da macaúba, como óleos para cozinhar, farinha da polpa e da castanha, e carvão ativado. Evidentemente são necessários projetos, recursos, marketing e um bom gerenciamento.

Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros 

 

criado por ongtrem.macaubeiros    7:54 — Arquivado em: Sem categoria

7/11/11

MDA incentiva macaúba em sistemas agroflorestais

Biodiesel: MDA seleciona entidade para atuar na cultura da macaúba


O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) por meio da Coordenação Geral de Biocombustíveis lança Chamamento Público de seleção de um projeto de entidade privada sem fins lucrativos para atuar na cultura da macaúba. O chamamento foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 19 de outubro de 2011.

O objetivo é a implantação de unidades técnicas de observação em sistemas de produção agroflorestal de oleaginosa para a cadeia do biodiesel e planejamento para uso e manejo das populações nativas da macaúba no Pontal do Paranapanema (SP) no âmbito da agricultura familiar.

De acordo com o coordenador de Biocombustíveis e Comercialização do MDA, Marco Antônio Leite, a expectativa é incluir a cultura da macaúba no Programa de Biodiesel dentro de uma ótica de produção de alimentos e energia. Hoje, cerca de 100 mil famílias em todos Brasil são beneficiadas pelo Programa.

Serão contemplados no chamamento comunidades rurais dos municípios de Teodoro Sampaio, Mirante do Paranapanema, Presidente Epitácio e Caiuá. Na região existem aproximadamente 5 mil hectares de área plantada nativa da macaúba com potencial de manejo imediato.

Apresentação da proposta
As inscrições para envio das propostas terminaram no dia 03 de novembro. Para apresentação das propostas as instituições acessaram  o Portal de Convênios SINCOV e para incluisão da proposta no programa 4900020110123.

O Programa
O MDA participa da gestão do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), por meio do qual, além de estimular a produção do novo combustível, procura apoiar a participação da agricultura familiar na cadeia de produção. Instrumentos como crédito, zoneamento, Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), fomento e benefícios fiscais (Selo Combustível Social) estão disponíveis para promover o fortalecimento da agricultura familiar na produção de biodiesel.

FONTE: MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO - 21/10/11

criado por ongtrem.macaubeiros    15:12 — Arquivado em: Sem categoria

25/10/11

Petrobras Biocombustível expande no Piauí

Petrobras Biocombustível pretende ampliar cadeia de suprimento para biodiesel no Piauí

13/10/11
Fonte: Portal Fator Brasil

- O presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, participou de reunião, no dia 11 de outubro (terça-feira), em Teresina (PI), com o governador do Piauí, Wilson Martins. No encontro, o presidente afirmou que a empresa pretende expandir sua presença no estado, especialmente, a partir do incremento da participação da agricultura familiar na cadeia de suprimento para biodiesel.

Atualmente, a Petrobras Biocombustível mantém parceria com cerca de 1.150 famílias produtoras de oleaginosas na região da Serra da Capivara (PI). Segundo o presidente, a empresa pretende investir na estruturação e ampliação da cadeia produtiva de matéria-prima para biodiesel. “Cerca de 80% do custo da produção de biodiesel está na matéria-prima. Ou seja, ampliar essa compra de suprimento é ampliar a geração de renda”, disse Rossetto, que informou ainda que a empresa assegura aos agricultores familiares que fazem parte da estratégia de suprimento agrícola a compra da produção por meio de contratos de cinco anos.

Rossetto disse ainda que a empresa trabalha para aumentar a produção e a produtividade de oleaginosas. “Nossa intenção é estimular esse crescimento da oferta de grãos, já que precisamos de suprimentos e temos capacidade de ampliação da produção”, afirmou.

Durante a reunião, o governador Wilson Martins ressaltou a grande variedade de oleaginosas nativas no Piauí, como babaçu e macaúba, além de pinhão manso, algodão e soja, já produzidos no estado, que podem ser utilizados como suprimentos para a empresa. “Estamos abrindo o diálogo para que a Petrobras Biocombustível possa ampliar sua presença no Piauí. Produzimos soja com grande produtividade e com ampliação contínua da produção. Apenas de 2010 para 2011 ampliamos em 60% a produção”, argumentou.

No encontro, Miguel Rossetto e Wilson Martins garantiram o estreitamento da relação institucional entre Petrobras Biocombustível e os órgãos do Governo do Piauí ligados ao desenvolvimento da agricultura familiar visando à ampliação do Programa Biodiesel na Agricultura Familiar no Estado. O secretário estadual do Desenvolvimento Rural, Rubem Martins, destacou que uma das primeiras iniciativas nesse sentido é a recriação da Câmara Técnica do Biodiesel. “Vamos encaminhar em breve uma minuta do projeto de recriação da Câmara ao governador Wilson Martins”, relatou.

criado por ongtrem.macaubeiros    12:32 — Arquivado em: Sem categoria

14/10/11

Florescência com 3 anos

Mensagem recebida do Marcelo Araújo, da Paradigma Óleos Vegetais  

Francisco, Estou em Viçosa fazendo palestra para os estudantes locais e para a Emater. Um dado importante é a o início da inflorecência em macaúbas com 3 anos. Confirmando a expectativa que a macaúba inicia a produção após o 4º ano

Nosso comentário

Ótima notícia ! Estas macaúbas foram plantadas de germoplasmas cultivados em laboratório e após o plantio tiveram boas condições de nutrição, com boa adubação. A macaúba nativa geralmente não tem os nutrientes nas quantidades necessárias, o crescimento é retardado e a produção de frutos é bem menor. Mas é recomendável adubar a macaúba nativa, nas fases de crescimento e produção, o que aumenta em muito a produtividade.  
Francisco Oliveira

criado por ongtrem.macaubeiros    13:03 — Arquivado em: Sem categoria

19/9/11

Seminário sobre matérias primas de baixa qualidade para biodiesel

 

 

PROGRAMAÇÃO SEMINÁRIO: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação no APROVEITAMENTO DE MATÉRIAS PRIMAS DE BAIXA QUALIDADE PARA PRODUÇÃO DE BIODIESEL

20 de setembro de 2011 Local: SEBRAE-MG, Av. Barbacena, 299, Barro Preto, Belo Horizonte - MG

 

09h00 – abertura

09h30 – Ações do APL de biodiesel de Minas Gerais, Dr. Marcelo Franco, SECTES-MG/BIOERG.

 10h00 – Sementes oleaginosas, Prof. Renato Mendes Guimarães, UFLA.

10h30 – Matérias primas de baixa qualidade, Prof. Antônio Carlos Fraga, UFLA.

11h00 Matérias primas alternativas do semi-árido para produção de biodiesel, Profa. Sinomi Margareti Plentz Meneghetti, UFAL

11h30 - Caracterização de óleos e gorduras de baixa qualidade, Prof. Nelson Roberto Antoniosi Filho, UFG.

12h00 – Almoço 13h30 – Uso de óleo de macaúba para produção de biodiesel, Dr. Daniel Bastos de Rezende, FIAT.

14h00 – Produção de algas para biodiesel a partir de CO2 presente em fumaça de churrascaria, Dr. Bill Jorge Costa, TECPAR.

14h30 – Problemas associados ao armazenamento e à estabilidade de biodiesel e misturas, Dr. Eduardo Homem de Siqueira Cavalcanti, INT.

15h00 – Tecnologias de produção de biodiesel a partir de diferentes tipos de matérias primas, Prof. Paulo Anselmo Ziani Suarez, UNB.

 15h30 - Intervalo

16h00 - O processo de produção de biodiesel por hidroesterificação, Prof. Donato Alexandre Gomes Aranda, UFRJ.

 17h00 – Produção de equipamentos para biodiesel, Dr. Alex Brasil, Biominas.

Este seminário conta com o apoio do CNPQ, SECTES-MG, SECTI/BA, FIAT, FAPEMIG, SEBRAE, UFLA, OLEA, BIOMINAS, MCT.

17h30 – Fórum de discussão sobre os assuntos apresentados.

criado por ongtrem.macaubeiros    8:47 — Arquivado em: Sem categoria

16/9/11

Exemplo de um inovador e patriota

Professor Expedito Parente, inventor do biodiesel, morre aos 70 anos

O engenheiro químico e empresário Expedito de Sá Parente, inventor do biodiesel e do bioquerosene, morreu nessa terça-feira (13/9), em Fortaleza (CE), em decorrência de complicações durante uma cirurgia.  Professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi inventor e autor da primeira patente mundial da produção de biodiesel a partir de plantas oleaginosas, na década de 80. A invenção rendeu ao professor o reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU), do governo norte-americano, de empresas como a Boeing e agências como a NASA.

Em 2008, o professor Expedito Parente foi condecorado com a Medalha do Centenário da UFLA, por ocasião de sua participação no 5º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, realizado na Universidade.  

Assessoria de Comunicação da UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Mensagem enviada pelo companheiro Pedro Castro Neto, da UFLA

criado por ongtrem.macaubeiros    8:29 — Arquivado em: Sem categoria

8/9/11

Nossa homenagem a Luiza

Luíza Helena Pinto é engenheira sanitarista, especialista em recursos hídricos e resíduos sólidos, há mais de 10 anos tem realizado um trabalho importante para o estado de Minas Gerais, de recuperação de cursos d’ água poluídos e instalação de aterros sanitários, em substituição aos lixões, dentro do programa estadual MINAS SEM LIXÕES.

 Coordena o trabalho de 42 pessoas, está vinculada à Fundação Israel Pinheiro, uma OSCIP mineira que tem realizado relevantes trabalhos de preservação e recuperação de recursos hídricos e de tratamento de lixo.

 Luíza é firme e perseverante ao executar a parte mais dificil de seu trabalho: convencer alguns prefeitos mineiros pouco preocupados com o meio ambiente, e a cumprir as legislações federal e estadual de eliminação dos lixões e de preservação dos recursos hídricos. Já visitou mais de 500 dos 853 municípios mineiros, viaja quase toda semana e ama seu trabalho com entusiasmo.

 Macaúba e resíduos sólidos urbanos

 Graças ao trabalho de Luíza e outros ambientalistas, dezenas de municípios mineiros estão produzindo adubo orgãnico composto, proveniente da decomposição da fração orgânica dos resíduos urbanos. Esta fração corresponde a mais da metade do total do chamado lixo urbano.

 O composto pode e deve ser um insumo para os plantios comerciais de macaúba e das culturas intercalares, nos cultivos consorciados com macaúba. Há significativas vantagens econômicas e ambientais na sua utilização:

           O composto pode ser vendido, gerando renda para as prefeituras;

    Duplica o tempo de vida dos aterros sanitários;

    Melhora as condições físicas, químicas e biológicas do solo agrícola;

     Reduz a necessidade de adubação química.

A compostagem exige alguns cuidados e requer mais mão de obra de operação nos aterros, e gastos com transporte, mas certamente é a forma de reciclagem que gera maior volume de reutilização dos resíduos urbanos.

 

 

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

 

criado por ongtrem.macaubeiros    12:39 — Arquivado em: Sem categoria

18/8/11

Maturidade sexual da macaúba aos 3 anos

Pesquisa da UFV em biocombustíveis: técnica de cultivo racional aumenta a precocidade da macaúba

A demora em obter a primeira colheita sempre foi um dos gargalos na cultura da macaúba, uma das mais promissoras fontes de matéria-prima para a produção de biocombustíveis, dentre outros itens. Essa limitação acaba de ser superada por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa, que desenvolveram técnicas para o manejo racional da lavoura, aumentando a precocidade das plantas. Com isso, avalia o pesquisador Sérgio Yoshimitsu Motoike, professor do Departamento de Fitotecnia da UFV, o produtor que optar por essas técnicas de cultivo poderá antecipar em dois anos a colheita, com influência direta na viabilidade econômica da cultura.

Na natureza, informa o professor Sérgio Motoike, uma planta de macaúba pode levar mais de uma década para iniciar sua produção. Com base em observações feitas pela Epamig, nos anos 80 do século passado, a expectativa para o início da produção de cocos em cultivos racionais era de seis anos após o plantio das mudas no campo.

Em experimentos conduzidos pela equipe da UFV, as primeiras mudas obtidas a partir de sementes pré-germinadas (técnica desenvolvida pelos próprios pesquisadores) completam três anos em outubro próximo. Observações realizadas no início do mês passado, os pesquisadores constataram que as plantas já atingiram a maturidade sexual, emitindo as primeiras espatas, que darão origem aos cachos.

Vantagens da macaúba em relação a outras fontes

Palmeira encontrada em grandes áreas do cerrado brasileiro, a macaúba proporciona alta produtividade de óleo comparado à que se obtém com outras oleaginosas. A produção pode variar de 2,5 mil a 6 mil quilos de óleo por hectare, dependendo do material genético, dos tratamentos silviculturais e da densidade de plantio. Para que se tenha idéia do que isso representa, a produção da soja é de cerca de 500 a 600 quilos de óleo vegetal por hectare.

Um dos entraves mais sérios para a produção comercial foi a domesticação da palmeira, explorada de forma incipiente, há gerações, pelas populações sertanejas. O passo inicial foi o desenvolvimento da técnica de germinação em laboratório por pesquisadores da UFV, rompendo a chamada dormência da capacidade reprodutiva da macaúba, relata o professor Sérgio Motoike.

A germinação natural da semente da palmeira é pobre, alcançando no máximo 3%, ensina o pesquisador. A técnica desenvolvida na UFV consiste em um conjunto de sete tratamentos e eleva a taxa de germinação para 80%. “O produto dessa técnica é a semente pré-germinada, que tem potencial de estabelecimento superior a 90% em viveiro”, afirma o professor Sérgio. A técnica foi patenteada pela UFV, que assinou convênio de transferência de tecnologia e concedeu licença à Acrotech, para que pudesse utilizar comercialmente o processo, mediante recolhimento de royalties.

As pesquisas estão voltadas para o desenvolvimento da primeira variedade de polinização aberta de macaúba, o que demandará oito anos de experimentos. O projeto tem o objetivo de produzir 8 milhões de sementes selecionadas, de qualidade genética conhecida.

Por José Paulo Martins

criado por ongtrem.macaubeiros    9:35 — Arquivado em: Sem categoria

16/8/11

Algumas observações sobre irrigação de macaúba

 

Experimentos em campo tem demonstrado que a macaúba apresenta significativa resposta a irrigação. O crescimento é ainda maior quando a irrigação é associada a adubação orgânica e química.

 Observações em campo, em plantios singulares, têm mostrado que:

 O crescimento e desenvolvimento da macaúba entre o 1º e o 5 ano é acelerado pela irrigação;

 A irrigação por gotejamento da macaúba é mais eficiente e econômica, quando associada à adubação orgânica e cobertura com palhada da área de coroamento. A matéria orgãnica retém umidade no solo, melhorando as condições físicas, químicas e biológicas do solo;

 Com a proteção de matéria orgânica na área de coroamento as necessidades de água são bem menores. Estimamos que a necessidade hidríca de 3 a 5 litros por dia por planta, para solos com permeabilidade média, e com proteção do solo com cobertura morta. Para solos mais arenosos, é importante a adição ao solo de mais matéria orgânica decomposta, para maior retenção de umidade.

