26/5/09
Notícias da UBCM
Localizado no distrito de Ermidinha a 96 km de Montes Claros, Riacho D’anta tem a produção agropecuária e o extrativismo como principais atividades. Por estar localizado em uma região de bioma do cerrado, há uma grande ocorrência de palmeiras nativas de coco macaúba, que oferta anualmente cerca de 312 toneladas do coco.
Numa parceria com o Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas (Idene) através do Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR), a Associação Comunitária dos Pequenos Produtores Rurais de Riacho D’anta e Adjacências constituiu a Unidade de Beneficiamento de Coco Macaúba.
O projeto recebeu recursos na ordem de 35.749,71. Desse valor, 32.174,74 foram destinados à Associação, sendo 26.812,28 (originários do Bird/Fumac), 5.362,46 (originários do Estado).
A Associação entrou com 10 por cento do valor investido, arcando com mão de obra não especializada, transporte, construção de bases, e montagem do equipamento para a fabricação de sabão de coco.
O subprojeto produtivo beneficia inicialmente 41 famílias da comunidade. Antes de receber os recursos através do PCPR, a Associação trabalhava com o coco macaúba artesanalmente.
O extrativismo do coco macaúba permite a produção de óleo de coco e derivados; além do sabão de barra, pode ser produzido sabonete e shampoos. Com o subproduto, é fabricada ração animal. O fruto é aproveitado por inteiro - casca, polpa, semente, nada é desperdiçado.
Segundo Rita Maciel, técnica do Idene que coordena os projetos da região, “a partir da entrega do maquinário apropriado, a produção do sabão, por exemplo, aumentou consideravelmente, pois saiu do processo artesanal para o industrializado”.
Montes Claros, Mirabela e a própria comunidade, além das comunidades vizinhas são consumidoras dos produtos beneficiados.
A pequena fábrica investe agora em alcançar novos mercados. Com parcerias como o Centro de Agricultura Alternativa (CAA), Cooperativa Grande Sertão, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater), a UBCM de Riacho D’anta, busca novos mercados.
A comunidade do Riachão dispõe agora, através da Associação Comunitária dos Pequenos Produtores Rurais de Riacho D’anta, de produtos como óleo para cosméticos e outros, além de produtos de limpeza - tudo extraído do coco macaúba - para comercialização em maior escala.
Vale lembrar que a produção da UBCM na Associação de Riacho D’anta é assessorada por um químico da UFMG, e que, como todos os projetos desenvolvidos em parceria com o Idene, todo o trabalho é calçado em informações técnicas seguras e priorização de demandas.
A Unidade é aberta ao público e fica na Fazenda Santa Cruz - Comunidade de Riacho D’anta (Riachão).
21/5/09
Composição da farinha de bocaiúva
A farinha de bocaiúva é produzida com os frutos da Acrocomia Aculeata, endêmica no Mato Grosso do Sul e Paraguai.
Um trabalho notável tem sido realizado pelo nosso companheiro Flávio Aristone, do Departamento de Física da UFMS, de treinamento de mulheres do Pantanal para produzirem artesanalmente da farinha de bocaiúva, conhecida nas outras regiões brasileiras como macaúba.
A bocaiúva do Mato Grosso do Sul tem menor teor de óleo e maior teor de carboidrados que a macaúba do sudeste.
A composição quimíca da farinha de bocaiúva é a seguinte
Cada 100 gramas contém:
- Lipídios; 22,14%
- Carboidrato total: 50,87%
- Fibras: 16,39%
- Proteínas: 2,36%
- Vitamina A: 353.500 UI
1 UI = 0,3 micrograma de retinol ou 0,6 micrograma de beta-caroteno
Contém também vitaminas B e C.
Fonte : Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, março/2007
A composição química mostra que esta farinha é riquíssima em vitamina A, em fibras e calorias, e pobre em proteínas. Sugere que seria um alimento semelhante à farinha da pupunha, que tem sido usada em Manaus para alimentação de mães que amamentam bebês prematuros, para elevar o teor de vitamina A no leite materno.
Quem ainda não conhece o trabalho do prof. Aristone não pode deixar de acessar o endereço:
http://www.dfi.ufms.br/flavio/Bocaiuva/bocaiuva.htm
Neste endereço pode ser acessada a cartilha da produção de farinha, e também receitas culinárias, todas elas usando a farinha ou a castanha da bocaiúva.
Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros
20/5/09
Farinha de pupunha e de macaúba
Vejam abaixo o interessante artigo sobre a farinha de pupunha. A farinha de macaúba também apresenta alto teor de carotenoides, e pode ter aplicações semelhantes à farinha de pupunha, como alimento funcional, para nutrizes e pessoas com carências nutricionais. Mas são necessárias pesquisas para confirmar esta hipótese.
A Embrapa Amazonia Oriental disponibilizou o Comunicado Técnico 145 na internet, que trata da produção da frinha de pupunha e também apresenta receitas culinárias.
Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros
MANAUS - A pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Helyde Albuquerque Marinho, participa hoje de chat no Portal Amazônia, a partir de 14 horas. Ela vai falar sobre pesquisas a suplementação do leite materno com farinha de pupunha para bebês prematuros.O Inpa em parceria com o Banco de Leite Humano do Estado do Amazonas (BLH – AM) iniciou em 2008 uma análise do índice de vitamina A existente no leite destinado aos bebês prematuros. Os resultados demonstraram uma concentração de Vitamina A no sangue da mãe e no leite materno após a suplementação com a farinha de pupunha.A pesquisa é parte da dissertação de mestrado da nutricionista e chefe do BLH – AM, Tânia Batista com orientação da coordenadora de pesquisas em saúde do Inpa, Helyde Albuquerque Marinho.A vitamina A é um nutriente essencial para o bebê recém nascido, principalmente para os prematuros que têm baixa imunidade. É responsável pela acuidade visual, integridade da mucosa e da pele, e também pelo sistema imunológico. O enriquecimento do leite com a farinha de pupunha poderá evitar infecções respiratórias, intestinais e gastrintestinais no bebê.A pesquisadora Helyde Albuquerque Marinho possui graduação em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Federal do Amazonas (1974), especialização em Analises Clínicas pela Universidade Federal do Amazonas (1976), mestrado em Ciências de Alimentos pela Universidade Federal do Amazonas (1989) e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (2000). Atualmente é professora titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), professora titular da Universidade Paulista, Revisora de periódico da Revista de Nutrição, Revisora de periódico da Journal of Metabolism and Nutrition / Revista do Metabolismo e Nutrição e Professora e orientadora do Curso de Mestrado da Universidade Federal do Amazonas. Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase em Análise Nutricional de População, atuando principalmente nos seguintes temas: VITAMINA A, Hipovitaminose A, Deficiência de Vitamina A, Pré-escolares, Avaliação Nutricional. |
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Fonte: Portal Amazônia - GC |
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12/5/09
Impressões de Viagem a Lima Duarte
Estive conversando com os companheiros Orlando Arruda e Leonardo Pimentel, no dia 29/04/09, nas instalações da Entaban Ecoenergéticas do Brasil, em Lima Duarte, MG, que está investido no plantio de mudas de macaúba na região de Lima Duarte.
O investimento da Entaban prevê o plantio de 60.000 hectares de macaúba, em 5 módulos nas regiões Sul, Zona da Mata e Campo das Vertentes, 5 unidades industriais e uma refinaria de óleo vegetal.
O objetivo inicial é o plantio de 1,5 milhão de mudas, na primeira etapa, em cerca de 3.000 hectares, em 2009 e nos primeiros meses de 2010.
Já estão no pré-viveiro e viveiro quase 900.000 mudas, o ritmo de produção é de 40.000 mudas por semana.
O processo começa com o recebimento das amêndoas pré-germinadas, da ACROTECH, de Viçosa, a única empresa que trabalha com a germinação da macaúba. As amêndoas pré-germinadas apresentam um pedúculo de 2 mm de espessura, 2 a 3 cm de comprimento, que tem em sua extremidade os precursores dos sistemas radicular e foliar.
No plantio dentro do tubete o embrião do sistema foliar é posicionado para cima, toda a amêndoa é coberta com o substrato, que é bem compactado com a mão. Esta operação é necessária porque a amêndoa pré-germinada tende a se movimentar para cima.
A seguir os tubetes vão para o pré-viveiro, sendo colocados sob a cobertura de sombrite durante alguns meses, até as plântulas terem tamanho suficiente para serem ensacadas e ficarem ao sol, com aspersão diária de água, e fungicida caso necessário.
Quando o pecíolo começa a despregar as folhas (mais ou menos 30 cm de altura da muda), as plantas estão prontas para o plantio definitivo.
O viveiro tem área de vários hectares e está sendo ampliado para alojar as mudas que irão chegar até setembro. Além disso um grande sistema de irrigação por aspersão está sendo instalado.
Visitei uma fazenda próxima ao viveiro em que a macaúba foi plantada, numa encosta, espaçamento de 5 x 5 m, em área cercada para impedir a entrada de animais, que poderiam comer as folhas.
Há relatos informando que o gado de raças européias não come as folhas da macaúba, possibilitando o plantio em pastos em uso pelo gado, mas serão necessárias experiências em campo na região para confirmar esta afirmação.
O plantio de 1,5 milhão de mudas em 6 meses é uma grande operação agrícola, mas é perfeitamente viável, desde que seja bem planejada e preparada.
Afinal, os dois grandes desafios anteriores já foram vencidos: a descoberta de um método de germinação, e a produção de mudas em larga escala, em poucos meses.
Orlando Arruda, principal executivo da Entaban Ecoenergéticas do Brasil, estuda a possibilidade de disponibilizar uma fração das mudas para plantio em outras regiões, especialmente o norte de Minas, onde a usina de biodiesel da Petrobras Biocombustíveis, já tem planos de expansão, uma região carente que precisa de investimentos para geração de empregos e renda.
