Rede dos Macaubeiros

Macaúba é melhor do que petróleo!

30/3/09

Petrobras compra macaúba em Montes Claros

Fonte : Veiculado no Jornal Hoje Em Dia/05/02/2009

Montes Claros - Com previsão de injetar, neste ano, R$ 10 milhões na economia de cinco municípios do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha, a Petrobras Biocombustíveis começou a comprar, no final do mês passado, 30 mil toneladas de coco macaúba, que serão utilizadas como matéria-prima na fabricação de biodiesel na usina instalada em Montes Claros. O projeto é pioneiro no Estado e envolve a participação de aproximadamente mil famílias de pequenos agricultores dos municípios de Carbonita, Coração de Jesus, Montes Claros, Brasília de Minas e Grão Mogol.

Segundo o gerente de suprimentos da Petrobras Biocombustíveis, Onésimo Azeredo, por se tratar de uma atividade até então não implementada pela empresa, a previsão é de que, a partir do próximo ano, o projeto seja estendido para outras regiões do país, onde a Petrobras investe na fabricação de biodiesel. A proposta é que possam ser beneficiadas outras atividades extrativistas envolvendo oleaginosas, como dendê, buritizeiro e babaçu.

Onésimo Azeredo acredita que a iniciativa poderá se constituir em mais um importante instrumento de geração de emprego e renda, beneficiando a agricultura familiar. O beneficiamento da produção ficará sob a responsabilidade da Petróleo Verde do Vale do São Francisco (Petrovasf), empresa privada que firmou parceria com a Petrobras para fornecimento de matéria-prima para a fabricação de biodiesel e que desenvolveu tecnologia apropriada para o beneficiamento do coco macaúba.

A Petrobras está pagando R$ 0,25 pelo quilo do coco macaúba seco que for coletado pelas famílias dos produtores rurais. Onésimo Azeredo afirmou que o preço normalmente praticado pelo mercado é de R$ 0,15 o quilo do produto. Porém, o valor pago a mais visa incentivar o incremento da participação das famílias dos pequenos agricultores no aproveitamento de uma matéria-prima abundante na região. Além disso, para o próximo ano, a Petrobras afirma que já está aberta a possibilidade de rever o preço da matéria-prima que for colhida pelos produtores.

O coordenador técnico de Culturas da Emater, Reinaldo Nunes Oliveira, considera a iniciativa importante para a economia regional, já que o coco macaúba é facilmente encontrado nas cidades de Brasília de Minas, Coração de Jesus, Claro dos Poções, Jequitaí, São João do Pacuí e Botumirim.

Pelo fato de ser uma fruta típica do Cerrado, a planta nasce naturalmente e, segundo dados da Emater, se adapta bem em regiões de clima quente e altitude variável de 150 a 1.000 metros.

A Petrovasf tem sede no município norte-mineiro de Itacarambi, que, nos últimos sete meses, investiu R$ 500 mil no desenvolvimento de tecnologia apropriada para o beneficiamento da fruta.

Para facilitar o escoamento da matéria-prima para a usina de biodiesel da Petrobras, a Petrovasf alugou uma área de 50 mil metros quadrados às margens da MGT-122, em Montes Claros. A previsão é de que nesta primeira etapa do contrato sejam extraídos 900 mil litros de óleo.

A usina de biodiesel da Petrobras em Montes Claros tem capacidade para produzir anualmente 57 milhões de litros do produto, mas devido à falta de matéria-prima, a empresa ainda está utilizando óleo de soja de Goiás

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Macaúba também é prá cabeça

Comentário:
ASSISTI O PROGRAMA SOBRE MACAÚBA E ME ENTUSIASMEI COM TAL OLEO DE MACAUBA, ONDE POSSO COMPRÁ-LO?

2009/3/29 Saulo Pinto Paixão

Autor: saulo pinto paixão Email: sp.paixao@uol.com.br

Comentário do Saulo:
ASSISTI O PROGRAMA UM DE QUE E ME ENTUSIASMEI COM TAL OLEO DE MACAUBA

RESPOSTA

Prezado Saulo,
 
Agradecemos seus comentários nosso blog, continue lendo-o, temos novidades toda semana.
 
