30/7/09
PESQUISA DO EXTRATIVISMO SUSTENTÁVEL DA MACAÚBA
O extrativismo sustentável tem pelo menos duas premissas básicas: viabilidade econômica e preservação ambiental.
Viabilidade econômica significa que os rendimentos da coleta são maiores que os investimento e despesas operacionais para coletar, plantar e aumentar a produção “natural” de macaúba.
Se o volume coletado for pequeno é de se esperar que a atividade seja pouco compensadora para remunerar o trabalho do coletor.
No chamado extrativismo simples da macaúba o fruto é apanhado no chão, após cair naturalmente do cacho. A queda é sinal de que o fruto está maduro. Observa-se uma significativa quantidade de frutos caídos, após tempestades ou ocorrência de ventos fortes. O intervalo entre a queda do fruto e a apanha deve ser curto, para evitar o ataque dos frutos por fungos ou insetos; o côco deixado no solo absorve umidade, escurece e se transforma em côco pubado, que é mais seco, escuro, e maior teor de acidez do óleo da polpa.
Como então aumentar significativamente a produtividade e a qualidade dos frutos com os macaubais nativos?
Resposta: Tratando as formações nativas de macaúba, como os mesmos cuidados de outras espécies comerciais
Podem ser testada as técnicas abaixo, dentre outras:
1 - Análise química do solo
2 - Correção de acidez, ou eventualmente, da alcalinidade do solo
3 - Captação e armazenamento de água de chuva com “barraginhas” ou tanques, e adução da água para as formações nativas
4 - Cobertura morta ao redor do estipe, proveniente de ervas daninhas roçadas, para manter a umidade do solo
5 - Adubação ôrganica: húmus de minhocários, esterco, compostos de restos de vegetais e lixo
6 - Complementação com adubação mineral, principalmente potássio e micronutrientes, de acôrdo com a análise química do solo
7 – Irrigação, por gotejamento ou aspersão, levando-se em conta as necessidades hidricas da macaúba. Sabe-se que o crescimento da macaúba é rápido no período chuvoso.
8 - Monitoramento da maturação do fruto, usando indicadores: densidade do côco (relação volume/peso), coloração da casca do côco ou da polpa, espessura do exocarpo, resistência do pedúnculo à tração ao se puxar o fruto do cacho, e flutuação do côco na água, o côco verde e o maduro afundam, o côco pubado flutua.
9 - Corte do cacho inteiro, com alto percentual de frutos maduros. Ocorre maturação do fruto ao sol?
10 - Transplantio de mudas nativas, que geralmente nascem muito próximas umas da outras, e que em condições naturais não sobreviverão. Estas mudas devem ser transplantadas para junto das formações nativas, e com espaçamento adequado. O adensamento das formações nativas, em razão do transplantio, poderia multiplicar por 10 ou mais a quantidade de coqueiros.
11 - Poda de pecíolos secos, cachos vazios e mantos, para facilitar a luminosidade e aquecimento dos cachos, o que poderá favorecer a sua maturação.
Estas e outras técnicas devem ser testadas em formações nativas, e avaliadas economicamente. Só a pesquisa agronômica poderá quantificar os aumentos de produção e os respectivos custos dos tratos culturais.
O aumento de produtividade poderá ser quantificado no curto prazo, 12 a 24 meses após os tratos culturais. O aumento de produção decorrente do transplantio de mudas nativas poderá ser avaliado quando do início da produção de frutos, em 4 a 5 anos.
As técnicas listadas sugerem a realização de dezenas de experimentos de campo, inclusive com o uso de novos equipamentos e dispositivos a serem desenvolvidos.
A hipótese principal de pesquisa, a ser comprovada, é que os aumentos de produtividade decorrentes da adoção das técnicas acima, serão elevados, devido a redução das perdas, e aumento do número de cachos e do peso unitário do côco. Espera-se que a receita decorrente do aumento de produção supere amplamente os custos operacionais.
Nas pesquisas devem participar empresas que já estão atuando no beneficiamento da macaúba, que têm contato constante com coletores, cuja experiência e conhecimento da macaúba pode ser muito útil, abreviando etapas da pesquisa. Estas empresas certamente irão colher benefícios da pesquisa e servirão de paradigma para novos empreendimentos com a macaúba.
