5/6/09
Macaúba: co-produtos de biodiesel na alimentação animal
Heloísa Carneiro – Pesquisadora da Embrapa Gado de Leite
heloisa@cnpgl.embrapa.br
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Jisleny da Cruz Pereira – Estagiária da Embrapa Gado de Leite
A palmeira Macaúba Acrocomia aculeata é uma espécie nativa das florestas tropicais, e se destaca por ser uma palmeira oleaginosa produtiva e adaptada a regiões semi-áridas. A macaúba é uma palmeira nativa das Américas, no Brasil ela ocorre praticamente todos os estados brasileiros e em maior abundância nos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O fruto da macaúba é globoso, liso, e de coloração marrom-amarelada quando maduro.
Da macaúba se aproveita praticamente tudo. O fruto é o produto economicamente mais representativo da palmeira. Quanto ao potencial alimentício, detecta se a alta porcentagem de B-carotenóide (590 UL/100 g), precursor da vitamina A, nos frutos maduros de macaúba. A polpa e as amêndoas produzem óleo de excelente qualidade tanto para a alimentação humana como para a indústria química na fabricação de cosméticos, ceras e biodiesel. As folhas são empregadas como forrageiras aos animais ou matéria-prima na obtenção de fibras destinadas à produção de linhas, cordas e redes. Do pecíolo das folhas, depois de separado em tiras, são feitos cestos, balaios e chapéus. O tronco é utilizado no meio rural para calhas, moirões, ou ripas e caibros para a construção de casas e paióis. O tegumento pode ser utilizado para fazer carvão, de alto poder calórico para uso em metalúrgicas, operações siderúrgicas, em função de sua composição química.
A macaúba tem possibilidade de se tornar à palmeira oleaginosa mais importante comercialmente no contexto brasileiro, pois seus frutos fornecem de 20 a 30% de óleo, 5% de farinha comestível e 35% de tortas forrageiras. O óleo da amêndoa é de cor clara. O mais importante de seus glicerídeos é o ácido láurico (cerca de 45%), seguindo-se o oléico (16%).
O fruto de macaúba se constitui no produto economicamente mais representativo da espécie. Dos frutos pode ser extraído o óleo, que atualmente vem sendo bastante visado para produção de biodiesel. No processo de extração do óleo são geradas grandes quantidades de biomassa residual e, o seu aproveitamento implica na redução dos custos finais do óleo vegetal. Por isso a necessidade de usar esses resíduos na alimentação de ruminantes.
Como os interesses por questões ambientais que permitam a redução de emissões de gases poluentes, vêm se tornando um motivo de extrema importância para pesquisadores, governos e para a sociedade em geral, a utilização de seus co-produtos como concentrado para a alimentação animal é estudado em várias instituições.
Na Tabela 1 apresenta dados bromatológicos dos dois resíduos de co-produto da macaúba: MS, PB, FDN, FDA, DIVMS, Cinza, Lignina, Celulose e análise da composição mineral, dos dois resíduos de co-produto da macaúba.
análise da composição mineral, dos dois resíduos de co-produto da macaúba.

Depois da extração do óleo da amêndoa, a torta que sobra pode ser utilizada tanto na alimentação humana (fabricação de doce, tipo cocada) como na de animais. A aplicação mais simples é usar esse farelo como ração animal.
O farelo da amêndoa tem ótimo índice de proteína e pode ser utilizado na composição de rações para animais. A polpa, adocicada e suavemente aromática é muito apreciada pelas crianças, sendo também consumida em sua forma natural pelos ruminantes. Adicionalmente, a polpa pode ser usada diretamente ou como farinha na alimentação humana, sendo que a farinha só pode ser obtida dos frutos frescos.
Como ração animal, a polpa oleosa tem maior emprego na engorda de suínos. Além disso, a torta da polpa pode ser utilizada como adubo e combustível para caldeiras. Finalmente, a casca da macaúba pode servir como ração animal de alta qualidade. Estes co-produtos podem ser comparados a torta de algodão após a extração de óleos, pois resulta em grandes quantidades de biomassa residual rica em proteína com alta digestibilidade no caso do coco e moderada no caso do fruto.
Fonte: Panorama do Leite, nº 29, abril 2009
criado por ongtrem.macaubeiros
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Comentário por Cristiane Teixeira — 6 de outubro de 2009 @ 21:57
Gostaria de informações sobre a morfologia do coco macauba. Tenho dúvidas em identificar as partes do coco. A massa amarela é o fruto? A casca preta que envolve a amendoa como é chamada? E por fim a amendoa. Quem é o coco e quem é o fruto? Obrigada.