A macaúba produz 2 tipos de óleo: da polpa e da castanha. Este último apresenta semelhança ao azeite de oliva, também usado nos cabelos, os césares de Roma já o usavam.
 
Uma empresa produz cosméticos exclusivamente a base de produtos naturais, entre eles, a macaúba.
Acesse:
http://www.daasz.com/hidratante_cabelos.html

Se você quiser comprar óleo de castanha de macaúba consulte a CocalBrasil:
 
comercial@cocalbrasil.com.br
 
Ou a Paradigma Óleos, de Jaboticatubas,MG, sr. Marcelo, telefone 9941 8144
 
 
Saudações,
Francisco Augusto Oliveira

Rede dos Macaubeiros

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25/3/09

Recomposição de reservas com a macaúba

O Conselho de Secretários Estaduais de Agricultura em reunião com o ministro Reinhold Stephanes discutiu mudanças no Código Florestal.

Entre elas estão a inclusão das APPs, Áreas de Preservação Ambiental, na soma da reserva legal; metade da reserva a ser recomposta poderia ser ocupada por espécies de valor econômico em consórcio com espécies nativas; a ampliação do prazo para compensação da área; e a manutenção de atividades agropecuárias em áreas já consolidadas, como várzeas, encostas e topos de morro.

A recomposição de reservas com espécies de valor econômico, como o pequi, buriti e a macaúba, é uma idéia muito interessante na medida em que possibilita o uso sustentável das reservas, e favorece sua conservação.

Os secretários de agricultura aprovaram as sugestões. O presidente do conselho defende a manutenção de áreas consolidadas como respeito à propriedade.

“Não há como tratar hoje o que foi adquirido ontem com um princípio diferente de hoje”, defendeu Gilman Viana, secretário de Agricultura de Minas Gerais.

 

Um projeto que tramita no Congresso Nacional poderá receber emendas com as sugestões apresentadas. O ministro Reinhold Stephanes busca apoios ao texto que tem como base estudo técnico e aguarda o entendimento com o ministério do meio ambiente.

“A melhor forma para conduzirmos o processo daqui para diante seria mantendo entendimento com o meio ambiente no sentido que saia projeto de bom senso, dentro da nossa realidade e feito com muita racionalidade. Então, isso que seria o importante. Eu acho que é importante que haja esse entendimento com o setor do meio ambiente, se isso for possível. Agora, se não for possível, há uma realidade e essa realidade tem que ser enfrentada.

Aí o Congresso é que tem que tomar a decisão”, disse Stephanes.

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24/3/09

Link interessante

ENDOCARPOS DE BABAÇU E DA MACAÚBA COMPARADOS A MADEIRA DE Eucaliptus grandis PARA A PRODUÇÃO DE CARVÃO VEGETAL

O trabalho com o título acima, de autoria de José de Castro Silva, Luís Ernesto Jorge Barrichelo,

e José Otávio Brito, está disponível na internet.

Acesse o link:

http://www.ipef.br/publicacoes/scientia/nr34/cap04.pdf

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20/3/09

2º Workshop da Embrapa - Agroenergia

Embrapa Cerrados, Embrapa Meio-Norte e Embrapa Instrumentação Agropecuária realizarão entre os dias 23 e 27 de março de 2009 o 2º Workshop do Projeto em rede Macroprograma 1 “Fontes alternativas potenciais de matérias-primas para produção de agroenergia” e Projetos
Componentes (PC2, PC3 e PC4).
O objetivo do evento é avaliar o estado atual do Projeto em rede Macroprograma 1 “Fontes alternativas potenciais de matérias-primas para produção de agroenergia” e Projetos Componentes (PC2, PC3 e PC4) e definir ações a serem executadas no ano em curso.As oleaginosas nativas enfocadas são: pequi, pinhão-manso,tucumã, e naturalmente, a macaúba.

O público alvo são os gestores, pesquisadores, bolsistas e estagiários do Projeto em Rede “Fontes
alternativas potenciais de matérias-primas para produção de agroenergia”.