Fotos dos viveiros podem ser vistos no sítio:
http://www.acrotech.com.br/interna.php?area=tecnicaProducao
Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros
11/5/09
Sítios interessantes
Recomendamos acessar os sítios:
www.entabanbrasil.com.br
da empresa Entaban Ecoenergéticos do Brasil, empresa pioneira no plantio comercial de macaúba em grande escala.
E
http://oleo.ufla.br
Sítio do 6º Congresso de Oleaginosas, que será realizado em agosto/2009 em Montes Claros, MG.
Haverá um Simpósio sobre a macaúba e outras palmáceas.
Neste sítio podem ser acessados todos os trabalhos técnicos dos 5 congressos anteriores, na íntegra.
8/5/09
Dez passos para a produção de macaúba
Esquema com atividades para produção de macaúba
1 - Planejamento
1.1 - Planejamento Estratégico - Fortalezas, Oportunidades, Fraquezas, Ameaças - FOFA-
1.2 - Planejamento do Investimento - Concepção, Projeto Básico, Projeto Executivo
1.3 - Planejamento Operacional - 1º Ano - Anos seguintes
2 - Recrutamento de produtores agrícolas, contratação
2.1 - Divulgação - Avisos, folhetos
2.2 - Apresentação para grupos locais,
2.3 - Visitas individuais a propriedades
2.4 - Cadastramento de produtores candidatos
2.5 - Definição de condições de venda, preços, assinatura dos contratos
3 - Gestão de Recursos Humanos - políticas, diretrizes, normas, diagnóstico, comunicação, motivação
3.1 - Monitoramento periódico (mensal) dos recursos humanos - clima, expectativas, atitudes
4 - Formação do associativismo, capacitação dos grupos
4.1 - Habilitação em associativismo
4.2 - Capacitação em técnicas de cultivo da macaúba
4.3 - Capacitação em ações para aumento de produtividade, instruções e práticas em grupo: compostagem, minhocários, apicultura, armazenagem de água de chuva, irrigação de baixo custo
4.4 - Visitas periódicas de assistência técnica
5 - Preparação para plantios
5.1 - Análises de solo - 1 análise por hectare
5.2 - Cálculo da necessidade de corretivos, fertilizantes e mudas, programação de entregas
5.3 - Programação dos plantios, alocação de mão de obra e equipamentos
5.4 - Programação dos plantios de culturas consorciadas
5.5 - Entrega ao produtor de corretivos, fertilizantes, defensivos
6 - Execução dos plantios
6.1 - Incorporação de corretivos de solo, aração e gradagem
6.2 - Coveamento, adubação orgânica das covas
6.3 - Transporte de mudas de macaúba para o campo
6.4 - Plantio das mudas, com adição de superfosfato
6.5 - Adubação de cobertura com cloreto de potássio nas mudas de macaúba plantadas
6.6 - Plantio e adubação de cobertura de culturas consorciadas
6.7- Tratos culturais
6.8 - Irrigação gravidade, gotejamento
6.9 - Inspeções periódicas em campo
6.10- Ações de manejo integrado de pragas
7 - Tratos culturais na macaúba
7.1 - Tratos culturais em culturas consorciadas
8 - Colheita de culturas consorciadas
8.1 — Preparação
8.2 - Colheita, armazenagem local
9 - Colheita de macaúba
9.1 - Confecção de redes
9.2 - Apanha de macaúba nas redes, ou corte de cachos, transporte com micro-trator ou carrinho manual
9.3 - Armazenagem local, curto prazo, em locais secos e ventilados
9.4 - Transporte da macaúba para beneficiamento
10 - Comercialização
10-1 - Entrega de produtos: côco e produtos consorciados
10-2 - Recebimento das receitas de venda
7/5/09
Comentários do Renato Ariboni
Autor: Renato Ariboni Email: ariboni.renato@gmail.com
Comentário:
Gostaria de conhecer mais detalhes desta palmácea, como custos e tratos, trabalho como consultor para projetos de oleaginosas para biocombustiveis e vejo muito potencial da especie, para integrar projetos em andamento. ( Bahia e MS). Atualmente estou na Bahia, se possivel indicar se na região Vcs tem algum plantar expressivo para visitar.
Fico no aguardo de breve retorno.
Abraços
Renato Ariboni
4/5/09
Informação do Francisco de Assis (UFV)
Novo comentário sobre o seu post “Óleo de macaúba artesanal”
Autor: Francisco de Assis
Email: f.assis@ufv.br
Comentário:
Bom dia sr. Saulo Pinto da Paixão, sobre a compra de óleo de macaúba, você podera entrar em contato com meu amigo Agnaldo na Associação Comunitária de Riachao D’antas. onde são comercializados vários produtos de macaúba tel (38) 3226 1000.
um Abraço.
Francisco de Assis
criado por ongtrem.macaubeiros
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