Finalmente poderão ser obtidas algumas respostas sobre o tipo de organização mais adequado ao extrativismo, e outras atividades agrícolas a serem integradas com a macaúba, como a apicultura, avicultura e a pecuária.
27/7/09
Um perfurador do endocarpo da macaúba
Oviposição e predação de Speciomerus revoili (Coleoptera, Bruchidae) em sementes de Acrocomia aculeata (Arecaceae) em Brasília, DF, Brasil
RAMOS, F. A., MARTINS, I., FARIAS, J. M., SILVA, I. C. S., COSTA, D. C. and MIRANDA, A. P.
Faculdade de Ciências da Saúde, Centro Universitário de Brasília, UniCEUB, SEPN 707/907, CEP 70950-075, Brasília, DF, Brazil
Correspondence to: Frederico Araujo Ramos, Faculdade de Ciências da Saúde, Centro Universitário de Brasília, UniCEUB, SEPN 707/907, CEP 70950-075, Brasília, DF, Brazil, e-mail: framos@tba.com.br
A oviposição e os níveis de predação de Speciomerus revoili foram quantificados em frutos e sementes da palmeira Acrocomia aculeata, coletados sob a árvore-mãe, no Parque Sarah Kubitschek, em Brasília, DF. Foi encontrado um máximo de 12 ovos por fruto, com grandes variações entre as amostras. Não foi encontrado um padrão muito claro na distribuição de ovos por fruto, talvez devido às condições artificiais da área de estudo, à ausência de dispersores e a uma plasticidade no comportamento de oviposição do inseto. O número de ovos por fruto não foi relacionado ao tamanho do fruto, mas à sua disponibilidade sob a árvore-mãe. Sugere-se que a densidade de ovos por fruto seja um ajuste entre a disponibilidade deste recurso e a quantidade de fêmeas na população do besouro. A taxa de mortalidade observada da fase de ovo até as larvas dos últimos estádios ficou acima de 75%. Cerca de 40% das sementes de Acrocomia aculeata foram predadas por Speciomerus revoili.
Palavras-chave: besouro, palmeira, interação inseto¾planta, Cerrado, área urbana.
O trabalho completo pode ser acessado em:
24/7/09
Qualidade nutricional da bocaiúva
Qualidade nutricional da polpa de bocaiúva Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd.
Maria Isabel Lima RAMOS
1*, Manoel Mendes RAMOS FILHO1, Priscila Aiko HIANE1, José Antonio BRAGA NETO1, Egle Machado de Almeida SIQUEIRA2
Resumo
Com o objetivo de incentivar o consumo e o aproveitamento de alimentos oriundos do Cerrado Brasileiro, foram determinados os teores de umidade, lipídios totais, proteínas, carboidratos, cinzas, fibra, minerais e os principais carotenóides da polpa de bocaiúva, Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. A porção comestível do fruto (polpa e amêndoa) representou aproximadamente a metade do peso total do fruto. A polpa apresentou 52,99% de umidade, 8,14% de lipídios totais, 1,5% de proteínas, 22,08% de carboidratos, 1,51% de cinzas e 13,76% de fibra. O valor energético foi estimado em 167,67 kcal.100 g–1 de polpa úmida, o qual mostrou-se superior ao de outros frutos da região Centro-Oeste. Entre os minerais avaliados, a maior concentração foi a do potássio (766,37 ± 18,36 mg.100 g–1), seguida do cálcio (61,96 ± 2,30 mg.100 g–1) e do fósforo (36,70 mg.100 g–1). Relacionando-se os resultados de minerais às IDR de referências dos mesmos, a polpa de bocaiúva pode ser classificada como rica em cobre para crianças, como fonte de zinco e potássio para crianças e como fonte de cobre e potássio para adultos. A polpa mostrou-se rica em β-caroteno (49,0 ± 2,0 μg.g–1 de polpa integral), principal carotenóide identificado no fruto analisado, podendo contribuir com o enriquecimento da dieta regional em programas de suplementação alimentar, como uma fonte natural desse nutriente e dos minerais cobre, potássio e zinco .