Local: Embrapa Cerrados - Brasília - DF
Auditório Wenceslau Goedert

Coordenação
Nilton Tadeu Vilela Junqueira, Embrapa Cerrados
Jozeneida Lúcia Pimenta de Aguiar, Embrapa Cerrados
Tito Carlos Rocha de Sousa, Embrapa Cerrados
Eugênio Celso Emérito Araújo, Embrapa Meio-Norte
Luiz Alberto Colnago, Embrapa Instrumentação Agropecuária
Eny Duboc, Embrapa Cerrados
Adeliano Cargnin, Embrapa Cerrados
Julio Cesar Albrecht, Embrapa Cerrados
Fernanda Vidigal Cabral de Miranda, Embrapa Cerrados
Márcia Yamaguti Cherubini, Embrapa Cerrados
Camilla Ferreira Lôbo, estagiária da Embrapa Cerrados
Marivânia Garcia da Rocha, bolsista do CNPq
Luciana Paniago Mizael, bolsista do CNPq

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19/3/09

Produção de biodiesel com potenciais oleaginosas do nordeste

José Renato O. Lima (PG), Lucas S. S. dos Santos (IC), Alcides Fernandes Lima Neto (IC),Edmilson Miranda de Moura (PQ), Carla V. Rodarte de Moura* (PQ)
CCN, Departamento de Química - Universidade Federal do Piauí-UFPIemail:carla@ufpi.br

 

 

Palavras Chave: Biodiesel, babaçu, tucum, macaúba.

Introdução

 

A grande diversidade de palmeiras, nas várias regiões brasileiras, inclusive norte e nordeste, e a qualidade de seus óleos são fatores estimuladores de pesquisas e exploração destas oleaginosas, principalmente na produção de biodiesel O biodiesel, enquanto combustível, pode reduzir a emissão de CO2, SOX e hidrocarbonetos não queimados durante o processo de combustão(1). Normalmente utiliza-se o metanol como agente transesterificante e o NaOH como catalisador para produção de biodiesel.

Entretanto o metanol é derivado do petróleo e o Brasil é um grande produtor de etanol. Diante destes fatos, neste trabalho estudou-se a obtenção e caracterização do biodiesel dos óleos de tucum (OT), babaçu (OB) e de macaúba (OM) usando-se como agente transesterificante o álcool etílico.

Reultados e Discussão

 

Os biodieseis dos óleos OB, OT e OM foram preparados usando-se metanol ou etanol e NaOHcomo catalisador a temperatura ambiente. Os rendimentos obtidos estão listados na Tabela 1.

Tabela 1 - Rendimento das sínteses

Biodiesel   Rendimento %

             Metílico         Etílico

BOB        84,39             96,87

BOT        86,55             98,52

BOM       83,45             97,89

Foram obtidos cromatogramas (CCD), dos óleos e dos biodieseis, nos quais pode-se verificar que os Rf dos biodieseis possuem um Rf (médio) da ordem de 0,4 e os óleos possuem Rf (médio) da ordem de 0,3. Pode-se verificar nos cromatogramas dos biodieseis preparados com metanol a presença de uma mancha de óleo in natura.

Foram analisados parâmetros físico-químicos dos biodieseis como: alcalinidade livre e combinada, acidez, glicerina livre e combinada, viscosidade, densidade e ponto de fulgor. Todos os parâmetros encontram-se dentro do estabelecido pela Resolução 042 da ANP. Os dados de CG estão dentro do especificado pela literatura e mostra a composição basicamente láurica do óleo de babaçu, tucum e macaúba, como esperado. Na análise por IV verificou-se um pequeno deslocamento do grupo carbonila, que nos óleos encontrava-se na faixa de 1740 cm-1 e no biodiesel encontra-se na faixa de 1730 cm-1. Na análise por RMN dos ésteres metílicos verificou-se a presença do singleto na região de d 3,60, que foi atribuído aos hidrogênios metoxílicos e de sinais na região de d 4,11-4,3 e 5,26 atribuídos a resíduo do óleo in natura. Já nos ésteres etílicos foi verificada a presença do quarteto na região de d 4,04 a 4,15, o qual foi atribuído aos hidrogênios metilênicos dos etóxidos. Não se verificou presença de óleo residual. Através das análises termogravimétricas verificou-se, nos biodieseis metílicos uma perda de massa (85%) na faixa de temperatura entre 200 a 300 ºC, que foi atribuída aos ésteres formados e também uma pequena perda de massa (8,5%) na temperatura de 385 ºC, que foi atribuída aos óleos in natura que não reagiram. Os cromatogramas dos biodieseis etílicos apresentaram uma perda de massa (96 %) na temperatura média de 232 ºC. Não houve perda de massa correspondente aos óleos residuais.