  Com irrigação, a emissão de novos pecíolos é contínua, em plantas com 2 a 3 anos de vida, nos meses mais secos, na região sudeste, que vão de maio a setembro.

 Nos meses chuvosos o crescimento da macaúba é rápido, e ainda mais rápido se o solo apresenta boa disponibilidade de nutrientes.

 Se houver captação de água de chuva em pequenas barragens situadas em áreas mais altas, a irrigação da macaúba por gotejamento pode ser feita por gravidade, requerendo menores investimentos, dispensando a necessidade de bombas, motores e instalações elétricas. As pequenas barragens destinam-se a atender áreas menores de plantio de macaúba, e no período seco.

Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros

 

criado por ongtrem.macaubeiros    13:23 — Arquivado em: Sem categoria

12/8/11

O Veneno Está na Mesa

Lançado com pompa no Rio, filme de Sílvio Tendler traça os graves efeitos dos agrotóxicos na saúde do povo que mais os consome, o brasileiro.

 

No Teatro Casa Grande, no Leblon, foi lançado o filme, “O Veneno Está na Mesa”, uma bela síntese do trágico efeito à agricultura brasileira do uso de agrotóxicos. Como diretor, ninguém menos do que Sílvio Tendler, autor de clássicos como “Encontro com Milton Santos ou o Mundo Global Visto do Lado de Cá”.

 

As imagens começam com a denúncia mais terrível. Cada brasileiro consome, em média, 5,2 litros de agrotóxicos em solução por ano. Desde 2008, nenhum outro povo, no mundo, consome tanto veneno. Logo nos primeiros 10 minutos, de um total de 50, sucedem-se denúncias assombrosas. Duas das empresas que produzem os agrotóxicos, Monsanto e Dow, produziram o agente laranja que os Estados Unidos lançaram sobre o Vietnã, exterminando milhões de vidas. Outras duas, Basf e Bayer, foram parceiras dos nazistas na produção dos químicos para exterminar povos considerados inferiores, como os judeus. Na voz de André Trigueiro, da Rede Globo, denúncias num tom de indignação incomum ao usualmente cordial jornalista: o metamidofós, princípio ativo proibido nos Estados Unidos, na Europa, na China e em boa parte da África é utilizado livremente no Brasil, que ainda decidirá se vai proibi-lo.

Parte da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, o filme foi produzido com dificuldade, com a ajuda de movimentos sociais, ongs e instituições de saúde. Para alguns intelectuais, pesquisadores e lideranças, funcionou como uma denúncia desesperada, a ser propagada aos quatro ventos. A distribuição do material será feita a baixo custo. Segundo o diretor, a ideia inicial surgiu durante conversa pessoal com o escritor uruguaio Eduardo Galeano, e ganhou força em um encontro posterior com João Pedro Stedile, do MST. Bastou, em seguida, o contato com a Campanha.

O filme também traz um depoimento da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional de Agricultura (CNA). A parlamentar é a figura mais importante do agronegócio no Congresso Nacional. Todos os movimentos políticos da CNA, seja de estímulo ao avanço degradante e criminoso do agronegócio, ou de criminalização dos movimentos sociais, passam por ela. Apesar de desnecessariamente longa, a exibição da fala serviu de síntese dos argumentos utilizados pela direita. Ela defende que o Brasil não se sustentaria sem o uso de agrotóxicos. Não explica, portanto, como os outros países do mundo consomem menos agrotóxico, mesmo sem contar com nossos incomparáveis recursos naturais. Nem dá pistas de como a humanidade se sustentou nos dez mil anos em que plantou e colheu sem uso de veneno.

O filme inteiro encontra-se no youtube:

Parte 1:


28/07/2011 - Leandro Uchoas

http://www.youtube.com/watch?v=WYUn7Q5cpJ8
Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=NdBmSkVHu2s
Parte 3:
http://www.youtube.com/watch?v=5EBJKZfZSlc&NR=1
Parte 4:
http://www.youtube.com/watch?v=AdD3VPCXWJA&NR=1

criado por ongtrem.macaubeiros    13:02 — Arquivado em: Sem categoria

22/7/11

8º Congresso de Biodiesel

 

Nossos companheiros da UFLA enviaram comunicado.

O 5º Congresso da Rede Brasileira de Biodiesel e o 8º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel serão realizados em Salvador, BA,  entre 16 e 19 de abril de 2012. 

O lançamento de ambos congressos já foi feito através do sítio:

 http://oleo.ufla.br/lancamento_2012.html

criado por ongtrem.macaubeiros    10:22 — Arquivado em: Sem categoria

7/7/11

Potencial antiinflamatório da macaúba

Estudo do potencial antiinflamatório dos extratos de Acrocomia aculeata no processo inflamatório agudo e crônico em modelos experimentais

Anderson O. Estevan

 

 

1; Magaiver Andrade Silva1, Arielle Cristina Arena1, Eliana Janet Sanjinez Argandona1, Carolina Alves Breda1, Cândida A. L. Kassuya1 1UFGD, Rodovia Dourados a Itahum Km 12, Caixa Postal 533, CEP 79804-970, Dourados-MS.

 

INTRODUÇÃO

Entre as espécies nativas do Bioma Cerrado, mais de 50 apresentam frutos de grande aceitação pela população local (Almeida et al., 1998), sendo, exclusivamente, obtidos de extrativismo. A Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd é uma palmeira nativa do Mato Grosso do Sul (HIANE et al., 2006), encontrada em quase todo o Brasil (do Pará até São Paulo e Mato Grosso do Sul), ocorrendo também na Bolívia, Paraguai e Argentina. No Brasil, a Acrocomia aculeata é também conhecida por ‘bocaiúva’, ‘macaúba’, ‘coco catarro’, ‘macabira’, ‘mocajuba’ e ‘macaiba’. Os frutos (polpa e amêndoa) são muito apreciados tanto pelo homem como pela fauna doméstica e silvestre (Lorenzi et al., 2006; Pott et al., 2009). A polpa pode ser consumida in natura (chiclete pantaneiro) ou processada na forma de sorvetes, bolos e pães (Selis e Juracy, 2007). A Bocaiúva possui substâncias bioativas, “ditas funcionais”, como antioxidantes, Fibras e minerais imunomodularodes (como o Zinco). Além disso, sabe-se que Fibras e compostos antioxidantes têm ação antiinflamatória (Bressan et al, 2009). Associado a este contexto e tendo em vista a grande aceitação do bocaiúva entre a população do cerrado, como também o fato de que a inflamação é um dos principais fatores relacionados à fisiopatologia de Doenças Cardiovasculares (Azizi et al. 2003), bem como do Diabetes Mellitus, obesidade, dentre outras (Geraldo e Alfenas, 2008) tornam-se indispensáveis investigações que contribuam para o desenvolvimento de novas substancias que possam atuar no tratamento dessas doenças. Assim esse trabalho objetivou estudar a ação antiinflamatória dos extratos seco e fresco da Bocaiúva por meio de modelos experimentais de inflamação aguda e crônica em camundongos.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

COLETA DE FRUTOS E OBTENÇÃO DE EXTRATOS

As amostras de frutos de bocaiúva foram coletadas em uma fazenda situada no município de Dourados e transferidas aos laboratórios do curso de Engenharia de Alimentos da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal da Grande Dourados (FACET-UFGD). O material (polpa e farinha) foi triturado e homogeneizado em liquidificador com solvente etanólico na proporção de 2g de material para 10 ml de solvente, conforme método descrito por Porto (2008) até se obter o extrato hidroetanólico da fruta. O extrato proveniente da polpa foi chamado de “Fresco”, enquanto o extrato da farinha foi chamado de “Seco”.

 

 

ANIMAIS

Para a realização dos experimentos foram utilizados camundongos suíços machos (25-35 g) adquiridos junto ao biotério central da Universidade Federal de Mato-grosso-do-sul (UFMS) e mantidos no Biotério Setorial da Faculdade de Ciências da saúde (FCS) da Universidade Federal da Grande Dourados em temperatura (22 ± 2 C), ciclo claro/escuro de 12 horas e com livre acesso a água e ração. Os animais foram retirados do biotério e mantidos no laboratório para adaptação por um período de pelo menos 1 h antes do início dos experimentos, sendo utilizados somente uma vez em cada teste. Os experimentos foram conduzidos de acordo com as orientações para os cuidados com animais de laboratório e considerações éticas com os protocolos experimentais foram enviados para o Comitê de Ética e Experimentação Animal da Universidade da Grande Dourados (UNIGRAN).

 

EDEMA INDUZIDO PELA CARRAGENINA

Grupos distintos de camundongos foram tratados por via oral com o Extrato fresco (300 mg/kg), extrato seco (100, 300 ou 500 mg/kg) ou com veículo. Após uma hora, os animais receberam na pata direita 50 μ

 

 

 

l de PBS contendo Carragenina (300 μg) A pata esquerda recebeu o mesmo volume de PBS e foi utilizada como controle. O aumento de volume da pata foi medido com o auxílio de um micrômetro (Kassuya et al., 2009).

 EDEMA INDUZIDO PELO ADJUVANTE COMPLETO DE FREUND (CFA)

Grupos distintos de camundongos foram tratados diariamente por 6 dias (2 vezes ao dia) por via oral com o Extrato seco (300 mg/kg) ou com veículo. No primeiro dia, foi realizado a administração o extrato via oral, e após uma hora os animais receberam na pata direita 20 

 

 

 

μl do CFA. A pata esquerda recebeu o mesmo volume de PBS e foi utilizada como controle. O aumento de volume da pata foi medido com o auxílio de um micrômetro (KASSUYA ET AL., 2009). Do sétimo ao nono dia o tratamento com o extrato foi interrompido e depois reiniciado no décimo dia.

 ANALISES ESTATÍSTICAS

Os dado foram apresentadas como media mean ± E.P.MM. Diferenças entre os grupos foram avaliadas pela analise de variância (ANOVA de uma via) seguida do teste de Newman-Keuls. O Número de animais por grupo estão indicados nas legendas. As diferenças estatísticas foram consideradas ser significativas em P<0.05.

 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A carragenina induziu um aumento do edema durante 30 a 240 minutos após a injeção intraplantar. Observou-se um maior efeito antiedematogênico com o extrato seco (feito a partir da farinha da Bocaiúva) em relação ao extrato fresco (feito a partir da polpa não processada da bocaiúva) (Figura 1A, 1B e 2C). A inibição máxima foi de 54 ± 10 % para o extrato seco. Como extrato seco causou inibição significativa foram testados 3 doses diferentes, a dose de 100, 300 e 500 mg/kg por via oral. O tratamento com o extrato seco apresentou inibição significativa dose-dependente quando analisado no tempo de 2 hs após a administração da carragenina. A administração da dose de 500 mg/kg induziu uma redução de 45 ± 14 % .

No presente estudo, o efeito antiinflamatório foi mensurado observando-se o efeito do extrato da Bocaiúva na fase vascular da inflamação, isto é, na fase em que citocinas e radicais livres (como o Óxido Nítrico) aumentam a permeabilidade dos vasos (através de ação vasodilatadora), provocando o edema.

Portanto, a diminuição do edema nos experimentos sugere um efeito antiinflamatório do extrato hidroetanólico da Bocaiúva, sendo que tal efeito foi mais intenso quando administrado o extrato feito a partir da farinha da fruta. Uma possível causa de o efeito ter sido mais intenso com o extrato Seco é o fato de que, para se obter a farinha, a fruta passa por um processamento e por desidratação. Essa perda de água acaba deixando os compostos bioativos mais concentrados em relação à fruta que não passou por esse processo (Hiane et al., 1989).

No experimento em que foram testadas diferentes doses do extrato Seco, apenas a doses a partir de 300mg/kg apresentaram inibição estatisticamente significante (p<0,05) na redução do edema. É possível que a dose de 300 mg/kg tenha sido a única efetiva devido ao alto teor de compostos bioativos presentes. Atualmente é descrito na literatura que compostos antioxidantes interferem no processo inflamatório.

Segundo Moreira e Mancini-Filho (2004), estudos observacionais indicam que a ingestão total de antioxidantes ou a ingestão das vitaminas do complexo B, C e E e do Selênio associa-se a menores concentrações de PCR (proteína C reativa), um potente marcador sérico do processo inflamatório. Para os autores, a ingestão de antioxidantes parece ter um efeito adicional benéfico sobre o estresse oxidativo, o estado inflamatório e a função endotelial.

Como descreve Ramos et al. (2008), a Bocaiúva é rica em fibras, Carotenóides 

 

 

 

(principalmente β-Caroteno) e minerais importantes, como Potássio e Zinco. Bressan et al. (2009) cita um estudo de intervenção clínica o qual se comparou uma dieta controle com outra enriquecida com Fibras e β-Caroteno, e poderá promover a diminuição de citocinas próinflamatórias, esses dados reforça a idéia de que os componentes bioativos da Bocaiúva (como Carotenóides, Zinco e Fibras) são capazes de diminuir a resposta inflamatória.

No experimento, no qual se usou o modelo de injeção do CFA, observou-se novamente a inibição do edema da pata dos animais tratados diariamente com o extrato Seco da Acrocomia aculeata (Boaiúva). O o edema no grupo tratado com o extrato, no primeiro dia, permaneceu abaixo de 0,55 μm (p<0,05), enquanto o grupo controle, que recebeu o veículo, apresentou valores maiores de edema (acima de 0,55 μm).

No segundo dia após injeção do CFA, a diferença entre tratados e controles foi ainda mais significativa: o grupo controle ultrapassou a medida de 1,65 μ 

 

 

 

m (p<0,05), enquanto o grupo que recebeu o extrato apresentou valores de edema inferiores a 1,1 μm (p<0,05). Tal diferença manteve-se até o sexto dia após a injeção do CFA.

O CFA simula um modelo de inflamação crônica, semelhante ao que ocorre em várias doenças crônicas de cunho inflamatório, tais como artrite, aterosclerose, diabetes, doenças do sistema imune, dentre outras. O que essas doenças tem em comum é o fato de estarem intimamente relacionadas ao estresse oxidativo causado pelo excesso de radicais livres no organismo (Biachi e Antunes, 1999. Esses podem agir sobre alguns componentes celulares e participar ativamente na gênese e manutenção de processos inflamatórios crônicos (Soares, 2002). Estudos clínicos e epidemiológicos têm mostrado evidências de que antioxidantes fenólicos de cereais, frutas e vegetais são os principais fatores que contribuem para a significativa redução da incidência de doenças crônicas e degenerativas encontradas em populações cujas dietas são altas na ingestão desses alimentos. Os frutos do Cerrado, como a Bocaiúva, são particularmente abundantes em antioxidantes fenólicos (Roesler et al, 2007).

