27/5/09
Sr. Carlos, de Corinto, MG enviou o seguinte comentário:
Tenho 5 hectares em Corinto, posso confiar a plantar?
Agradecemos seu comentário no nosso Blog dos Macaubeiros.
Sua dúvida está presente na cabeça de milhares de produtores rurais do norte de Minas, que pensam em se tornar fornecedores da Petrobrás Biocombustíveis. Já aconteceram experiências negativas no plantio de mamona, e hoje o desempenho do pinhão-manso gera dúvidas.
Com relação à macaúba as perspectivas são muito melhores, por várias razões:
- A macaúba pode ser vendida para diferentes ramos industriais: biocombustíveis, alimentos, cosméticos, óleoquimica. Ou seja, os produtores não precisam ficar dependentes de um único comprador;
- Todo o fruto é aproveitado: casca, polpa, endocarpo, amêndoa. Dois tipos de farinha de alto valor nutricional podem ser produzidas, da polpa e a da amêndoa, para consumo humano;
- Já há preços de compra no mercado, entre R$ 0,17 e R$ 0,25 o quilo de côco fresco; considerando uma produtividade de 20.000 kg/hectare, representam uma receita bruta de R$3.400 a R$5.000/ano por hectare;
- Se no futuro os preços caírem 50%, uma hipótese muito pessimista, ainda será possível ter lucro;
- A macaúba pode e deve ser plantada consorciada com outros cultivos, como oleaginosas de ciclo curto (girassol, crambe, nabo forrageiro, gergelim, amendoim), e alimentos ou a forrageiras para o gado;
- A macaúba é uma espécie resistente a seca e ao fogo, tem capacidade de regeneração se afetada por granizo ou lagartas, tem tempo de vida de mais de 50 anos. Uma vez plantada pode passar de pai para filho, como patrimônio produtivo.
Deus foi muito generoso ao colocar a macaúba à nossa disposição. Creio que Ele não a criou apenas para alimentar insetos, cotias, araras e ratos do mato.
O que falta então para a macaúba se tornar uma importante atividade econômica em Minas Gerais?
Faltam:
- Vontade política e recursos do governo do estado de Minas Gerais para a promoção de plantios de oleaginosas. O governo federal já demonstrou, com financiamentos, programas e recursos que é prioritário o investimento em biocombustíveis. Os governos municipais têm vontade de apoiar a produção agrícola de oleaginosas para biodiesel, mas dispõem de poucos recursos.
- União entre os produtores rurais, formando associações e cooperativas, compartilhando experiências, tratores e implementos, implantando projetos para aumento da produtividade, como irrigação e produção de composto orgânico.
- É fundamental motivar, treinar e capacitar o pequeno produtor para o trabalho em grupo.
- Recursos para investimentos de longo prazo, com maiores facilidades de acesso. A macaúba tem um único defeito: demora 5 anos para produzir.
Corinto apresenta excelentes condições para o plantio de macaúba: disponibilidade de terras para grandes plantios, topografia adequada à mecanização e a plantios consorciados.
É necessário que os agricultores se organizem, pensem grande, planejem e se unam na busca de recursos para plantio, que já estão disponíveis, na Petrobrás Biocombustíveis, no BNDES e em financiamentos externos.
Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros
Comentário por carlos Alves de Souza — 2 de setembro de 2009 @ 18:42
Eu já fiz diversas viagens para pesquisar a macaúba, as dificuldades encontradas por todos que visitei eram para despolpar com eficiência, então desenvolvi uma despolpadeira continua que tira a casca e depois despolpa deixando o caroço (amêndoa) com eficiência em 90% tanto dos frutos maduros, verdes, secos, pequenos ou grandes.
Comentário por JOSE EDUARDO COSTA — 3 de outubro de 2009 @ 20:10
GOSTARIA DE SABER QUANTO CUSTA UMA FABRICA PARA PRODUZIR BIODIESEL DA MACAUBA.
Comentário por gilson pereira de oliveira — 9 de outubro de 2009 @ 10:19
gostaria de saber se possivel plantar macaúba em areas algadas por periodos de 2 a 9 semanas. E se pode ser plantada na região de dolabela