ConclusõesOs óleos estudados neste trabalho possuem composição basicamente láurica. Neste caso as reações de tranesterificação com o etanol foram bastante facilitadas o que resultou em eficiência na obtenção dos biodieseis. Os resultados encontrados para os biodieseis etílicos são mais satisfatórios que os resultados encontrados para os biodieseis metílicos. Vale ressaltar neste trabalho que a temperatura de obtenção dos bioideseis foi a ambiente. Sendo assim o uso destes óleos para a obtenção de biodiesel via etílica é bastante promissor.

 

Agradecimentos

Sociedade Brasileira de Química - SBQ

Sigla Divisão-000

25a Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química - SBQ

 

Ao CNPq e FAPEPI, LAPETRO-UFPI e Usina Biodiesel Gov Alberto Silva.

____________________

1 F.R. Abreu, D.G. Lima, E.H. Hamú, S. Einloft, J.C. Rubim.

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16/3/09

Óleo de macaúba artesanal

Robson Lucas Miranda, de Contagem, MG enviou-nos a seguinte solicitação:

Pesquisando sobre como fazer óleo de Macaúba descobri um artigo no site da ONGTREM e gostaria de saber como fazer o óleo de forma artesanal para gerar renda pois temos um sitio em Itabirito e na região tem muita macaúba.
Atenciosamente, Robson Lucas

Respondemos enviando o texto abaixo. Está faltando no mercado uma prensa mecânica manual para pequenas quantidades, o que viabilizaria a venda de óleo de macaúba artesanal. Na zona rural de Santa Luzia, MG a prensagem era feita em uma caixa de madeira, com um tronco por cima, pressionando a polpa. Um outro método consistia em cozinhar a polpa com água até que o óleo boiasse na superfície.

Sobre a produção de óleo

A macaúba tem 2 tipos diferentes de óleo: da polpa e da gema. Os dois são óleos nobres que podem ser utilizados para cozinhar, fazer alimentos ou cosméticos, biodiesel e centenas de outras aplicações.
Para finalidade alimentícia o côco deve ser catado poucos dias depois de cair ao solo, lave bem, retirando toda a terra aderida à casca. Deixe secar ao sol, por uma semana, evitando contacto com água.
Retire a casca externa manualmente. Examine se a polpa está bem amarela, sem contaminação por fungos ou insetos. Se a polpa estiver firme, sem contaminações, o óleo será de boa qualidade, muito bom para frituras e como umectante para o cabelo.

Use luvas e retire a polpa amarela com uma faca serrilhada e deixe-a secar dentro de uma forma de cozinha de alumínio coberta com um vidro para evitar a entrada de insetos. Retire a água condensada na parte de dentro do vidro, várias vezes até que a polpa esteja seca.

A seguir é só prensar a polpa seca, de onde sairá bastante óleo de cor amarelada. Use prensa hidráulica, destas usadas em oficina mecanica. Você precisará de um tubo de aço com perfurações na parede, e duas chapas de aço redondas no diâmetro interno do tubo. Este modelo de prensa você encontra na internet.

Não deixe o óleo muito tempo no sol, ele perde a coloração e a vitamina A
A castanha da macaúba tem cerca de 40% de óleo, que é mais fino e claro, e pode ser prensada também. Este óleo não é muito adequado para alimentação por ser saturado.

Guarde a polpa e a castanha secas, após extrair o óleo, são excelentes alimentos para bovinos, suínos e aves.
O endocarpo duro dá um carvão de alto poder calorífico.
Faça uma experiência, e mande-nos os resultados para publicar-nos no blog.