Tendo em vista os resultados do presente estudo, além do conhecimento acerca da influência da dieta no processo inflamatório, bem como do leque de doenças em que a inflamação crônica resulta, espera-se que os resultados aqui demonstrados continuem a ser investigados no sentido de estimular o consumo de alimentos ricos em fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais pela população. Uma dieta saudável é o caminho mais eficiente rumo ao controle de doenças inflamatórias crônicas, que estão entre as doenças que mais matam e que mais oneram os sistemas de saúde dos países ocidentais.

 CONCLUSÃO

Os resultados sugerem que o extrato seco de A aculeata apresenta atividade antiinflamatória e provavelmente exibe compostos responsáveis por esta ação. Mais estudos são necessários para investigar o mecanismo de ação e indicar os compostos com atividade antiinflamatória.

 

 

criado por ongtrem.macaubeiros    10:58 — Arquivado em: Sem categoria

24/6/11

Semana do Fazendeiro, em Viçosa

Neste ano de 2011 a tradicional Semana do Fazendeira completou 82 anos, e foi realizada entre 09 e 16 de julho de 2011.

Foram ministrados mais de 100 cursos, em todas as áreas agrícolas, zootécnicas, e em diversas áreas, com presença de mais de 1500 alunos.

Em 2012 Inscrições também serão feitas pela internet. Recomendamos acessar  

www.ufv.br.

Estive lá e visitei o stand da macaúba, instalado pelos prof. Sérgio Motoike e Francisco de Assis do Departamento de Fitotecnia.

 

Francisco Augusto Oliveira/Rede dos Macaubeiros

criado por ongtrem.macaubeiros    9:24 — Arquivado em: Sem categoria

8/6/11

O futuro dos biocombustiveis: a estratégia da Petrobras

29/03/11 - Hoje, apresentamos o caso da Petrobras. Vale recordar rapidamente a fundamentação da análise. Partimos de uma distinção de base entre a competição dentro da estrutura industrial existente - etanol e biodiesel - e a competição no que denominamos indústria de biocombustíveis e bioprodutos do futuro - novos processos e novos biocombustíveis e bioprodutos. No primeiro caso, temos tipicamente uma competição baseada no posicionamento dentro de uma estrutura industrial conhecida. No segundo, a estrutura industrial ainda não está estabelecida e a base da competição é a capacidade de inovar e moldar a nova estrutura industrial. Esses pontos estão desenvolvidos com mais detalhes nas postagens anteriores da série.

É importante ainda notar que na indústria de biocombustíveis de primeira geração as tecnologias de conversão estão disponíveis para os investidores a partir de fontes externas acessíveis como as empresas de engenharia/tecnologia e fabricantes de equipamento. Na indústria de biocombustíveis do futuro - baseada em inovação em novas matérias-primas, novos processos, novos produtos - uma mudança fundamental é o deslocamento da fonte de tecnologia para dentro das empresas, com isto, a tecnologia tende a ser muito mais sofisticada nos bioprodutos do futuro e consequentemente proprietária. Existem portanto grandes diferenças nas estratégias tecnológicas entre a indústria de hoje e indústria do futuro.

O caso da Petrobras

A Petrobras tem como visão para 2020 tornar-se um dos cinco maiores produtores mundiais de biocombustíveis. A recente apresentação do Plano de Negócios da empresa para o período 2010 - 2014 nos oferece uma boa perspectiva da forma como a Petrobras pretende atuar em biocombustíveis. Retiramos o quadro abaixo dessa apresentação.

O primeiro ponto a se destacar é o volume expressivo de investimentos previstos : 3,5 bilhões de dólares. Esse montante coloca a empresa talvez como a maior investidora em biocombustíveis entre as empresas de petróleo e gás. A Petrobras é a única das grandes empresas de petróleo que tem uma subsidiária constituída para se dedicar ao segmento biocombustíveis.

Mas em que atividades está o foco desses investimentos? O principal segmento é o de etanol que deverá consumir cerca de 2,0 bilhões de dólares, isto é, mais da metade do investimento total no período Se considerarmos que serão investidos cerca de 0,7 bilhões de dólares em logística e que boa parte desses recursos irá para a estrutura de exportação de etanol, pode-se concluir que o etanol é o centro da estratégia da Petrobras. A empresa pretende expandir sua capacidade de produção em 193% no período, atingindo 2,6 bilhões de litros/ano em 2014. Boa parte desse etanol será destinada à exportação que crescerá 135% no período, atingindo 1,1 bilhões de litros em 2014.

Como todo esse investimento será feito dentro da atual indústria de etanol, pode-se concluir que a estratégia da Petrobras é de posicionamento competitivo com particular atenção ao desenvolvimento do mercado internacional de etanol.

No caso do biodiesel, embora os recursos sejam bem inferiores, a lógica dos investimentos é semelhante: assumir uma posição competitiva dentro da indústria existente. Serão investidos na expansão da produção em biodiesel 400 milhões de dólares que deverão permitir um aumento de capacidade de 47%, atingindo 747 milhões de litros em 2014. Atualmente, são 4 usinas em operação e 3 em implantação. Existem ainda 2 projetos em palma : um deles para a exportação de óleo de palma a ser industrializado pela Galp em Portugal e o outro para produção de biodiesel para a região amazônica. Esses projetos representam investimentos de quase 900 milhões de reais.

Em P&D serão aplicados 400 milhões de dólares nos próximos 4 anos. O volume de recursos deve ser considerado expressivo embora represente apenas 11% dos recursos aplicados na expansão dentro da indústria de primeira geração. A Petrobras portanto considera como objetivo estratégico assegurar uma posição forte na atual indústria.

Qual são so principais eixos das pesquisas em desenvolvimento? Como essas pesquisas serão integradas no processo de crescimento da Petrobras Biocombustiveis? À luz dos documentos publicados pela empresa e das informações disponíveis em apresentações da empresa e na imprensa especializada, esse processo não parece muito claro. Na verdade, as pesquisas situam-se no CENPES e os negócios numa subsidiária, a Petrobras Biocombustiveis, o que pode levar a estratégias não necessariamente convergentes.

Sabe-se que a Petrobras associou-se à empresa americana KL Energy para o desenvolvimento de etanol celulósico a partir de bagaço de cana e que se previu nos anúncios feitos (em agosto 2010) a possibilidade de uma planta em 2013 junto a uma das unidades de etanol existentes. Essa iniciativa deu sequência a esforços de pesquisa em escala piloto que o CENPES já vinha desenvolvendo com base em pesquisas internas e de universidades brasileiras. A associação com a KL Energy sugere um empenho em avançar no etanol lignocelulósico.

Sabe-se ainda que o CENPES desenvolve pesquisas em gaseificação de biomassa para a produção de diesel na chamada rota termoquímica BTL (biomass to liquids). Há ainda registro de redes de pesquisas, com a participação de universidades e centros de pesquisa, em matérias-primas para o biodiesel : girassol, mamona, pinhão manso e macaúba e em bio-óleo.

O processo HBio, que já mereceu grande destaque como um feito tecnológico importante, praticamente não é mencionado nos documentos da empresa. Os registros limitam-se a citar que o processo HBio representa uma nova forma para a produção de biocombustíveis complementar ao Programa Brasileiro de Biodiesel. Isso parece sugerir que a empresa não demonstra atualmente grande interesse nessa alternativa.

Assim, o esforço de pesquisa da empresa no caso do diesel parece em parte voltado para tecnologias convencionais que não são consideradas promissoras pelas empresas de grande porte do setor petróleo e gás interessadas em biocombustíveis. Nesse ponto, existe um grande contraste entre a Petrobras e a abordagem da Neste Oil. A empresa finlandesa tem um foco claro no diesel mas trabalha com uma tecnologia própria de refino de óleo vegetal (NexBTL) de certa forma similar ao conceito HBio. A Neste Oil tem 3 plantas em operação (duas de 190.000 t/a e uma de 800.000 t/a) e uma em construção (800.000 t/a), utilizando basicamente óleo de palma. O investimento total nas quatro plantas é da ordem de 1,4 bilhões de euros. Mas essa produção é associada a projetos de pesquisa de tecnologias mais avançadas (BTL, algas, microorganismos) que são explicitamente anunciadas como processos que, no futuro, serão estratégicos para suprir as necessidades de matéria-prima e de qualidade ambiental dos biocombustíveis.

De um modo geral, esse contraste de foco na indústria atual de primeira geração e menor interesse na inovação com vistas à construção da indústria do futuro se verifica também ao compararmos a estratégia da Petrobras em etanol com as estratégias da Shell e da BP. Essas duas empresas têm hoje um portfólio que reúne investimentos em primeira geração mas também investimentos estruturados com vistas à transição para a indústria do futuro. Empresas de petróleo importantes, como Exxon e Total, antes ausentes do segmento biocombustivies têm feito entradas voltadas para apostas tecnológicas de impacto (Exxon 300 milhões de dólares, em 2009, em algas com a Synthetic Genomics, Total adquirindo participações em projetos « estrelas » como Amyris, Gevo e Coskata).

Distingue-se portanto a Petrobras por uma estratégia de forte envolvimento na indústria e de concentração desse envolvimento na indústria de primeira geração. Logo, uma estratégia agressiva de posicionamento na indústria de hoje e com pequeno envolvimento em tecnologias mais avançadas que podem vir a ser a base do futuro da indústria. Limitando-se ao pequeno número de empresas mencionadas até agora, pode-se identificar que as demais empresas de petróleo e gás se dividem em dois grupos : estratégias de posicionamento conciliadas com esforços inovadores para construção da indústria do futuro (casos de BP, Shell e Neste) e estratégias de investimentos via participações minoritárias em projetos de grande peso inovador (Exxon e Total, por exemplo.)

Em conclusão, pode-se destacar o grande volume de recursos aplicados pela Petrobras como um sinal de efetivo interesse de manter uma posição de liderança na indústria de biocombustíveis. Entretanto, o foco estratégico parece se concentrar na indústria de primeira geração - etanol e biodiesel - não vislumbrando efetivamente até o momento um esforço de construção da indústria de biocombustiveis do futuro e de busca de liderança nessa nova indústria.

Espera-se que os recursos expressivos alocados à pesquisa venham a contribuir para a sofisticação do portfólio da empresa, em particular no segmento diesel. Esse segmento parece hoje excessivemente comprometido com o que é visto, segundo nossas observações da dinâmica de inovação em nível mundial, com conceitos que dificilmente ocuparão um espaço relevante na indústria de biocombustiveis do futuro. A Petrobras pode ser muito mais ousada e ambicionar uma posição muito mais expressiva na indústria de biocombustíveis e bioprodutos do futuro.

José Vitor Bomtempo, professor e pesquisador da Pós-graduação da Escola de Química/UFRJ
Fonte: Blog Infopetro - 14/03/2011

criado por ongtrem.macaubeiros    17:37 — Arquivado em: Sem categoria

3/6/11

Dendê e macaúba no cerrado

O cultivo do dendê só é possível em áreas quentes e úmidas? Se a resposta for baseada nas referências bibliográficas, sim. Mas, na prática, pesquisas desenvolvidas no projeto “Fontes alternativas potenciais de matérias-primas para produção de Agroenergia” têm provado o contrário. Em área de altitude elevada, temperatura e umidade baixas e sem condições hídricas é possível produzir. Isso abre oportunidade para que a lavoura de dendê seja expandida para o Distrito Federal, Tocantins, Mato Grosso, São Paulo e região Nordeste.

“A produção no Distrito Federal é um termômetro. Se conseguimos produzir aqui, será possível em qualquer outro lugar”, afirma Nilton Junqueira, pesquisador da Embrapa Cerrados, uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária- Embrapa. As características do Cerrado são opostas às áreas tradicionais de cultivo. Enquanto na Amazônia, a umidade é acima de 90%, no Cerrado, no período seco, oscila entre 10% a 55%. A temperatura noturna no Cerrado varia entre 7º a 18º, na Amazônia entre 21º a 25º. Como no Cerrado não chove com a frequência da Amazônia é preciso utilizar a irrigação.

No experimento conduzido na Embrapa Cerrados são testadas quatro cultivares de dendê. Em agosto será colhida a primeira safra, com expectativa de alta produtividade. Por mais três anos, será avaliada a produtividade desse plantio. Estima-se que em 2014, seja possível recomendar as variedades de dendê irrigado. “Normalmente, leva entre oito a nove anos para estabilizar a produção. Se, nesse período, não ocorrer nenhum problema sério, não vai ocorrer mais. Os resultados dessas avaliações serão encaminhados para órgãos públicos para que sejam formuladas políticas públicas de incentivo ao cultivo de dendê”, explica Junqueira.

O dendê não foi a única aposta do projeto. Entre as fontes alternativas, os pesquisadores estudaram a macaúba e o tucumã. Isso sem contar as pesquisas com as mais tradicionais, tais como, soja, cana-de-açúcar, mamona e pinhão manso. De acordo com Junqueira, a cultura que torna estável a produção de biocombustível é o dendê. Como é uma espécie perene, com duração de 30 anos, dificilmente o agricultor tem interesse em substituí-la ou comercializar para outros fins. Além disso, as plantas perenes já têm o processo tecnológico definido.

 

 

Manejo de irrigação

 

Um componente fundamental para viabilizar o cultivo do dendê fora da Amazônia é a irrigação. Pesquisas desenvolvidas na Embrapa Cerrados e em unidades experimentais no Mato Grosso, Piauí e Tocantins avaliam o comportamento de materiais sob as condições de plantio irrigado. Os resultados determinarão o melhor manejo de irrigação para a cultura do dendê.

No Tocantins o projeto mantém dois experimentos, um no extremo norte do Estado, em regime de sequeiro, e outro na região central tocantinense com dendê irrigado por microaspersão. A plantação do norte está localizada na zona de transição entre os biomas Cerrado e Amazônico. Porém, por ter um regime de chuva aquém da média amazônica, a região não tem apresentado uma produtividade satisfatória.

Já o experimento irrigado em pleno Cerrado tem mostrado resultados promissores. Com apenas quatro anos, a cultura já obteve um rendimento médio de 20% de óleo, o principal produto do dendê. Nada mal se comparado aos 22% de rendimento dos dendezeiros maduros do Amazonas e do Pará.

O pesquisador Gustavo Campos, do núcleo de Sistemas Agrícolas da Embrapa Pesca e Aquicultura e responsável pelo experimento no Tocantins, aponta para a possibilidade de o Cerrado ser uma área isenta das principais pragas e doenças do dendezeiro como o anel vermelho e o amarelecimento fatal. O monitoramento de pragas e doenças também deve detectar se o Cerrado possui outros agentes nocivos para essa cultura. “Até agora as notícias são boas, as pragas não apareceram e a produtividade tem respondido bem”, contou Campos.

Contudo, o cientista acha que ainda é cedo para comemorar. “Teremos de esperar mais dois anos para ver se a produtividade supera às das lavouras de clima úmido a ponto de compensar o custo da irrigação, mesmo assim os resultados iniciais são muito bons”, ponderou ressaltando que o Tocantins tem um potencial de quatro milhões de hectares irrigáveis e boa parte dessa área poderia ser destinada ao dendê.