Este trabalho pode ser acessado, na íntegra, no endereço
23/7/09
Teores de nutrientes em folhas de macaúba
O relatório de pesquisa
“Teores de Nutrientes em Folhas de Macaúba (Acrocomia aculeata) em Diferentes Estádios Fenológicos no Cerrado Goiano”
de pesquisadores da Universidade Federal de Goiás, Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos, pode ser acessado em:
www.cpac.embrapa.br/download/393/t
Este trabalho foi apresentado no IX Simpósio Nacional Cerrado, realizado em Brasília, entre 12 e 17/10/2008.
(Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros)
22/7/09
Balde Cheio, um projeto exemplar
O chamado projeto Balde Cheio, de aumento da produção leiteira, implantado em vários estados tem apresentado ótimos resultados, com aumento do volume de leite até 5 vezes, em centenas de propriedades, com grandes aumentos da renda familiar de pequenos produtores leiteiros.
Quais os fatores que explicam o sucesso deste projeto?
No nosso entendimento os principais determinantes do êxito do Balde Cheio são os seguintes:
1 - Um planejamento eficiente e flexível, e controle adequado da execução, usando inteligentemente recursos limitados para proporcionar os maiores benefícios;
2 - Priorização da formação e capacitação dos recursos humanos, de todos os envolvidos, através de atividades práticas, nas propriedade rurais;
3 - Projeto de duração permanente, sem prazo para acabar, o produtor é assistido por até 4 anos, com visitas mensais dos extensionistas;
4 - Além de indispensável assistência em agronomia e zootecnia, é dada ênfase na administração rural e na gestão econômica das propriedades.
Os diversos projetos de produção de oleaginosas para a produção de biodiesel, inclusive projetos de plantio de macaúba têm muito a aprender com o Balde Cheio. Talvez a principal lição a ser absorvida pelos projetos de biodiesel, é que a produtividade pode e deve ser multiplicada, através da educação e da capacitação dos recursos humanos. Acreditamos que os investimentos que geram maior retôrno são os investimentos no homem. Francisco Oliveira/Ongtrem/Rede dos Macaubeiros
21/7/09
O irmão da macaúba, da América Central
Texto original de Hugo Guadamuz. Programa de Ecoturismo, Costa Rica.
Adaptado por Francisco Oliveira
O coyol é uma das espécies de palmeira da Costa Rica mais abundantes na planicie Guanacaste.
Seu nome científico é Acrocomia vinifera e faz parte de la familia Arecacea (ex-Palmae). Desde há muitos anos, esta bela palmeira, cuja casca é cercada por milhares de espinhos, tem desempenhado um papel importante nas florestas da Costa Rica. Sua distribução vai do México até o Panamá e segundo Janzen esta palmeira foi introduzida por índios pre-colombianos.
Para muitos agricultores de Guanacaste este coqueiro desempenha um papel importante, porque os seus frutos são utilizados como alimento para o gado, mas também é utilizado para produção de uma das bebidas mais típicas desta região, o vinho Coyol, que é obtido, fazendo um buraco ou canal no ápice do caule, de onde flui um líquido que é depois fermentado, chamado vinho coyol.
Este apresenta um efeito interessante em que o bebe: embriaguês no dia seguinte, quando a pessoa que o bebeu fica mais tempo ao sol. Um pesquisador americano, não acreditou nesta possibilidade e fez a experiência de beber o coyol e ficar ao sol no dia seguinte, constatando o efeito tardio do coyol.
O coyol é muito comum na Costa Rica, especialmente em pastagens e savanas, onde sua dispersão é feita por bovinos e animais silvestres que se alimentam dos frutos.
A parte inferior do tronco deste coqueiro é muito menos espinhenta que a parte superior do estipe. Segundo a (Janzen DH), o período de florescimento desta planta inicia em finais de junho até março, abril e maio são os meses de maior florescimento, que ocorre sob a forma de inflorescência, polinizadas por abelhas, produzindo até 250 frutos. Estes frutos são redondos e caem da árvore após amadurecer, quase um ano após a antese.