Um abraço
Francisco Oliveira

 

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13/3/09

Programa Balde Cheio, um paradigma

O chamado programa Balde Cheio, de apoio a produção dos pequenos produtores de leite é um excelente exemplo de como o setor público pode fazer muito gastando pouco, e beneficiando milhares de famílias, diretamente e
toda a população, indiretamente, via aumento da oferta de leite.O Balde Cheio teve início em atividades de pesquisa da Embrapa Pecuária Sudeste, que, junto com a CATI - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, do estado de São Paulo, implantou ações de assistência técnica na melhoria da nutrição de vacas leiteiras, com base na instalação de capineiras, em sistema de piquetes rotacionados.

O programa hoje se estende pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Goiás, Rondônia, e começa a ser implantado no Ceará.

Os fundamentos deste programa são os seguintes :

- Parcerias entre prefeituras, órgãos de extensão rural estaduais, Embrapa e Banco do Brasil;

- É escolhido inicialmente em cada município um produtor, que recebe assistência técnica e gerencial, para servir como unidade demonstrativa. Propriedades vizinhas aderem, e recebem visita mensal do técnico agrícola;

- O produtor é orientado quando ao plantio de diferentes de tipos capins em sua propriedade, no uso de irrigação de baixo custo, e no pastejo de cada talhão, segundo a quantidade de matrizes;

- O produtor recebe orientação sobre os investimentos que terá que fazer, e sobre o planejamento e controle econômico do seu negócio.

O programa tem apresentado significativo aumento na produção leiteira dos produtores que aderiram - de 30 a 90% em volume de leite, e um notável aumento na sua renda.

O Balde Cheio é uma importante referência no planejamento na produção de oleaginosas para biodiesel, inclusive na macaúba. Esta apresenta uma grande vocação para plantio em regiões de pecuária leiteira, pela disponibilidade das tortas da polpa e da amêndoa.
A torta da polpa tem elevado teor de carboidratos (energia) e fibras digeríveis, e a torta da amêndoa tem elevado teor de proteína.

Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros

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12/3/09

Monitoração das matrizes de macaúba

ObjetivosObter côcos com boas características morfológicas, e sanidade para produção de mudas de macaúba, a serem utilizadas para pesquisas e em plantios racionais.

Caracterizar detalhadamente os coqueiros doadores de matrizes para futuras comparações e análises dos fenotipos das árvores mães e filhas.
Métodos

- Coletar cõcos macaúba de diferentes pesos, dimensões e estados de conservação;

- Fotografar e numerar cada coqueiro doador. Os côcos serão coletados no chão, colocados em sacos plásticos, sendo um saco para cada coqueiro, em que estarão escritos o município, local e as coordenadas geo-referenciadas. No saco deverá ser anotado o número do coqueiro;

- Em formulário próprio devem ser registrados: localização do coqueiro (localidade, distrito, município, estado), característica do local (fundo de vale, campo, meia encosta, alto de morro), tipo de solo (argiloso, arenoso, saibroso, rochoso, etc), tipo de vegetação ao redor da palmeira, num raio de 10 metros, proximidade em metros do curso d’água mais próximo;

- Anotar as características de cada palmeira: altura, diâmetro a 1 metro de altura do estipe, quantidade de folhas verdes e secas, quantidade de cachos contendo macaúba, raio da projeção no solo das folhas da palmeira (ou diâmetro da circunferência formada pela copa);

- Separar os côcos por peso e diâmetro, contar a quantidade de côcos. Medir o peso de uma embalagem de 100 litros de côco, obtendo a densidade, e o peso médio por côco, que são indicadores do grau de maturação;

- Fazer plantios separados, de acôrdo com as diversas características dos côcos. Anotar datas de plantio, de eclosão da 1ª folhinha.
Fazer uma anotação mensal do crescimento, altura máxima e diâmetro do estipe.

- Coqueiros nativos com 10 cm a um dois metros de altura serão monitorados, separando-se em 2 grupos, cada um grupo contendo coqueiros de alturas iguais ao do outro grupo:
a) Sem nenhum trato cultural (testemunhas)
b) Com trato cultural, que incluirá análise de solo, capina, calagem, adubação com humus, e adubação com superfosfato na cova e cobertura com potássio.
c) Com todos tratos culturais + irrigação.