De acordo com o pesquisador Jorge Antonini, da Embrapa Cerrados, o consumo de água na cultura do dendê é pequeno. De apenas dois a três e meio milímetros de água por dia. “A cultura usa no máximo 4% da água, o restante entra no ciclo hidrológico, vai purificar e cair novamente como chuva. A irrigação, desde que atenda a legislação, mantenha a recarga natural e cumpra os critérios de uso, não é prejudicial ao meio ambiente”, observa Antonini.

Os custos para a irrigação ainda são altos, principalmente para o pequeno agricultor. No entanto, com a produtividade do dendê irrigado é possível amortizar o investimento em 25 anos. Uma alternativa é utilizar canais de irrigação já existentes no Nordeste que atualmente estão subutilizados ou mesmo sem nenhum tipo de aproveitamento. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), ao apoiar o projeto de irrigação, demonstra interesse em incentivar o cultivo de dendê irrigado no Nordeste.

O dendê ainda pode ser responsável pela criação de pólos de desenvolvimento regionais. O pesquisador Antonini, coordenador do projeto de irrigação, explica que o fruto precisa ser industrializado no máximo em 24 horas após a colheita, ou seja, a fábrica deve estar próxima a área de plantio. “O processo de industrialização deve ocorrer em um raio de 50 km da área de plantio para não apresentar problemas. Isso gera empregos na região onde há o plantio do dendê e ainda faz uma integração entre o produtor e a pequena empresa”, acrescenta.

Liliane Castelões (16.613 Mtb/RJ)
Embrapa Cerrados
61.3388-9945

liliane@cpac.embrapa.br


Fábio Reynol
Embrapa Pesca e Aquicultura
63.3218-2953
fabio.reynol@embrapa.br

 

criado por ongtrem.macaubeiros    15:05 — Arquivado em: Sem categoria

2/6/11

Dendê e macaúba no cerrado

 

O cultivo do dendê só é possível em áreas quentes e úmidas? Se a resposta for baseada nas referências bibliográficas, sim. Mas, na prática, pesquisas desenvolvidas no projeto “Fontes alternativas potenciais de matérias-primas para produção de Agroenergia” têm provado o contrário. Em área de altitude elevada, temperatura e umidade baixas e sem condições hídricas é possível produzir. Isso abre oportunidade para que a lavoura de dendê seja expandida para o Distrito Federal, Tocantins, Mato Grosso, São Paulo e região Nordeste.

“A produção no Distrito Federal é um termômetro. Se conseguimos produzir aqui, será possível em qualquer outro lugar”, afirma Nilton Junqueira, pesquisador da Embrapa Cerrados, uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária- Embrapa. As características do Cerrado são opostas às áreas tradicionais de cultivo. Enquanto na Amazônia, a umidade é acima de 90%, no Cerrado, no período seco, oscila entre 10% a 55%. A temperatura noturna no Cerrado varia entre 7º a 18º, na Amazônia entre 21º a 25º. Como no Cerrado não chove com a frequência da Amazônia é preciso utilizar a irrigação.

No experimento conduzido na Embrapa Cerrados são testadas quatro cultivares de dendê. Em agosto será colhida a primeira safra, com expectativa de alta produtividade. Por mais três anos, será avaliada a produtividade desse plantio. Estima-se que em 2014, seja possível recomendar as variedades de dendê irrigado. “Normalmente, leva entre oito a nove anos para estabilizar a produção. Se, nesse período, não ocorrer nenhum problema sério, não vai ocorrer mais. Os resultados dessas avaliações serão encaminhados para órgãos públicos para que sejam formuladas políticas públicas de incentivo ao cultivo de dendê”, explica Junqueira.

O dendê não foi a única aposta do projeto. Entre as fontes alternativas, os pesquisadores estudaram a macaúba e o tucumã. Isso sem contar as pesquisas com as mais tradicionais, tais como, soja, cana-de-açúcar, mamona e pinhão manso. De acordo com Junqueira, a cultura que torna estável a produção de biocombustível é o dendê. Como é uma espécie perene, com duração de 30 anos, dificilmente o agricultor tem interesse em substituí-la ou comercializar para outros fins. Além disso, as plantas perenes já têm o processo tecnológico definido.

 

 

Manejo de irrigação

 

Um componente fundamental para viabilizar o cultivo do dendê fora da Amazônia é a irrigação. Pesquisas desenvolvidas na Embrapa Cerrados e em unidades experimentais no Mato Grosso, Piauí e Tocantins avaliam o comportamento de materiais sob as condições de plantio irrigado. Os resultados determinarão o melhor manejo de irrigação para a cultura do dendê.

No Tocantins o projeto mantém dois experimentos, um no extremo norte do Estado, em regime de sequeiro, e outro na região central tocantinense com dendê irrigado por microaspersão. A plantação do norte está localizada na zona de transição entre os biomas Cerrado e Amazônico. Porém, por ter um regime de chuva aquém da média amazônica, a região não tem apresentado uma produtividade satisfatória.

Já o experimento irrigado em pleno Cerrado tem mostrado resultados promissores. Com apenas quatro anos, a cultura já obteve um rendimento médio de 20% de óleo, o principal produto do dendê. Nada mal se comparado aos 22% de rendimento dos dendezeiros maduros do Amazonas e do Pará.

O pesquisador Gustavo Campos, do núcleo de Sistemas Agrícolas da Embrapa Pesca e Aquicultura e responsável pelo experimento no Tocantins, aponta para a possibilidade de o Cerrado ser uma área isenta das principais pragas e doenças do dendezeiro como o anel vermelho e o amarelecimento fatal. O monitoramento de pragas e doenças também deve detectar se o Cerrado possui outros agentes nocivos para essa cultura. “Até agora as notícias são boas, as pragas não apareceram e a produtividade tem respondido bem”, contou Campos.

Contudo, o cientista acha que ainda é cedo para comemorar. “Teremos de esperar mais dois anos para ver se a produtividade supera às das lavouras de clima úmido a ponto de compensar o custo da irrigação, mesmo assim os resultados iniciais são muito bons”, ponderou ressaltando que o Tocantins tem um potencial de quatro milhões de hectares irrigáveis e boa parte dessa área poderia ser destinada ao dendê.

De acordo com o pesquisador Jorge Antonini, da Embrapa Cerrados, o consumo de água na cultura do dendê é pequeno. De apenas dois a três e meio milímetros de água por dia. “A cultura usa no máximo 4% da água, o restante entra no ciclo hidrológico, vai purificar e cair novamente como chuva. A irrigação, desde que atenda a legislação, mantenha a recarga natural e cumpra os critérios de uso, não é prejudicial ao meio ambiente”, observa Antonini.

Os custos para a irrigação ainda são altos, principalmente para o pequeno agricultor. No entanto, com a produtividade do dendê irrigado é possível amortizar o investimento em 25 anos. Uma alternativa é utilizar canais de irrigação já existentes no Nordeste que atualmente estão subutilizados ou mesmo sem nenhum tipo de aproveitamento. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), ao apoiar o projeto de irrigação, demonstra interesse em incentivar o cultivo de dendê irrigado no Nordeste.

O dendê ainda pode ser responsável pela criação de pólos de desenvolvimento regionais. O pesquisador Antonini, coordenador do projeto de irrigação, explica que o fruto precisa ser industrializado no máximo em 24 horas após a colheita, ou seja, a fábrica deve estar próxima a área de plantio. “O processo de industrialização deve ocorrer em um raio de 50 km da área de plantio para não apresentar problemas. Isso gera empregos na região onde há o plantio do dendê e ainda faz uma integração entre o produtor e a pequena empresa”, acrescenta.

Liliane Castelões (16.613 Mtb/RJ)
Embrapa Cerrados
61.3388-9945

liliane@cpac.embrapa.br

Fábio Reynol
Embrapa Pesca e Aquicultura
63.3218-2953
fabio.reynol@embrapa.br

criado por ongtrem.macaubeiros    9:17 — Arquivado em: Sem categoria

25/5/11

Embrapa Agroenergia completa 5 anos

Embrapa Agroenergia completa cinco anos

(Brasília, 23 de maio de 2011) No dia 24 de maio, a Embrapa Agroenergia (Brasília/DF), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, completou cinco anos, e foram realizadas diversas atividades comemorativas na Sede da Embrapa Agroenergia e na Embrapa Cerrados.

No dia 24/5 pela manhã, o Diretor-Executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Maurício Lopes, falará sobre “Cenários e tendências para a pesquisa em biomassa e bioenergia: desafios e oportunidades para a Embrapa” e serão apresentados à sociedade um produto tecnológico e o primeiro livro editado pela Unidade.

Resultado inédito de pesquisa da Unidade será divulgado, com a confirmação das primeiras plantas transformadas de cana-de-açúcar contendo o gene DREB2A, que confere tolerância à seca. Nos laboratórios da Embrapa foram obtidas as primeiras plantas transgênicas, e vencida essa etapa crítica do processo de melhoramento genético, vão se acelerar os passos para a obtenção de cultivares comerciais.

O livro “Complexo Agroindustrial de Biodiesel no Brasil: competitividade das cadeias produtivas de matérias primas” é o resultado das análises documentais e das discussões geradas por grupos de especialistas. A obra, que tem como editores técnicos os pesquisadores Antônio Maria Gomes de Castro, Suzana Maria Valle Lima e João Flávio Veloso Silva, é composta por quatorze capítulos e visa identificar o estado-de-arte, os gargalos e oportunidades de pesquisa e de produção, considerando cinco espécies cultivadas para biodiesel e suas respectivas cadeias produtivas.

 

Finalizando a programação do dia 24, foi prestada homenagem a “Amigos da Embrapa Agroenergia”, pessoas e instituições que colaboraram para a instalação e operacionalização da Unidade e para a obtenção dos resultados já conseguidos.

“É um momento de comemoração, não só por ser data do aniversário, mas também, e principalmente, pelas conquistas e resultados obtidos neste curto espaço de tempo”, disse Frederico Durães, Chefe-Geral da Embrapa Agroenergia.

Esse será o primeiro aniversário comemorado na nova Sede da Unidade que, em uma área de 9.445,73 m², está estruturada em 4 Laboratórios Temáticos (Gestão do Conhecimento, Biologia Energética, Processamento de Matérias-primas Energéticas, Aproveitamento de Coprodutos e Resíduos) e conta ainda com o suporte de uma Central de Análises Químicas e Instrumentais, juntamente com um complexo de Plantas-Piloto. A Embrapa Agroenergia conta, atualmente , com um quadro de 74 funcionários, sendo 29 pesquisadores, 36 analistas e 9 assistentes.

No dia 25 pela manhã, foi inaugurado o Núcleo de Apoio a Culturas Energéticas - NACE, um laboratório construído em uma parceria entre Embrapa Agroenergia e Embrapa Cerrados, com financiamento parcial da FINEP. Na ocasião, será assinado um Termo de Compromisso entre as Unidades para definir objetivos, responsabilidades e atribuições nas pesquisas com pinhão-manso, macaúba, cana-de-açúcar e dendê. O NACE servirá de apoio aos trabalhos de experimentação que visam desenvolver espécies com maior potencial para produção dos biocombustíveis etanol e biodiesel.

 

 Embrapa Agroenergia

Focando em soluções: da biomassa à energia.

Internet: www.cnpae.embrapa.br

 

http://twitter.com/cnpae

Jornalista responsável: Daniela Garcia Collares (MTb/114/01 RR)

Embrapa Agroenergia

 

criado por ongtrem.macaubeiros    8:35 — Arquivado em: Sem categoria

20/5/11

Sementes de macaúba, pela internet

Sementes de macaúba pré-germinada podem ser encomendadas pela internet, atráves do endereço:

http://comprar-vender.mfrural.com.br/detalhe.aspx?cdp=57172&nmoca=culturas-sementes-pre-germinadas-de-macauba

Francisco Oliveira /Rede dos Macaubeiros

criado por ongtrem.macaubeiros    8:37 — Arquivado em: Sem categoria

16/5/11

Projeto da UFSJ sobre biodiesel é aprovado pela Fapemig

O projeto “Preparação de Biocatalisadores Ativos e Termoestáveis de Lipases para a Síntese de Biodiesel de Oleaginosas do Cerrado Mineiro”, coordenado pelo professor do Bacharelado em Biossistemas, no Campus de Sete Lagoas, Adriano Aguiar Mendes, foi uma das 21 propostas aprovadas para subsídio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O Edital 21/2010, de Apoio a Pesquisas sobre Mudanças Climáticas no Estado de Minas Gerais, é fruto de uma parceria com a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e destinará R$ 3,1 milhões aos projetos selecionados.
Graduado em Engenharia Industrial Química pela Universidade de São Paulo, Adriano atualmente leciona, também, para o curso de Engenharia de Alimentos. Seu projeto consiste no confinamento de lipases – enzimas que metabolizam as gorduras - em suportes sólidos para a produção de biodiesel a partir de oleaginosas do Cerrado Mineiro, como a macaúba, comum na região de Sete Lagoas. Sobre essa produção, Adriano diz que ainda pouco se fala. “A produção de biodiesel por biotransformação do óleo de Macaúba ainda é pouco reportada pela literatura especializada. Trabalhos de pesquisa nesta interface poderão abrir novas oportunidades de crescimento técnico e de formação de recursos humanos”. O professor contará com a participação de colegas do Campus Sete Lagoas, bolsistas da Iniciação Científica do Bacharelado, além de contribuições que virão de outras instituições de ensino, como a Escola de Engenharia da USP em Lorena (SP).
Com duração de 18 meses, este projeto é uma continuação da pesquisas já em andamento na Iniciação Científica, com enfoque na aplicação de enzimas na síntese de produtos de grande interesse industrial. Com ele, Adriano pretende “propor tecnologias limpas para a produção de biodiesel, catalisado pelas enzimas lipases na forma imobilizada. É esperado contribuir para o desenvolvimento de novas técnicas de preparação e estabilização de lipases, ampliando simultaneamente, o potencial de aplicação dessas enzimas em processos industriais”, esclarece Adriano.

 Fonte: transcrito de www.ufsj.edu.br

criado por ongtrem.macaubeiros    8:27 — Arquivado em: Sem categoria

12/5/11

Biodiesel de macaúba, com enzimas

Apresentamos abaixo solicitação do Adriano Mendes, da Universidade Federal de São João Del Rei.

Quem dispor de óleo de polpa ou da amendoa, por favor entre em contacto com ele.