Eles têm uma fina casca externa, a polpa é adocicada e tem amido, como na macaúba, o caroço é muito duro, é contém uma ou mais amendoas em seu interior.
17/7/09
Diretrizes do Neoextrativismo
Extrativismo: entre os limites do mercado e da natureza
Mariana Perozzi
O sistema extrativista vegetal esbarra em algumas fragilidades, tais como o baixo retorno financeiro aos extratores, o freqüente desequilíbrio entre oferta e demanda dos produtos, e a limitada capacidade de regeneração da natureza. O desafio é combinar inclusão socioeconômica, preservação ambiental e manutenção da cultura local, sem ingenuamente perder de vista o componente mercado.
Especialistas sugerem caminhos para o sistema extrativista vegetal, combinando cultivo comercial das espécies com inclusão socioeconômica, preservação ambiental e manutenção da cultura local.
Os caminhos sugeridos por especialistas variam do suporte governamental às famílias extratoras, passando pela adoção de certas tecnologias, e chegando ao cultivo comercial das espécies.
Para Mário Augusto G. Jardim, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi, essa fragilidade é relativa e cada caso deve ser analisado individualmente, sem generalizações. Ele cita o exemplo do açaizeiro, que oferece reflexos diferentes quando se trata da extração de frutos ou de palmito. No caso da fruta do açaí, o aumento da demanda não interfere no processo, tampouco causa problemas ao meio ambiente e às populações de açaizais. A extração de frutos não tem nenhuma ação que poderíamos classificar de predatória. Ao contrário disto, a demanda apenas incentivaria a extração e valorizaria o produto, além de garantir a preservação dos açaizais em seu habitat natura.
Por outro lado, no sistema extrativista de palmito, aumento da demanda causa interferência nas populações de açaizais, pois causa a morte da planta, complementa o pesquisador. locais.
Raimundo Cláudio Gomes Maciel, pesquisador do Departamento de Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac) e doutorando em economia aplicada no Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acredita que o extrativismo de qualquer espécie vegetal é extremamente frágil diante de um aumento contínuo e consistente de sua demanda, principalmente quando se tenta transformar a cultura numa commodity. A domesticação da espécie seria, portanto, um caminho natural. Mas ele alerta normalmente esse processo é conduzido por grandes empreendimentos que dispõem de recursos humanos e financeiros suficientes para a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias, adequadas às reais necessidades produtivas dessas culturas emergentes. Além disso, a tecnologia desenvolvida é freqüentemente inadequada para os padrões da população extrativista tradicional, que fica à margem de todo o processo e, portanto, excluída dos potenciais benefícios desse mercado. Para superar as limitações do extrativismo, respeitando o contexto sociocultural da população, Maciel propõe modelos de produção denominados neoextrativistas, que incorporam novas tecnologias ao extrativismo tradicional.
São exemplos de neoextrativismo os Sistemas Agroflorestais
(SAFs), que implicam no cultivo de espécies lenhosas perenes em conjunto com culturas agrícolas e/ou criações, e as Ilhas de Alta Produtividade (IAPs), que representam o cultivo de espécies nativas em pequenas áreas cercadas pela floresta. O grande entrave na disseminação dessas experiências é a manutenção de arranjos institucionais que as apóiem maciçamente por um longo tempo, especialmente em relação a recursos humanos e financeiros, pois a maioria dos produtos florestais tem um período de maturação extenso desde o plantio até a estabilização da produção, diz. E adiciona: todo processo de inovação leva tempo para produzir os efeitos desejados e, portanto, políticas públicas efetivas devem seguir nessa, ou seja, devem ser de longo prazo, assegurando recursos e pessoal para que os projetos se consolidem e se sustentem.
No artigo “Amazônia: do extrativismo ao neoextrativismo”, José Fernandes do Rêgo, também da Universidade Federal do Acre, afirma que o neoextrativismo vai além do extrativismo
puro, porque envolve os componentes, harmonizados com valores, crenças e costumes da população extrativista, respeitando as características naturais do ambiente. Desta forma, inclui os conceitos de diversificação, consórcio de espécies, imitação da estrutura da floresta e uso de técnicas desenvolvidas pela
pesquisa a partir dos saberes e práticas tradicionais, do conhecimento dos ecossistemas e das condições ecológicas regionais.