Os dois grupos serão monitorados mensalmente.

- Analisar resultados e inferir conclusões.

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11/3/09

A agricultura familiar e a produção de macaúba

O que distingue os projetos de desenvolvimento da agricultura familiar que têm êxito dos projetos que fracassam?
Como planejar e colocar em execução projetos de produção de oleaginosas e alimentos pela agricultura familiar, que efetivamente funcionem, e sejam sustentáveis?
Estas questões não são simples de serem respondidas, mas há bons exemplos a serem seguidos e experiências negativas que mostram o que falta e o que deve ser evitado.Levantaremos a seguir algumas questões importantes que devem necessariamente ser incluídas no planejamento da produção de oleaginosas por pequenos produtores.

Lembramos que a concepção de projeto é importante, mas de nada vale senão for colocada em prática.

Requisitos

1 - Economicidade

É o requisito inicial de qualquer atividade produtiva, indispensável a sua perenidade. Vários estudos de viabilidade econômica já demonstraram que a produção de macaúba apresenta altas Taxas Internas de Retôrno, e pay back mais longo. Trabalhar com pequenos produtores não é necessariamente menos rentável do que trabalhar com grandes produtores, afinal um grupo de pequenos produtores atuando de forma associada pode ter produção e produtividade semelhantes a um grande produtor. Vejam os exemplos de integração agricultura-indústria da Sadia, Perdigão, Souza Cruz, e da Agropalma, maior produtora de óleos de dendê da América Latina.

Cada projeto deve ter sua avaliação específica, e na área agrícola investimentos maiores, com maiores inversões em equipamentos, usualmente são mais rentáveis.

2 - Projeto inteligente e viável

Com base na experiência de produção de outras palmáceas, e mesmo de empresas que atuaram ou atuam com a macaúba é possível antever diversas fontes de riscos e dificuldades, e criar planos de contingências.

3 - Relação Integradora/Pequeno produtor

A cultura do pequeno produtor agrícola têm que ser entendida pelo planejador, para que os requisitos do projeto não contrariem os valores da agricultura familiar.
Deve ser construída gradativamente uma relação de confiança entre a integradora e o produtor; e esta relação deve ser permanente. É desejável que no médio prazo o produtor participe do capital da integradora, e que seja habilitado para contribuir na gestão da integradora

4 - Gerenciamento Eficiente

O gerenciamento abrange planejamento, organização, controle, e coordenação. Um fator crítico é o gerenciamento dos recursos humanos, requerendo boa comunicação, treinamento, e remuneração estimulante.

5 - Assistênciia técnica integral e permanente

A assistência técnica tem pelos menos 3 lados: agronomica, gerenciamento da pequena propriedade, e apoio à comercilalização.

6 - Recursos financeiros

Disponibilidade criteriosa de recursos em todas as fases do projeto, não pode haver falta ou desperdício de recursos para investimento e para a produção.

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Uma estória verdadeira

Esta estória é verdadeira e foi contada pelo Prof. Sérgio Motoike, quando estivemos em Viçosa, em janeiro de 2009.

Numa visita à fazenda Montes Verdes, do Sinéas Campelo, em Jequitibá, MG, o Sérgio perguntou sobre o uso de tortas da polpa e da castanha da macaúba na alimentação de animais. O Sinéas respondeu:

- O gado come bem a torta da polpa, mas não gosta muito da torta da gema. Aqui na fazenda a gente alimenta as galinhas com a torta da gema. Elas voam em cima quando a gente joga a torta para elas. Vamos lá ver as galinhas.

O Sérgio ficou surpreso com o tamanho avantajado das galinhas.

A Dejanira, esposa do Sinéas, estava junto e explicou:

- A gema da macaúba é muito boa para as galinhas, elas crescem e botam mais ovo. Elas não param de botar nem na quaresma!

Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros

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10/3/09

Visita aos macaubeiros da UFV

No dia 29/01/09, estivemos, Fernando Andrade, Adão Nascimento e eu, visitando pesquisadores da UFV, e atualizando as informações, que divulgamos a seguir.Tivemos uma agradável conversa com o prof. José de Castro Silva, do Departamento de Engenharia Florestal, um dos mais veteranos e entusiastas pesquisadores da macaúba, detentor de grande acervo de informações de campo e de laboratório. O prof. José de Castro é autor da monografia que é básica para todo pesquisador de macaúba:

MACAÚBA - Fonte de matéria-prima para os setores alimentício, energético e industrial

que já veículamos na nossa rede, por e-mail, em 10/09/2009. Este trabalho inclui muitas observações de campo e resultados de experimentos de laboratório, que são uma referência importante para outros pesquisadores. Atualmente o prof. José de Castro atua na tecnologia da madeira, e no fomento à produção do eucalipto para marcenaria para o polo moveleiro de Ubá.

Visitamos a seguir os colegas Sérgio Motoike e Francisco de Assis, do Departamento de Fitotecnia, que estão supervisionando a produção de mudas de macaúba para os plantios em Lima Duarte, MG. O objetivo inicial é o plantio de 1,5 milhão de mudas, em consorciamentos com feijão, milho e forrageiras, o que requer a compra de dezenas de toneladas de côco macaúba nativo.
Esta matéria-prima tem sido comprada a preços muito remuneradores, de vários municípios do estado, como Jequitibá, Jaboticatubas, Taquaraçu, Montes Claros e Japonvar.

Os pesquisadores da UFV têm feito vários experimentos de espaçamento e tratos culturais da macaúba. O prof. Sérgio informou-nos de uma interessante pesquisa em andamento na UFV, da macaúba como coletora e armazenadora de água de chuva. Quem já fez observações de campo pôde observar que as raízes acumulam água e que a vegetação em volta dos pés de macaúba crescem mais. Será porque a macaúba libera muita matéria orgânica (pecíolos secos, rádices, espatas, frutos), ou porque água é armazenada e liberada, ou estes dois fatores ocorrem ao mesmo tempo?

Uma frase do prof. Motoike merece reflexão:

- Os pesquisadores devem ir a campo e aprenderem com a macaúba. Observando em campo efazendo experimentos, podemos constatar que algumas dificuldades iniciais já foram superadas, como por exemplo a germinação. Temos uma boa experiência de manejo, de adubação. A maturação do fruto, na realidade, é mais homogenea do que alguns trabalhos apresentaram. Mas temos que acompanhar a maturação de cada cacho individualmente, o cacho que aparece primeiro é o primeiro a amadurecer.

Ao final da tarde visitamos uma área de plantio experimental, dentro do campus, em que estão plantadas fileiras de dendê, cõco da Bahia, e macaúba. Numa área ao lado há um pomar de pinhão-manso..
A macaúba estava com excelente aspecto: sem qualquer tipo de infestação, vários pecíolos, todos esbeltos, com tom verde escuro, altura variando de 1,0 a 1,5 m. O plantio foi feito em janeiro de 2008, após 6 meses na casa de vegetação e no viveiro. Foi utilizado superfosfato na cova e potássio como adubação de cobertura. Nesta área não havia irrigação, e foram lançadas iscas contra formigas.

Francisco Oliveira

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9/3/09

Permacultura e a macaúba

Permanent Agriculture, em inglês, ou Permacultura, nasceu da cabeça de Bill Molisson, ex-professor universitário australiano, insatisfeito com as loucuras da sociedade de consumo.

Nas 3 últimas décadas suas idéiais e sua militãncia deram origem a sistemas agroflorestais altamente produtivos e amigáveis ao meio ambiente.

 

As idéias de Molisson contrariam o ideário capitalista do lucro individual se sobrepondo ao benefício público, e do meu em primeiro lugar. A presente crise financeira foi causada por este capitalismo dos espertos. e é uma oportunidade de buscar alternativas. A permacultura é uma importante alternativa de produção agrícola, ecológica e solidária.

 

Baseado nas idéias e na prática de “cuidar da terra, cuidar dos homens, e compartilhar excedentes (dinheiro, tempo, informação) a permacultura acredita na possibilidade da abundância para toda a humanidade, através do uso intensivo de todos os espaços, através do aproveitamento e geração de energias alternativas, da reciclagem de todos produtos, e através da cooperação entre os homens.