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

Email: adriano_amendes@yahoo.com.br
URL    : http://www.ufsj.edu.br
Comentário:
Prezados colegas, boa noite.
Estou realizando pesquisa na produção de biodiesel com o óleo de macaúba por via enzimática na Universidade Federal de São João del Rei. Estou tendo dificuldades em obter o óleo da amêndoa e da polpa da macaúba. Queria saber se vocês têm estes óleos para comercialização. Tenho interesse em adquirir os óleos, mas a quantidade de cada óleo é em torno de 3 a 5 L.
Queria saber se vocês possuem os óleos com baixa acidez e índice de peróxido e quais os procedimentos necessáriosn para a aquisição.
Desde já, agradeço pela atenção.
Atenciosamente,
Adriano

criado por ongtrem.macaubeiros    9:01 — Arquivado em: Sem categoria

19/4/11

Desejo de farinha de bocaiúva

Novo comentário sobre a matéria  “Produção de óleo de macaúba de qualidade”

Autor: Délcia de C. Machado

Email: delcinha.c@hotmail.com

Comentário:

Olá! Por favor estou a procura de quem tem polpa ou a farinha de bocaiúva para vender, pelo menos 1 kg, pois minha filha está grávida, está com desejo , viu uma  propaganda .

Por favor me ajude

Délcia.

Recomendamos entrar em contacto com o prof. Flávio Aristone, Departamento de Física da UFMS,

www.dfi.ufms.br/flavio/Bocaiuva/

que executou relevante trabalho de treinamento para produção de farinha de bocaiuva (nome da macaúba no Mato Grosso do Sul). A farinha de macaúba pode ser encontrada também na Casa do Artesão, em Corumbá, MS.

Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros

criado por ongtrem.macaubeiros    17:40 — Arquivado em: Sem categoria

14/4/11

Motor diesel flex

Contribuindo para a redução da dependência de combustíveis fósseis, existem várias tecnologias de motores de ciclo diesel:

1 - Injeção de gás natural veicular (GNV) simultaneamente com óleo diesel, com dois injetores, 70% GNV e 30% óleo diesel.

2 - Injeção de etanol e diesel, 50%/50%, simultaneamente.

3 - Tecnologia REGENATEC

Esta terceira tecnologia é menos conhecida, foi desenvolvida na Inglaterra, de utilização de óleo de fritura filtrado e aditivado, ou óleo diesel, no mesmo motor. É necessária a instalação de um tanque de óleo vegetal, uma vez que a combustão não é simultanea. O motorista escolhe o combustível através de uma válvula que fecha o acesso de um e abre o do outro. No caso do óleo vegetal, este passa por um aquecedor, antes do coletor de admissão para reduzir sua viscosidade.

Esta tecnologia foi apresentada por um macaubeiro, Sagun Saxena, indiano, representante desta tecnologia no Brasil, reunido com outros colegas, em Belo Horizonte, em 07/04/2011.

Sagun apresentou-nos também a PONGAMIA, oleaginosa de origem indiana, adequada para plantio em climas semi-áridos, como a caatinga nordestina.

A tecnologia REGENATEC apresenta vantagens interessantes: gera uma mercado para óleos de fritura usados, hoje descartados na rede de esgotos, poluindo rios, reduz as emissões de carbono e enxofre, e diminui a dependência de combustíveis de origem fóssil. O óleo diesel é o derivado de petróleo mais consumido no Brasil, e tem grande peso na pauta de importações brasileira.

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

criado por ongtrem.macaubeiros    8:52 — Arquivado em: Sem categoria

7/4/11

Mensagens da Embrapa Agroenergia

Prezados parceiros da Embrapa Agroenergia,

É com satisfação que enviamos o Jornal Agroenergético nº 22.
Nesta edição, produzimos pautas que  descrevem a participação da equipe Agroenergia e de unidades parceiras em eventos nacionais e internacionais, a articulação de novos projetos e o acompanhamento de projetos em andamento, práticas de gestão, ações de comunicação, integração de equipes, disponibilidades de bolsa e artigo de divulgação científica.
Links do jornal.
http://pt.calameo.com/read/00051216731e936ff0923
http://issuu.com/Embrapa/docs/agroenergetico_22_impressao
http://www.cnpae.embrapa.br/agroenergia-em-revista/agroenergetico_22_int.pdf/view

Daniela Garcia Collares
Jornalista
Embrapa Agroenergia
61 - 34481581
http//twitter.com/cnpae
www.cnpae.embrapa.br
Embrapa Agroenergia: focando em soluções: da biomassa à energia

criado por ongtrem.macaubeiros    8:28 — Arquivado em: Sem categoria

23/3/11

Cresce o interesse pela macaúba em MInas Gerais

É crescente o interesse de investidores e do governo do estado de Minas Gerais por plantios comerciais da macaúba. Temos conhecimento de 4 projetos em implantação, todos em Minas Gerais:

- GAIA Reflorestamentos - Carmo do Paranaíba

- Entaban Bioenergéticos do BRasil, Lima Duarte

- Unidade de Beneficiamento do Côco Macaúba, Mirabela

- Plantio em Pedra do Anta, próximo a Viçosa

Cidades mineiras que têm projetos em estudo, com intenções de plantio:

-  Bom Jesus do Amparo

-  São João Evangelista

-  São Pedro dos Ferros

-  Joaíma

-  Montes Claros

-  Paracatu

Plantio experimental da Petrobras Biocombustível, com assistência técnica da EPAMIG:

- Felixlandia

 

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

criado por ongtrem.macaubeiros    9:03 — Arquivado em: Sem categoria

22/3/11

Petrobras Biocombustível no centro-oeste de Minas

 

Produção de combustíveis da Petrobras já acontece em Bambuí. Agora, Luz e Pains estão sendo estimuladas para produzir elementos para biocombustíveis. Para isso reuniões e estudos são feitos com a participação do Poder Público e da sociedade.

 

Em Luz, uma reunião foi realizada entre os membros do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável-CMDRS, EMATER- MG, produtores rurais e do Executivo Municipal. Nas discussões da reunião estava a compra de óleo e grãos de girassol, mamona e macaúba para a fabricação de biocombustível. A compra seria feita pela Petrobras e por isso o técnico da área da Petrobrás, Francisco Petroni Ramos esteve presente.

 

Para o prefeito de Luz, Agostinho Carlos Oliveira, “não há projeto mais sustentável que o de beneficiamento do coco macaúba. Tanto na questão ambiental quanto na permanência de pessoas na zona rural, pois o produtor rural é parte fundamental deste programa que, além de dinamizar a economia do município, ainda ajudará a promover o desenvolvimento de nossa cidade que é basicamente rural”.

De acordo com Francisco Petroni, no mínimo 70% da produção dessas oleaginosas devem ser adquiridas de agricultores familiares, os outros 30% podem ser adquiridos de outros produtores rurais. Ele ainda afirma que não há uma quantidade mínima de grãos a ser fornecida.

 

No caso de haver inclusão do município no programa, os agricultores recebem da Petrobrás: assistência técnica, sementes, sacaria e transporte para escoar a produção, além de terem acesso a uma linha de crédito para financiamento e seguro contra perda de produção. Os contratos têm uma duração mínima de 5 anos podendo ser prorrogados, garantindo, assim, preço mínimo e pagamento com valores de mercado. Segundo Petroni, o município de Luz tem um grande potencial para o plantio destas oleaginosas (mamona, girassol e macaúba). “Ao firmar a parceria, a Petrobrás tem a obrigação de participar dos problemas da cidade, atender suas necessidades, fazendo ou apoiando outros projetos, enfim, trazendo benefícios para Luz e região”, ressaltou o técnico.

 

Paulo Heubert Paulinelli, produtor rural luzense, já produziu grãos para uma filial da Petrobrás e afirmou que este projeto é de grande valor. “Este é um programa de incentivo, altamente viável, onde o retorno é imediato. Devemos explorar nossas propriedades. A Petrobrás é a 8ª maior empresa do mundo e Luz não pode perder esta oportunidade, vamos acreditar nesta proposta e correr atrás”, afirmou Heubert.

 

Fonte, transcrito de :

 

 

http://www.noh.com.br/?pg=noticias_corpo_default&codigo=6156

05/ de maio de 2010

criado por ongtrem.macaubeiros    10:34 — Arquivado em: Sem categoria

16/3/11

Comentário por LOUIS SIMMELINK

Fico feliz em saber que estão sendo procuradas alternativas energéticas para serem utilizadas no mercado.
Além da mamona e da macaúba já existem inúmeras empresas que se utilizam do coco babaçu cuja cadeia produtiva está bem definida e a gama de produtos originados dos frutos já chega a 160.
Informações complementares sobre o babaçu poderão ser obtidos pelo email 

 extratibras @hotmail.com.

Abraços aos pesquisadores.

Louis Simmelink - 10/03/2011

criado por ongtrem.macaubeiros    15:29 — Arquivado em: Sem categoria

EPAMIG pesquisa macaúba, com apoio da Petrobras Agroenergia

 

Epamig já planeja o desenvolvimento de pesquisas a serem executadas em 2011 e a principal delas será baseada no melhoramento genético das mudas da macaúba. Trata-se de uma palmeira nativa brasileira que produz óleo vegetal destinado aos usos alimentício e industrial. O objetivo do projeto será produzir biodiesel do óleo da macaúba e a Epamig Triângulo e Alto Paranaíba será uma das unidades regionais que fará a avaliação do estado nutricional desta árvore.

José Mauro Valente Paes, chefe do Centro de Pesquisa da Epamig em Uberaba, explica que o programa será desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de Viçosa e a Universidade Estadual de Montes Claros. “Ele será desenvolvido em todo o estado, está orçado em R$ 5,7 milhões e será financiado pela Petrobras”, informa. “Terá duração de três anos e será iniciado em janeiro do ano que vem”, acrescenta.

Além de José Mauro, outros cinco pesquisadores da unidade Triângulo e Alto Paranaíba da Epamig estão envolvidos neste projeto. “Aqui faremos coletas da folha e do fruto, além do solo onde esta palmeira é plantada, para a realização das análises da situação nutricional da macaúba”, expõe.

O chefe de pesquisa da unidade uberabense revela também que as pesquisas de melhoramento e criações de variedades de sojas serão mantidas em 2011. “O desenvolvimento da soja para alimentação humana, visto neste ano, também continuará com papel de destaque nos trabalhos previstos para 2011″, afirmou.

Fonte:  Jornal da Manhã - Uberaba - 29/11/2010 

 

criado por ongtrem.macaubeiros    14:55 — Arquivado em: Sem categoria

14/3/11

PLANTIO DE MACAÚBA EM PEDRA DO ANTA, MG

 

Um grupo de moradores rurais de Pedra do Anta, cidade próxima a Viçosa, MG se uniu, e com apoio de nosso colega Francisco de Assis, do Departamento de Fitotecnia da UFV, conseguiu da ACROTECH, mudas de macaúba, para um plantio de 16 hectares.

 

Trata-se de plantio modelar, com análises de solo, correção da acidez, curvas de nível, e uso de adubos e micronutrientes nas quantidades especificadas pela melhor técnica agronômica. O macaubal está em franco crescimento,m impulsionado pelos tratos culturais adequados e pelas regulares chuvas que estão caindo na região desde outubro do ano passado.

Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros

criado por ongtrem.macaubeiros    15:00 — Arquivado em: Sem categoria

23/2/11

Sítio da Paradigma

Recomendamos acessar o sítio da Paradigma Óleos Vegetais, do nosso companheiro Marcelo Araújo, que apresenta ótimas ilustrações e relevantes matérias sobre a macaúba. O sítio está em desenvolvimento, e gradativamente irá incorporando novas informações. 

Endereço: www.paradigma.ind.br

Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros

criado por ongtrem.macaubeiros    10:59 — Arquivado em: Sem categoria

22/2/11

Pesquisadores mexicanos visitam Embrapa

Brasília, 02 de fevereiro de 2011

Quatro pesquisadores do Instituto Nacional de Investigaciones Forestales, Agricolas y Pecuarias (INIFAP) do México estão no Brasil, de 31 de janeiro a 4 de fevereiro, para conhecer o estágio das pesquisas com pinhão-manso (Jatropha curcas L.)e estabelecer projeto de cooperação com a Embrapa. Além das visitas, foi discutido o contrato de colaboração técnico-científica específica de pinhão-manso entre a Embrapa e o INIFAP, do qual ficou definido a parte técnica.

A visita é uma retribuição de outra realizada por pesquisadores da Embrapa ao México em setembro de 2010, quando foi iniciada a discussão de realizar, em conjunto, o desenvolvimento de cultivares de pinhão-manso com elevada produtividade em grãos e cuja torta seja não-tóxica.

A missão mexicana é composta pelos pesquisadores Felipe Legorreta Padilla, Alfredo Zamarripa, Alfredo Gonzales Avila, Víctor Pecina Quintero, que trabalham em diferentes Centros de Pesquisa do INIFAP, que estão conhecendo os trabalhos em execução em quatro unidades da Embrapa: Agroenergia, Cerrados, Recursos Genéticos e Biotecnologia em Brasília (DF) e Agropecuária Oeste, em Dourados (MS).

Fonte: EMBRAPA

criado por ongtrem.macaubeiros    17:07 — Arquivado em: Sem categoria

14/2/11

Algumas observações em campo

Visitei no dia 12/02/11 a propriedade da Sonia Bicalho, no distrito de Ravena, município de Sabará, MG, área montanhosa de matas fechadas, onde surpreendentemente há muitas macaúbas em produção. Em outras regiões é comum se constatar que em matas fechadas a macaúba produz poucos frutos.

Próximo a região visitada, no antigo km 14, onde se situa o laboratório de pesquisas tecnológicas da Vale, uma área de mais de 30 ha, em encosta, apresenta centenas de macaúbas, ao longo de toda a extensão da encosta, nas áreas mais altas e mais baixas. Hipótese para explicar o fato: áreas que eram antigas pastagens, com grande ocorrência de macaúba, e que foram protegidas, permitido a vegetação florestal se recompor. Outra hipótese a ser testada: as macaúbas competem pela luz em matas nativas, e a produção de frutos é maior nas macaúbas que sobressaem da mata.

 

Parece existir um forte influencia de insolação na maturação dos frutos: a safra de macaúba (período do início ao fim da queda espontanea dos frutos) é mais longa em áreas que têm mais sombreamento nas palmeiras, uma vez que o principal fator para amadurecimento dos frutos é o tempo de exposição ao sol. Sugerimos um experimento com macaúbas nativas: comparar o período de queda dos frutos, em palmeiras com e sem limpeza dos galhos e cachos secos.

 

Na região visitada há ainda conhecimento dos usos da macaúba, para fazer sabão. Algumas famílias ainda fazem sabão de macaúba cozinhando demoradamente o fruto descascado, em água fervente, depois coa-se a mistura e adiciona-se soda cáustica. Um fato constatado é a excelente uqalidade dos sabões de macaúba, de alto poder detergente.

O óleo para alimentação é produzido por cocção da polpa, ao longo do cozinhamento o óleo se desprende da polpa, flutua e é retirado com uma concha.

 

A macaúba é muito utilizada para alimentação de animais. O cavalo da Sonia gosta de comer brotos de macaúba, e também come a casca externa do fruto, e cospe o resto da fruta. As galinhas ficam esperando o cavalo soltar o côco para bicar a polpa amarela. Acredita-se que o leite de vacas alimentadas com a polpa e castanha da macaúba tem maior teor de gordura e é mais saboroso. 

 

Os esquilos conseguem roer o endocarpo para retirada da amendoa, preferindo colher o fruto diretamente da palmeira. Cotias comem a polpa e enterram o endocarpo, para comer depois, o que ajuda na sua multiplicação.

O carvão do endocarpo queima durante muito tempo, mas se apaga se não houver, junto, outra fonte de combustível, como a lenha, ou então ventilação forçada.

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

criado por ongtrem.macaubeiros    13:16 — Arquivado em: Sem categoria

24/1/11

A melhor universidade de Minas Gerais

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) ficou classificada em 3º lugar entre as melhores universidades públicas e privadas do Brasil e a 1ª em Minas Gerais de acordo com o IGC (Índices Gerais de Cursos das Instituições). Esse é um indicador de qualidade de instituições de ensino superior divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC).

A UFLA já havia se destacado nas edições de 2008 e 2009 como a 4ª melhor Universidade do Brasil, a 2ª do Estado de Minas Gerais e a 1ª em Ciências Agrárias. A evolução apresentada em 2010 pode ser considerada como espetacular já que atingimos o 3º lugar no Brasil e o 1º lugar em Minas Gerais, dentre 180 Universidades avaliadas, estando incluída nesse conjunto todas as 58 Universidades Federais, 158 Centros Universitários e outras 1799 Instituições, totalizando 2137.

Em termos quantitativos, a universidade atingiu 420 pontos em valores contínuos (pontuação de 0 a 500) e a faixa nota 5 numa escala que varia de 1 a 5. Esse indicador considera, em sua composição, a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado).

De acordo com o Reitor da UFLA, Prof. Antônio Nazareno Guimarães Mendes, vários fatores contribuíram para esta conquista, cada um deles com uma parcela do mérito alcançado. “Eu destaco a seriedade do trabalho, a competência e a dedicação dos nossos professores e técnicos administrativos envolvidos no ensino de graduação e de pós-graduação. A UFLA dispõe de recursos humanos altamente qualificados e comprometidos com a qualidade do ensino superior em todos os níveis”.

O Reitor destacou também o elevado nível dos estudantes de graduação e de pós-graduação, “afinal eles são avaliados pelo Inep, juntamente com a instituição. São estudantes universitários muito bem selecionados e que se dedicam com garra durante sua formação profissional, empreendedora e cidadã numa universidade como a nossa. O resultado não poderia ser outro: somos hoje a 3ª melhor Universidade do Brasil, a melhor de Minas Gerais e a melhor do país em Ciências Agrárias”.

Outro fator que contribuiu para esta conquista é a ampliação na infraestrutura física da instituição, nos últimos 5 anos, em pelo menos 12.500 m2 em novas obras a cada ano. Há ainda uma permanente preocupação com a ambiência nos locais de aula e de trabalho. “Só para se ter uma ideia, nossa universidade recebe em média 5 vezes mais recursos para obras que a média da rede IFES de universidades federais. O REUNI representa somente 20% do investimento total que estamos fazendo em 2009 e 2010; os 80% restantes são captados em outras fontes de financiamento, nos governos federal e estadual e também junto à bancada mineira de parlamentares. Fruto de intenso trabalho de toda a nossa equipe administrativa, que felizmente conta com pró-reitores, diretores, chefes e coordenadores altamente comprometidos com uma administração séria e focada em resultados”, explica o Reitor.

102 ANOS

O prof. Nazareno afirma também que os 102 anos da universidade contribuíram para que ela chegasse a essa posição, especialmente porque não se constrói uma instituição de excelência em curto espaço de tempo. “São necessários muitos anos de trabalho, o enfrentamento de inúmeros desafios, sua superação e transformação em oportunidades de crescimento para se chegar a este patamar. Por isto, afirmo com frequência que nossa Esal-Ufla é fruto de uma construção coletiva, de várias gerações de estudantes, professores e técnicos, de quem recebemos o legado de dar prosseguimento a esta história de sucesso”.

ENSINO E PESQUISA

O Reitor enfatizou a relação entre a pesquisa, a extensão, o ensino, o planejamento, as ações sociais e a captação de recursos. “Somos uma ‘Universidade de pesquisa’ porque ofertamos 20 programas de pós-graduação Stricto sensu, o que resulta em mais de 1.200 projetos de pesquisa em andamento. Estes respondem pela captação de expressiva soma de recursos para o custeio adicional à manutenção dos laboratórios e compra de equipamentos. Além disso, nossos estudantes de graduação têm a oportunidade de se envolverem nestas atividades de geração de conhecimento e tecnologias, apoiados e tutorados diretamente por mestrandos e doutorandos. Eles também se envolvem em muitas atividades de extensão universitária e em projetos realizados em várias comunidades”.

PLANOS PARA O FUTURO

Com relação aos planos para o futuro, o Professor Nazareno fala no compromisso de dar prosseguimento a esta trajetória de sucesso. “Novos cursos e programas serão criados, mas de forma planejada, sempre lastreados por quesitos que assegurem sua consolidação como referência de qualidade. De forma paralela, o investimento na capacitação e qualificação de nossos servidores será intensificada ainda mais, já que essa combinação de investir em qualidade, em ações estruturantes e no ser humano propiciou à UFLA a obtenção do título de 3ª melhor Universidade do Brasil e a melhor Universidade do Estado de Minas Gerais. Pretendemos concluir nosso mandato e entregar a UFLA consolidada, de fato, na dimensão Universidade, à próxima gestão em 2012. Afinal, este foi o compromisso que assumimos, o professor Fialho e eu, quando nos candidatamos a reitor e vice”, finalizou.

FONTE

Universidade Federal de Lavras
Assessoria de Comunicação da UFLA
Telefone: (35) 3829-1104
E-mail: ascom@ufla.br

criado por ongtrem.macaubeiros    15:59 — Arquivado em: Sem categoria

21/1/11

Seminário sobre uso de biocombustíveis no transporte em BH

A Prefeitura de Belo Horizonte,  está promovendo o seminário

O USO DOS BIOCOMBUSTÍVEIS NO TRANSPORTE PÚBLICO DE BELO HORIZONTE

nos dias 8 e 9 de fevereiro de 2011.

Veja a programação completa no sítio:

www.biobusbh.com.br

 

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

criado por ongtrem.macaubeiros    14:52 — Arquivado em: Sem categoria

20/1/11

O elo mais fraco da corrente

Depois de conversar com vários empreendedores que estão investindo na macaúba, estou convencido que o elo mais fraco da exploração desta generosa palmácea é a gestão do negócio, o que inclui o planejamento, a organização, o controle das atividades, mas sobretudo a gestão das pessoas.

 

A exploração da macaúba é uma atividade econômica com poucas unidades em produção, até agora a fonte de côco é o extrativismo dos maciços de macaúba.

 

Embora as técnicas gerenciais forneçam diversas alternativas, só a experiência prática, ao longo do tempo, apontará os melhores caminhos a trilhar.

 

Entretanto há boas experiências que merecem ser conhecidas e adaptadas, nos plantios comerciais da macaúba.

A mais significativa é da Agropalma, do Pará, que industrializa o dendê proveniente de plantios próprios, e de milhares de pequenos produtores integrados. Esta empresa de 4.500 empregados dedica especial atenção a área de recursos humanos, executando muitas atividades nesta área, desde cursos de alfabetização de adultos, formação de sua mão de obra, manutenção de uma escola própria de ensino fundamental e médio, atividades constantes de treinamento e prevenção de acidentes.

Com certeza, a Agropalma não teria tanto êxito se não tivesse uma política de valorização e promoção de seus recursos humanos.

Outras organizações que compram oleaginosas para produção de biodiesel têm enfrentado problemas, na área de recursos humanos:

Falta de mão de obra para plantio ou extrativismo

Desconfiança do agricultor em relação às empresas compradoras de oleaginosas

Falta de experiência do agricultor no plantio de oleaginosas como mamona, pinhão-manso e macaúba

Conservadorismo do produtor rural, com reservas para aceitar inovações técnicas

Falta de tradição cooperativista, e relações com empresas integradoras

Falta de mentalidade empresarial do pequeno produtor rural, o seu foco principal é o plantio de subsistência e não plantios comerciais

Nenhum destes problemas é de fácil solução, mas não são um obstáculos intransponíveis.

A falta de mão de obra no campo tem sido superada com importação de trabalhadores de outras regiões. Todos os outros problemas podem ser superados, mas requerem um bom gerenciamento, pessoal qualificado e investimento em educação e capacitação da mão de obra, e muito treinamento prático em campo.

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

 

criado por ongtrem.macaubeiros    15:34 — Arquivado em: Sem categoria

18/1/11

Lei do estado de Minas Gerais incentiva macaúba

 Estado incentivará cultivo de oleaginosas como a macaúba

Já está em vigor a Lei 19.485, de 2011, que institui a política estadual de incentivo ao cultivo, à extração, à comercialização, ao consumo e à transformação da macaúba e das demais palmeiras oleaginosas, que ficou conhecida também como Pró-Macaúba. A lei teve origem no Projeto de Lei 2.333/08, do deputado Padre João (PT), e foi publicada no Minas Gerais desta sexta-feira (14/1/11).

O objetivo, segundo o texto legal, é promover a integração das comunidades que exploram as oleaginosas, por meio de incentivo ao uso e ao manejo racional dessas espécies, e transformar a atividade em alternativa para a agricultura familiar e o agronegócio. A macaúba é cultivada principalmente no Norte de Minas, e pode vir a ser usada também na produção de biocombustível.

Entre as diretrizes da política de incentivo que o governo deverá adotar, a partir de agora, estão: divulgar os componentes nutricionais e medicinais da macaúba e das demais palmeiras oleaginosas; e criar modelo de certificação que identifique a área de produção e ateste a qualidade de produtos, subprodutos ou derivados dessas oleaginosas.

Também está expresso na lei que, para planejar e implementar essas ações, o governo poderá contar com a ajuda de organizações não-governamentais ligadas à agricultura familiar, aos trabalhadores rurais e ao meio ambiente.

www.almg.gov.br

Rua Rodrigues Caldas,30 :: Bairro Santo Agostinho :: CEP 30190 921 :: Belo Horizonte :: MG :: Brasil :: Telefone (31) 2108 7715

Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação -

criado por ongtrem.macaubeiros    7:32 — Arquivado em: Sem categoria

10/1/11

Biodiesel e a a agricultura familiar

Agricultura familiar quer ampliar atuação na cadeia do biodiesel

Além de trabalhar para a diversificação das matérias-primas, representantes defendem maior participação dos pequenos nas decisões e nas etapas associadas ao Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel

Por Antonio Biondi, do Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis

Seis anos se passaram desde o lançamento do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) e, a despeito do reconhecimento de avanços (como o surgimento de um novo mercado, o estabelecimento de melhores preços e a geração de emprego e renda), os agricultores familiares que têm alguma ligação com o setor querem mais. Mais autonomia e atuação nas definições e etapas da cadeia produtiva, mais diversificação nas matérias-primas, mais diferenciação entre o modelo da pequena propriedade e o das grandes empresas e mais apoio do governo e da iniciativa privada.

A avaliação dos próprios representantes da agricultura familiar acerca do processo é importante não apenas para entender as falhas ocorridas, mas também para projetar futuros acertos. No Piauí, por exemplo, onde o programa de biodiesel gerou grandes esperanças (e enormes decepções), a expectativa agora é a de que o diálogo com a Petrobras Biocombustível (PBio) permita que os pequenos produtores sejam reinseridos na cadeia produtiva do biodiesel. E, desta vez, de forma consistente.

Claudionor Vieira, o Neguinho, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Piauí, explica que o movimento está em tratativas com a empresa, uma vez que existe a perspectiva de ampliação das parcerias da PBio com os pequenos agricultores para atender a capacidade instalada da usina de Quixadá (CE). A possibilidade inicial é de que os Estados de Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco sejam incluídos, sendo que a inclusão de Pará e Maranhão estaria também em análise.

Consultada pela Repórter Brasil sobre seus diveros projetos nos estados, a assessoria de comunicação da PBio informa que a parceria com os agricultores se iniciou no Rio Grande do Norte em 2008 e, no Piauí, em 2009. Em Pernambuco e na Paraíba, a empresa já começou a implantar núcleos de produção com agricultores familiares. Por ora, não há projeto previsto para o Maranhão. E, no Pará, a PBio possui dois projetos para utilizar óleo de palma como matéria-prima para a produção de biodiesel.

O primeiro projeto prevê a construção de uma usina de biodiesel, com capacidade de 120 mil m³ por ano, para o abastecimento da região norte do país. Os pólos de produção agrícola serão nos municípios de Mocajuba (PA), Baião (PA), Igarapé-Miri (PA) e Cametá (PA).

O viveiro para produção de mudas de palmas está em fase de implantação. O segundo prevê a produção de biodiesel (300 toneladas por ano de óleo de palma) em Portugal para o mercado ibérico. Os pólos de produção estão sendo desenvolvidos nos municípios de Tomé-Açú (PA) e Tailândia (PA). A fase de plantio deve se iniciar este mês.

Aprendizados e mudanças
No Piauí, a única experiência dos pequenos na cadeia do biodiesel foi com a Brasil Ecodiesel. O modelo derrocou. Em lugar da esperança de uma vida melhor, as famílias envolvidas tiveram de lidar com a frustração, os prejuízos, e, em alguns casos, com a fome e a miséria.

“A Brasil Ecodiesel fechou e não foi por falta de aviso”, ressalta Claudionor Vieira, do MST. Segundo ele, existem algumas experiências funcionando no Piauí atualmente, sem escala. Mamona é a principal cultura, o girassol é residual. A demanda das usinas tem sido basicamente pelos conhecidos grãos de soja, até pela baixa produção das outras culturas.

Para o dirigente do MST, “o modelo começou errado”, pois se baseou na superexploração do trabalho, no endividamento familiar e na monocultura. “Chocava-se frontalmente com a nossa concepção de agricultura familiar e camponesa”. Ele avalia que “não se aproveita nada” do modelo de produção verificado nas parcerias iniciais. Ou melhor: “aproveita-se a comprovação de que esse modelo não se aproveita de forma alguma. Nem do ponto de vista ambiental, nem do social e nem do econômico”.

Na região da usina da PBio em Quixadá (CE), o MST desenvolve projetos com a empresa levando em conta boa parte dos ensinamentos advindos da experiência no Piauí. Iniciada em 2007, a produção contava primeiramente com cerca de 300 produtores, em quatro municípios. Em 2008, a quantidade de famílias envolvidas passou para 1,6 mil, chegando a pouco mais de 3,3 mil em 2010. “São famílias, de várias regiões, sobretudo do Sertão Central, Sertão do Canindé e Sertão dos Inhamus, áreas mais secas e onde há mais assentamentos”, explica Antonia Ivoneide Melo Silva, a Nenê, que também é do MST e vive no Assentamento 25 de Maio, em Madalena (CE).