 

Estas idéias podem parecer um tanto românticas ou teóricas, mas a Permacultura já conta com mais de 10.000 praticantes em todos os continentes, e mais de 220 professores trabalhando em tempo integral.

 

Princípios da Permacultura

 

1 – Cuidar do planeta, cuidar das pessoas, compartilhar excedentes, limitar o consumo

 

2 – Substituir altos investimentos e trabalho por planejamento e criatividade

“Se o sistema está lhe dando muito trabalho, você ainda não pensou o suficiente” (Scott Pittman)

 

 

3 – O problema é a solução

 

4 – A diversidade garante a estabilidade

 

5 – A estabilidade vem quando se fecham os ciclos

 

6 – Precisamos responsabilizar-nos pelos nossos netos

 

7 – Os problemas são basicamente domésticos e podem ser resolvidos no nível doméstico

 

8 – Todo sistema deve produzir mais energia do que consume

 

9 – Visa-se a cooperação em vez de competição, integração em vez de fragmentação.

 

 

Permacultura e a macaúba

 

A macaúba, nativa ou plantada racionalmente, tem enorme potencial para se integrar perfeitamente aos ensinamentos da Permacultura. É uma palmeira de grande comunhão com os ecosistemas, produz excedentes para a flora e a fauna, e para consumo humano, de energia e alimento.

 

A produção nativa de macaúba pode ser consideravelmente aumentada sem a utilização de adubos químicos e agrotóxicos, usando composto orgânico, manejo integrado de pragas, e água armazenada, proveniente da captura de chuvas.

 

A macaúba se integra também á agricultura comercial, através do consorciamento e da rotação de culturas, além de ajudar a reduzir o efeito estufa pela absorção de CO2.

Entretanto é necessário que estes princípios sejam avaliados na prática da produção da macaúba, buscando demonstrar as soluções palpáveis para resolver as questões humanas, de “cuidar dos homens e compartilhar os excedentes”.

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros 

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6/3/09

Mensagem da ENTABAN

Recebemos a mensagem abaixo da ENTABAN:

“2009/1/20 Joseane Souza <entabanbr@hotmail.com>

 Francisco Oliveira,
 
Fundada em agosto de 2008, tendo como sócios Entaban Espanha e Agropecuária Serra das Flores Ltda a empresa Entaban Ecoenergéticas do Brasil Ltda, estabelecida em Lima Duarte - MG, está produzindo 1.500.000  mudas de Macaúba destinadas ao 1º plantio comercial.
Pedimos que nosso contato seja mantido através deste e-mail.
 
Um abraço,
 
 Orlando Arruda”

criado por ongtrem.macaubeiros    13:21 — Arquivado em: Sem categoria

Macaúba na bochecha

Seu Chiquinho da Diva é um cidadão com 78 anos de idade, de Santana do Mandarová, que tem o hábito de fazer a barba no barbeiro todo sábado a tarde.

No último sábado, Chiquinho esperou o barbeiro Donato Picirillo fazer uma barba e um cabelo antes de ser atendido. Estava acostumado com o Donato, que tinha sempre um causo novo para contar e que era hábil na navalha, nunca tirou nem uma gotinha de sangue.

Depois que o Donato pincelou a espuma no rosto do Chiquinho, feita com creme JB Williams mentolado, “o mió que tá tendo”, ordenou para o Chiquinho:

-  Chiquinho, abre bem a boca!

-  Pra quê, Donato? Cê virou dentista agora?

- Coloca este coquinho macaúba na bochecha, que tá muito enrugada, tá dificil passar a navalha.

Chiquinho, surpreso, acabou concordando, e só depois que estava com o côco na boca, lembrou que este côco poderia ter sido usado por outros fregueses, mas agora é tarde.

O Donato, adivinhando o pensamento do amigo, falou:

- Fica tranquilo Chiquinho, todo dia eu lavo este côco bem lavadim…

Terminado o serviço o Chiquinho passou a mão na bochecha, que estava mais lisa que bundinha de bebê.

 

criado por ongtrem.macaubeiros    8:26 — Arquivado em: Sem categoria
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