Os agricultores trabalham com mamona e girassol, e se organizam numa cooperativa em parceria com a PBio. Em 2009, a Cooperativa de Trabalho das Áreas de Reforma Agrária do Ceará (Cooptrace) comercializou cerca de um milhão de toneladas de mamona junto à empresa. O girassol não conta com mais de 100 famílias adeptas. “Ainda é pouco conhecido, e recente no uso por parte do movimento aqui”, diz Nenê.

A assentada explica que o movimento trabalha com a perspectiva de não implantar o monocultivo nas propriedades das famílias, nem substituir as culturas de alimentos por oleaginosas. Em média, a área destinada às culturas de biocombustíveis é de dois hectares. “Avaliamos que deve haver um limite de três hectares dessas culturas nas terras de cada família”, destaca, ressaltando a importância de o cultivo ser consorciado com culturas como feijão e milho. “Utilizamos também a mandioca, gergelim e algumas frutas, como o caju, que pode ser consorciado com o girassol”.

No projeto da Cooptrace, o respeito às questões ambientais e o vínculo com a agroecologia são essenciais. “E defendemos que haja participação dos agricultores em todo o processo, via cooperativa”.

Nenê explica que a cultura da mamona “tem se destacado pelo uso baixo, quase zero, de agrotóxicos e agroquímicos em geral”, exigindo, em alguns casos, mais adubo do que em outras áreas. Segundo ela, alguns produtores já possuíam uma tradição e conhecimento no plantio da mamona, além de solos mais adequados. “Tanto para esses quanto para os que começaram agora, a mamona gerou fonte adicional de renda”, diz, explicando que, mesmo no caso dos que não ampliaram a produção, o mercado de biodiesel gerou alguma renda. Com o novo mercado, o preço ficou melhor.

A produtividade da cultura ainda é considerada baixa. Em algumas áreas no Ceará, chega a mais de 1 mil kg por hectare, em outras fica entre 200 e 300 kg, o que não gera renda relevante. Devido principalmente à seca, 2010 foi ruim para a mamona no Estado – ao contrário de 2009, que trouxe renda aos agricultores. Esses ganhos impediram, por exemplo, que tivessem que vender bens, como animais de criação, em 2010.

Apesar do aumento do número de agricultores ligados ao projeto, os desafios do biodiesel no Ceará não são poucos. A avaliação é de é preciso ampliar a estrutura e insumos disponíveis. Melhorar o acesso aos bancos e créditos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) – o que depende da obtenção da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) junto ao MDA. Hoje, cerca de um terço das famílias envolvidas conta com o registro. Além disso, o zoneamento agrícola para o Ceará precisa ser aprimorado. As regras determinam o plantio do começo do ano, mas a chuva na região onde vive Nenê chega no mês de março, quando o prazo estabelecido no zoneamento já se encerrou. “Com isso, não temos acesso ao crédito. Estamos em diálogo com o Ministério da Agricultura e o MDA”, completa.

A agricultora destaca ainda a necessidade de melhorar a produtividade da mamona, para que a produção possa realmente ir para o biodiesel. Com o preço atual, o oléo de mamona, muito valorizado no mercado, acaba sendo utilizado por outras indústrias, como a de cosméticos e aviação, tornando-se difícil que vá para o biodiesel. É necessário também buscar alternativas para o destino da torta da planta, bastante tóxica.

“Sem resolvermos essas questões, fica inviável a cooperativa assumir o esmagamento”, explica a assentada Nenê. ”Com o girassol, poderia ser mais interessante, mas a produção é baixa. Já existem, porém, discussões no sentido de assumirmos essas etapas”.

Dilema na Bahia
Na Bahia, onde a PBio conta com uma usina em Candeias (BA), a produção dos parceiros da empresa está concentrada na região da Chapada Diamantina, com destaque para Itaitê (BA). Assim como no Ceará, a possibilidade de assumir mais etapas da cadeia é um horizonte. Na Bahia, porém, “existe um dilema quanto ao esmagamento dos grãos, não aceito por parte da PBio”, explica Julio César Vasconcelos Campos, do MST.

Na Bahia, esmagamento por conta dos próprios produtores é foco de debates (Foto: Verena Glass)

Segundo ele, as famílias avaliam a possibilidade de, caso a empresa não concorde com o novo modelo, adquirir equipamentos e organizar o processo por conta própria. Hoje, há cerca de 1,4 mil famílias ligadas ao movimento envolvidas na produção de matéria-prima, em dez municípios. A meta é chegar a três mil famílias envolvidas, com o limite de três hectares de cultivo voltado ao biodiesel (basicamente a partir da mamona), e apostando sempre na diversificação (consórcio com milho e feijão).

A parceria com a PBio viabiliza a assistência técnica e o fornecimento de sementes, ao passo que o MST assume o compromisso de vender a produção à estatal, que garante os preços. “Trabalhamos a organização e inserção do agricultor no programa. Escolhemos os técnicos, e a assistência se dá por meio deles e dos dirigentes das cooperativas”, relata.

Entre as grandes vantagens para os agricultores, Júlio destaca que a PBio é uma opção ao atravessador, e que houve melhora do preço – passou de cerca de R$ 50 para até R$ 80 por saca de 60 kg. Além disso, nos anos em que a chuva escasseia, e a produção do milho e feijão se perde, a mamona costuma apresentar melhores resultados.

A expansão gradativa no plantio da mamona tem gerado melhorias nas culturas consorciadas (cultivadas na mesma área), pela renda adicional e novos investimentos gerados. Os ganhos permitem, por exemplo, a compra de animais para a produção de leite ou ovos.

Os agricultores colhem a mamona ao longo de três safras anuais, à proporção de 25%, 50% e 25%, chegando a um total de cerca de 500 kg por hectare. É uma média obtida mesmo diante de dificuldades com pragas, clima e solo. “Com melhorias, podemos chegar a 1 mil kg”, afirma.

Júlio defende que o programa ganhe musculatura, com aquisição de maquinário e contratação de mais pessoas para ajudar na organização das famílias. “Não queremos que se prenda à mamona. Queremos que as cooperativas passem a contribuir com as outras culturas”. Com mais estrutura e produtos de melhor qualidade, a comercialização tende a se ampliar.

Os pequenos agricultores, salienta Júlio, não pretendem permanecer somente no contrato de entrega de matéria-prima do grão. A ideia é trabalhar para passar a fornecer o óleo de mamona – e ficando com a torta para outros usos, como adubação do solo e outros subprodutos. “Queremos ajuda da empresa para estruturar isso, mas sentimos uma certa resistência”, ressalva. “Vamos buscar outros apoios se for preciso”.

Na visão da PBio, a implantação de esmagadoras diretamente pelos pequenos agricultores exige cuidados. “Como o aporte de recursos para a instalação de uma esmagadora é muito elevado, destacamos que as organizações da agricultura familiar devem analisar criteriosamente se existe produção de grãos em escala e alternativas de mercado que justifiquem esse investimento”, diz a assessoria da companhia.

Idas e vindas em MG
Além das usinas na Bahia, Ceará e Piauí, a PBio conta ainda com uma unidade em Montes Claros (MG), no norte das terras mineiras. Na região, a dificuldade em estruturar a produção e a falta de incentivo para os agricultores assumirem outros itens da cadeia produtivsa se coloca como o principal limite ao avanço de parcerias. A análise é de Cledinei Carneiro Zavaski, engenheiro agrônomo do MST-MG. Segundo ele, “a linha de relacionamento da PBio caminha em sentidos divergentes a tais elementos, o que limita as parcerias e a inclusão social que ela pode efetivar”.

Conhecido como Nei, Cledinei explica que as famílias locais não cultivam as oleaginosas comumente. “Assim, é preciso que sejam incentivadas, além de estarem inseridas em modelos produtivos de convivência com o Semi-Árido”, acrescenta o membro da Cooperativa Camponesa Veredas da Terra. A agricultura familiar local é voltada ao auto-consumo. Para impulsionar a atividade, ele destaca a necessidade de um subsídio inicial e do apoio à organização e agroindustrialização da produção primária.

Para Nei, o programa com a PBio apresentou uma primeira fase na qual a construção de parcerias com as entidades se fazia mais forte. Havia apoio à mobilização dos agricultores e fomento ao cultivo das oleaginosas em consórcio com alimentos. Num segundo momento, contudo, ele afirma que a parceria alterou-se, restando a política de preços mínimos e assistência técnica – exigências para o Selo Social. “Fechou-se a possibilidade do esmagamento sob controle dos agricultores, alegando-se por vezes incapacidade dos mesmos em gerenciar agroindústrias”, explica.

Após um início em que PBio e organizações locais atuaram em sintonia, a empresa, de acordo com Nei, alterou sua política. Passou-se ao incentivo à integração, com o esmagamento monopolizado pelos grupos privados. Sem a renovação das parcerias, a unidade de Montes Claros (MG) utiliza matéria-prima oriunda essencialmente de grandes produtores. “Estão abertos canais de negociação. Porém, pouco se tem avançado para novas parcerias”, destaca. Uma mudança de postura da PBio, calcula, será fundamental para alterar o quadro. Apoiar a autonomia dos agricultores no controle de parte da produção, ao menos até o esmagamento, seria um aspecto a ser considerado. “Aumentaria a margem de renda dos agricultores e seria um incentivo ao maior cultivo e ao associativismo e cooperativismo”.

Consultada sobre as críticas às suas operações em Minas gerais, a PBio informou à Repórter Brasil que os contratos tem vigência de cinco anos. “Os nossos registros indicam que o número de contratos de aquisição de grãos e de prestação de serviços com essas entidades segue crescendo, visando atingir as metas da Petrobras Biocombustível. Nas relações comerciais, a empresa segue o estabelecido em contrato”, diz a assessoria.

A companhia também informa que possui contratos para a aquisição de soja, mamona e girassol de agricultores familiares e que atende aos requisitos do Selo Combustível Social, buscando o suprimento de pelo menos 30% de sua usina, com matéria prima produzida pela agricultura familiar. “O planejamento para suprimento com óleo vegetal nas usinas de biodiesel leva em consideração a capacidade produtiva das entidades e agricultores familiares contratados, com base no 4º laudo de assistência técnica (medição dos serviços de assistência técnica) e o complemento é realizado por meio de aquisições no mercado de óleos”, diz a empresa estatal.

Organização e desafios no Sul
Na região de Palmeira das Missões (RS), o modelo das cooperativas mostra conquistas para os trabalhadores – que também enfrentam desafios para ampliá-las. Romário Rossetto, dirigente da Cooperbio e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) conta que 75 famílias estão inseridas no projeto de cultivo do tungue voltado ao biodiesel. A área plantada hoje, que envolve também agricultores ligados à Cooperfumos, é de aproximadamente 250 hectares, distribuídos em cerca de 30 municípios. O plantio destina-se também ao aproveitamento da torta do tungue (para adubo do solo e alimentação animal). Junto ao tungue, os agricultores também cultivam eucalipto para lenha, além de outras árvores, sobretudo frutíferas.

Em Cerro Grande (RS), Gélio e Romário, do MPA: diversificação e soberania energética. (Foto: AB)

A Cooperbio possui, também, parceria com a PBio, voltada à compra de soja. “Vendemos 420 mil sacas nesta safra”, destaca Romário. A Cooperbio tem contrato para venda de 420 mil sacas, e a Cooperfumos, de outras 100 mil sacas. A produção é adquirida pela unidade da PBio na Bahia. A empresa oferece bônus de R$ 1 por saca produzida para o biodiesel. A Cooperbio compra dos agricultores e vende para as empresas, e os agricultores são todos cooperados da Cooperbio e ligados ao Pronaf.

As duas cooperativas estudam a possibilidade de fornecimento de 1,1 milhão de sacas de soja, em 2011, à usina Delta, do Mato Grosso. Segundo Romário, na região de atuação da Cooperbio (63 municípios) a agricultura familiar responde pela produção de cerca de 51% da soja. No Estado, as propriedades com até 50 hectares respondem por 33% da soja.

No horizonte da Cooperbio, ao lado do tungue e outras culturas, está a perspectiva de substituir gradativamente a soja. Ao mesmo tempo, existe a expectativa de ativar um sistema de produção de etanol por meio de micro-destilarias e de uma unidade central retificadora. A Cooperfumos, por sua vez, conclui a implantação de uma usina de óleo.

Desde o início do PNPB, os agricultores têm a expectativa da instalação de uma usina da PBio na própria região. A estratégia da empresa até agora, contudo, tem focado a ampliação da produção na Região Nortdeste, consolidando as usinas já instaladas. O projeto na Região Sul não parece ter avançado nem regredido nos últimos anos. A demora na instalação de uma unidade própria da PBio no Rio Grande do Sul, contudo, fez com que usinas privadas avançassem e ocupassem potenciais espaços.

Para Romário, a nova configuração política do Estado fortalece e amplia as chances de novidades. “Não tivemos nenhum apoio, em nenhum momento, do governo do Estado”, destaca ele, ressaltando que o novo governo, com a eleição, em 2010, do petista Tarso Genro, poderá criar a secretaria estadual de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo.

Também no Estado do Rio Grande do Sul, a União das Associações Comunitárias do Interior de Canguçu (Unaic) conta com um programa de produção para o biodiesel, com 150 famílias em 11 municípios. “O programa encolheu estrategicamente”, explica André Santos, presidente da Unaic. “Chegamos a ter 800 famílias”. O pólo do projeto é Canguçu (RS), onde existem 14 mil pequenas propriedades. “É a maior quantidade de minifúndios em um município da America Latina”, gaba-se.

De acordo com André, o programa, iniciado em 2006, foi diminuído “pela necessidade de se dar maior autonomia à agricultura familiar no processo e depender cada vez menos das compras das grandes empresas”. O excesso de produção é vendido quase todo para indústrias – como para a gaúcha Oleoplan. A auto-sustentabilidade – em todos os aspectos – é outro objetivo. A mamona é a base da produção, rendendo cerca de 1,4 mil kg por hectare. O girassol, utilizado em menor escala, rende 1 mil kg. E a soja produz 1,9 mil kg. “A cultura mais rentável é, sem dúvida, a mamona”, avalia. Cada produtor de mamona destina entre dois a três hectares à cultura. Os que se dedicam à soja plantam em áreas um pouco maiores. O representante da Unaic estima que 95% do biodiesel gaúcho venha da soja. Canola, mamona e girassol viriam em seguida, nessa ordem.

No caso do girassol, existe comercialização para empresas menores. “Óleo de girassol para caminhão? É quase um absurdo!”, afirma André. Para ele, “o mercado de biodiesel pode ser uma válvula de escape, uma possibilidade quando há excesso de oferta, mas não ser o centro da comercialização e produção”. A crescente demanda escolar também tem criado alternativas – sobretudo após a aprovação da lei federal que prevê que ao menos 30% da merenda seja comprada da agricultura familiar.

André destaca que a Unaic está trabalhando em alternativas para que eles próprios esmaguem os grãos, com o aproveitamento do farelo e do óleo. Mas as esmagadoras industriais disponíveis no mercado destinam-se essencialmente a grandes empreendimentos. A Unaic iniciou, ainda, trabalhos com o etanol, testando a batata-doce e cana. E mantém um processo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a universidade federal locais para a autonomia na produção de sementes.

Produtividade da mamona na Região Sul chega a 1,4 mil kg por hectare (Foto: Verena Glass)

Assim como no Nordeste, os problemas da Brasil Ecodiesel geraram impactos sobre a Unaic, que mesmo assim assegurou seu projeto entre aqueles com maior experiência e longevidade. A avaliação de André é que o PNPB precisa evoluir para afastar a dependência das famílias com relação às grandes empresas. “Elas não têm interesse de comprar da agricultura familiar. Só compram uma parcela mínima, para garantir algumas questões. E com muita pressão”. Para ele, a atual configuração confunde os modos de funcionamento da agricultura familiar e do agronegócio.

“A agricultura familiar tem condições de ocupar nichos do mercado, como a produção orgânica, ou o fornecimento dos melhores produtos”, emenda o presidente da entidade. Ele destaca que o PNPB vem permitindo a abertura de novas oportunidades. Graças ao programa, “surgiu a possibilidade de investimentos na mamona na nossa região, o desenvolvimento de tecnologias, a busca de outros mercados e a rotação de culturas”. Segundo ele, melhorias também se deram na implantação de novas técnicas, ao lado de avanços políticos e de organização. “A Unaic mesmo criou uma cooperativa na área de bioenergia, a Cooperativa União”.

O envolvimento do governo federal foi positivo, na avaliação feita por André. ”Mas há muito para se aperfeiçoar, especialmente no relacionamento com as empresas e na diversificação das culturas, com o incentivo a outras que não a soja”, continua a liderança de Canguçu (RS). O governo estadual, por sua vez, não teve participação, e “fez muita falta”.

No Paraná, Richardson de Souza, do programa de bioernergia da secretaria estadual de Agricultura e Abastecimento, destaca avanços nas parcerias dos agricultores familiares com as usinas construídas no Estado, como a BSBios-Petrobrás, em Marialva (PR), a Biopar, em Rolândia (PR), e a Oleoplan, em Ponta Grossa (PR). “Estamos trabalhando para essa aproximação, sobretudo por meio das organizações, principalmente cooperativas”. Em Rolândia (PR), além da Biopar, o grupo Bigfrango conta com uma usina de biodiesel, produzido a partir da gordura dos animais abatidos na empresa. O combustível é destinado a consumo próprio na frota de caminhões.

Para as parcerias com as cooperativas ocorrerem – no sentido de as empresas compradoras poderem aderir ao Selo Combustível Social -, ele explica que a entidade deve possuir o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) de agricultura familiar, com pelo menos 70% dos integrantes ligados ao Pronaf. “Temos um cooperativismo muito forte, mas ainda com poucas cooperativas consideradas de agricultura familiar”.

A secretaria possui um projeto envolvendo uma grande gama de atores – da Companhia Paranaense de Energia (Copel) a cooperativas de agricultores, passando pelo poder público. A proposta teria os pequenos produtores no centro, com apoio da Copel e da secretaria, e com a prefeitura de São Jorge do Oeste (PR) fornecendo o terreno para instalação da usina de biodiesel. O projeto depende de um acordo entre a Copel e as cooperativas, para que se definam os termos do convênio e o desenho institucional a ser dado à administração por parte dos agricultores familiares – que podem criar um ente jurídico específico para se dedicar à empreitada.

O representante da secretaria confia no projeto. “Está tecnicamente testado, com os devidos encaminhamentos junto à ANP (Agência Nacional do Petróleo) e ao governo estadual, inclusive quanto aos incentivos tributários”, diz. Resolvida a questão das contrapartidas, o projeto deve ganhar vida própria – mesmo com a mudança de governo estadual, com a eleição de Beto Richa, do PSDB. “Pode haver algum ajuste nos parceiros, mas acredito no avanço ainda neste ano ou início do próximo”, conclui.

Confira a íntegra do estudo A agricultura familiar e o programa nacional de biodiesel (PNPB)

Visite o site do Centro de Monitoramento dos Agrocombustíveis (CMA)

criado por ongtrem.macaubeiros    7:42 — Arquivado em: Sem categoria

6/1/11

Óleo de macaúba para produção de biodiesel

Macaúba: potencial fonte alternativa para produção de biodiesel -Leo Duc Haa Carson Schwartzhaupt da Conceição.

Diversas espécies de palmeiras têm sido objeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil visando à produção de biodiesel. Entre as espécies estudadas, a macaúba, Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. Ex Mart., uma palmeira nativa das florestas tropicais e amplamente dispersa no território brasileiro. Seu aproveitamento econômico pode ser medido em termos energéticos, como produtora de óleo de polpa para produção de biodiesel e carvão do endocarpo, além do potencial de uso na indústria de alimentos, ração animal e cosméticos. Estima-se a produtividade, em plantios de macaúba com densidade de 200 plantas/ha, próxima de 5 t de óleo. Além de fonte alternativa para produção de biodiesel, o endocarpo da macaúba é considerado uma potencial fonte de utilização para produção de carvão vegetal de elevada qualidade, superior ao carvão produzido de eucalipto. O óleo das amêndoas destaca-se pelo percentual de ácido láurico, o que permite a inclusão da macaúba nas oleaginosas do grupo dos láuricos, valorizados no mercado internacional por sua ampla utilização na indústria de alimentos e cosméticos, e o farelo da amêndoa, com alto teor de proteína, pode ser utilizado na composição de rações para animais.

O recente cenário global prevê uma nova escalada de preços do barril de petróleo, além de um aumento da demanda pelo seu consumo, o que tem levado muitos países, inclusive o Brasil, a investir em programas de produção de óleos vegetais em substituição ao óleo fóssil. Outro aspecto importante no cenário atual é o apelo ambiental. O estabelecimento de metas quantitativas acordadas para redução dos níveis dos gases de efeito estufa pelos países desenvolvidos, somado ao aumento da demanda por combustíveis, tem impulsionado o uso de fontes de energia renováveis, com o objetivo de, além de diminuir a dependência externa de petróleo, minimizar os efeitos das emissões veiculares na poluição, principalmente nos grandes centros urbanos, e controlar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.

Entre as fontes de combustíveis renováveis, o biodiesel tem recebido a merecida atenção com o lançamento do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) que visa, junto as razões citadas acima, beneficiar a agricultura familiar e promover a inclusão social com maior oferta de empregos no campo. A produção de biodiesel a partir da macaúba segue as linhas de desenvolvimento tecnológico a médio prazo, com a criação de sistemas de produção de oleaginosas perenes. A macaúba apresenta potencial para produção de óleo comparável ao dendê. Além disso, essa espécie é adaptada a ambientes mais secos do que o dendê pode suportar. Esse aspecto será importante frente a cenários futuros de mudanças climáticas com aumento da temperatura terrestre e, consequentemente, aumento da deficiência hídrica. Especialistas preveem mudanças na atual configuração agrícola do país para as próximas décadas. Dessa forma, a macaúba poderá tornar-se uma alternativa viável em áreas de maior risco climático para produção de biodiesel.

Entretanto, no processo de domesticação para viabilizar o uso dessa espécie como fonte de combustível renovável, são necessários estudos para adequação de um sistema de cultivo capaz de explorar seu potencial de rendimento. Nesse sentido, ações de pesquisas têm sido realizadas visando contribuir para domesticação e utilização dessa espécie nativa como fonte alternativa de matéria-prima. Entre os estudos em andamento, estão pesquisas relacionadas com efeitos do uso de irrigação e adubação. A adubação é um aspecto importante entre os fatores que podem limitar a capacidade produtiva de uma cultura, além disso, há a necessidade de avaliar os efeitos da irrigação, prevendo a alternativa por cultivos de elevado nível tecnológico, assim como, verificar a viabilidade do uso de sistemas irrigados frente a possíveis respostas dessa espécie.

O processo de domesticação da macaúba será também altamente dependente do gerenciamento da variabilidade genética existente, evidenciando a necessidade da coleta, caracterização e conservação dos recursos genéticos em banco de germoplasma, visando ao melhoramento dessa espécie. Diversos estudos foram realizados com o intuito de caracterizar quanto a aspectos produtivos, morfológicos ou biométricos, fenológicos, reprodutivos e moleculares. Entretanto, até então, esses trabalhos foram realizados em populações naturais de diversas localidades de diferentes regiões do Brasil, ou com base em amostras (frutos ou DNA) retiradas dessas populações. Tais estudos foram importantes para atestar o potencial dessa espécie em relação a produtos e coprodutos em suas inúmeras finalidades (biodiesel, carvão, cosméticos, fitoterápico, alimentação humana, ração animal) e (ou) verificar a variabilidade existente, e servirão para nortear e (ou) justificar ações de pesquisas voltadas ao pré-melhoramento e melhoramento da macaúba.

Atualmente, a Embrapa é responsável por um banco ativo de germoplasma de macaúba estabelecido na área experimental da unidade ecorregional Embrapa Cerrados, em Planaltina, DF. Recentemente instalado, o Banco Ativo de Germoplasma de Macaúba da Embrapa Cerrados (BAGMC) conta com 100 acessos oriundos de diversas regiões do território brasileiro. Trabalhos de conservação, caracterização, avaliação e enriquecimento do BAGMC vêm sendo realizados. Dessa forma, será possível identificar quais acessos são promissores para uso no melhoramento, visando superar e contornar as limitações dessa espécie que possam interferir no sistema de cultivo, preenchendo lacunas e tornando-a viável para inserção no crescente mercado de biocombustíveis. Nesse contexto, essas ações de pesquisas, desde a avaliação de fatores do sistema de cultivo à caracterização e avaliação de acessos conservados em banco de germoplasma, poderão contribuir de forma efetiva para a diversificação das fontes de óleo vegetal e, consequentemente, para atingir as metas do PNPB, inserindo uma espécie com elevada adaptação aos diferentes biomas brasileiros e com um elevado potencial de rendimento de óleo por área ocupada
(Leo Duc Haa Carson Schwartzhaupt da Conceição é pesquisador da Embrapa Cerrados; leo.carson@cpac.embrapa.br)

criado por ongtrem.macaubeiros    7:36 — Arquivado em: Sem categoria

5/1/11

Barra de cereais da amêndoa da macaúba

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS DA AMÊNDOA DE

MACAÚBA E SEU APROVEITAMENTO NA ELABORAÇÃO

DE BARRAS DE CEREAIS

Nísia Andrade Villela DESSIMONI-PINTO

Departamento de Nutrição – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – Diamantina – MG – Brasil. E-mail: nisiavillela@yahoo.com.br.

Viviane Maria da SILVA - 

Graduação em Nutrição – UFVales do Jequitinhonha e Mucuri – Diamantina, MG – Brasil.

Ângela Giovana BATISTA - 

Pesquisadora Bolsista DTI 3/CNPq – Departamento de Nutrição – UFVales do Jequitinhonha e Mucuri – 39100-000 – Diamantina – MG – Brasil.

Gilmar VIEIRA - 

Departamento de Agronomia – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – 39100-000 – Diamantina – MG – Brasil.

Cinthya Rodrigues de SOUZA, Paula Verônica DUMONT, Geânia Kelly Marques dos SANTOS, 

Departamento de Nutrição – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – Diamantina – MG

 

RESUMO: A amêndoa de macaúba (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd.) tem despertado grande interesse socio-econômico para a população do Cerrado e possui propriedades nutricionais pouco estudadas. O objetivo deste estudo foi caracterizar físico-quimicamente a amêndoa de macaúba e verificar o valor nutricional e a aceitabilidade de uma barra de cereais elaborada a partir deste material. Os frutos coletados foram lavados, sanitizados, secos e suas amêndoas foram retiradas. As características físico-químicas das amêndoas avaliadas foram massa, diâmetro, pH, SST, ATT e composição centesimal. Elaborou-se uma barra de cereais teste com adição de 15% do fruto e uma barra de controle e determinou-se suas composições centesimais. A avaliação sensorial das formulações foi realizada com 45 participantes em três etapas: teste de aceitação (escala de 5 pontos), teste de preferência e análise descritiva quantitativa (aparência, cor, aroma, sabor, textura e doçura) dos produtos. As amêndoas de macaúba estudadas possuem quantidades expressivas de lipídios (29,73%), proteínas (12,28%) e energia (524,19kcal/100g). A barra de cereais com macaúba obteve maiores teores de lipídios (7,84%) e energia (396,28kcal/100g). O índice de aceitação da barra de cereais formulada com macaúba foi de 88,90% e o teste de preferência evidenciou 71,11% de aprovação pelos participantes da pesquisa. A barra teste obteve atributos mais bem aceitos em relação à controle (p<0,05), na qual o atributo “sabor” alcançou a maior pontuação média (4,62). Dessa forma, conclui-se que as características físico-químicas da amêndoa de macaúba contribuem de forma positiva para a elaboração de barras de cereais, conferindo ao produto fi nal um perfi l sensorial de boa aceitabilidade.

 

O trabalho completo pode ser acessado em:

 

 

http://serv-bib.fcfar.unesp.br/seer/index.php/alimentos/article/view/1392/914

criado por ongtrem.macaubeiros    8:16 — Arquivado em: Sem categoria

Mensagem para 2011, para todos nós

Mensagem do nosso companheiros Fernando Andrade, da INTERPACK, para todos os macaubeiros.

Lição de Ano Novo

 

Aprendemos que, por pior que seja um problema ou situação, sempre existe uma saída.

 

Aprendemos que é bobagem fugir das dificuldades.

 

Mais cedo ou mais tarde, será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.

 

Aprendemos que perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.

 

Aprendemos que é necessário um dia de chuva para darmos valor ao Sol, mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima.

 

Aprendemos que heróis não são aqueles que realizam obras notáveis, mas os que fizeram o que foi necessário e assumiram as conseqüências dos seus atos.

 

Aprendemos que, não importa em quantos pedaços nosso coração está partido, o mundo não pára para que nós o consertemos.

 

Aprendemos que, ao invés de ficar esperando alguém nos trazer flores, é melhor plantar um jardim.

 

Aprendemos que amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de nos fazer felizes.

 

Cabe a nós a tarefa de apostar nos nossos talentos e realizar os nossos sonhos.

 

Aprendemos que o que faz diferença não é o que temos na vida, mas QUEM nós temos.

 

E que boa família são os amigos que escolhemos.

 

Aprendemos que as pessoas mais queridas podem às vezes nos ferir.

 

E talvez não nos amem tanto quanto nós gostaríamos, o que não significa que não amem muito, talvez seja o máximo que conseguem, mas graças ao AMOR aprendemos que há um amor incondicional, há um amor sem limites, é um amor que não cobra, é um amor que renova.

 

Desejo a todos um ano novo cheio de paz, esperança, amor e dindin, que 2011 venha cheio de tudo isso e muito mais.

 

Abraços a todos e feliz ano novo!…

 

Fernando Andrade

Telefax (32)3376-1265

 

criado por ongtrem.macaubeiros    7:28 — Arquivado em: Sem categoria
Posts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://ongtremmacaubeiros.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.