Raimundo Maciel destaca experiências nesse sentido que têm obtido sucesso na região amazônica. Um exemplo são os SAFs, compostos pelas culturas do cupuaçu, castanha e pupunha (palmeira), com mais de 15 anos de implantação, numa comunidade de produtores da Vila Nova Califórnia, em Porto Velho (RO). O projeto denomina-se Reflorestamento Econômico Consorciado Adensado (Reca) e contempla, inclusive, agroindústrias para o beneficiamento dos produtos extraídos na comunidade.
Outro exemplo são as IAPs implantadas em seringais da Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri (AC), que têm gerado acréscimo de renda às famílias e promovido o reflorestamento.
Algumas iniciativas sinalizam para outras direções, entendendo que os limites do extrativismo quanto ao mercado e à natureza, abrem espaço para outros modelos de produção agrícola (notadamente o de cultivo comercial), que ora tentam coexistir, ora tentam substituir o modelo extrativista.
Em novembro de 2004, por exemplo, a Embrapa Amazônia Oriental lançou uma cultivar de açaí de terra firme, chamada BRS Pará, visando, sobretudo, o aumento da oferta da fruta. Suas principais características são alta produtividade, precocidade no início da produção, rendimento de polpa superior e pouco variável. A árvore frutifica em baixas alturas, reduzindo os riscos de acidentes de trabalho durante a coleta. Além disso, a qualidade do produto tende a ser melhor porque, em terras firmes, a fruta não é arrastada por áreas alagadas e sujas .A Embrapa também desenvolve pesquisas com o melhoramento genético e germinação da castanha, para a obtenção de variedades precoces e técnicas mais aprimoradas de manejo e cultivo, além da modernização dos modos de beneficiamento da produção e armazenagem.
Mariana Perozzi, Revista ComCiência
Fonte: www.ecodebate.com.br
16/7/09
Filmes de óleos vegetais
ANÁLISE TÉRMICA DE FILMES DE AMIDO E ÓLEOS VEGETAIS DO CERRADO
D. Schlemmer, P. P. Lacerda, M. J. A. Sales
Laboratório de Pesquisa em Polímeros (LabPol), Instituto de Química – Universidade de Brasília (UnB) – mjsales@unb.br
Campus Darcy Ribeiro, caixa postal 4478, 70919-970, Brasília-DF, Brasil.
RESUMO
Materiais poliméricos obtidos a partir de fontes renováveis oferecem uma alternativa para a manutenção do desenvolvimento sustentável com o uso de tecnologias economicamente e ecologicamente atrativas. O amido é um dos polímeros naturais mais promissores por ser abundante, barato e biodegradável. Para obter o amido termoplástico (TPS) é necessário agitação, alta temperatura e o uso de plastificantes. Nesse trabalho, diferentes TPS foram produzidos utilizando óleos de três frutos do cerrado como plastificantes: buriti, macaúba ou pequi. Os materiais obtidos foram analisados por TG e DSC, em atmosfera inerte. A estabilidade térmica dos óleos dependeu de sua estrutura química. Quanto maior o grau de insaturação de um óleo menor a sua estabilidade térmica. Filmes produzidos com óleo com maior concentração de ácidos graxos insaturados se apresentaram menos estáveis termicamente. As propriedades térmicas dos materiais variaram de acordo com o óleo utilizado como plastificante.
O trabalho completo pode ser acessado em :
Planos da Petrobras Biocombustível
Apresentação relativa aos planos da Petrobrás Biocombustível S/A pode ser acessada em:
http://www.cbsoja.com.br/downloads/palestras/20_05_01_Maite.pdf
14/7/09
Constituintes da polpa de macaúba
ESTUDO DOS CONSTITUINTES QUÍMICOS PRESENTES NA POLPA DO FRUTO DE MACAÚBA
Emílio Santana de ABREU (IC -emiliomatipo@yahoo.com.br)1, Yolanda Ramos LOSQUI (IC)1, Elionaz Mendes DIAS (IC)1, Ana Cristina Mendes MIRANDA (IC)1, Daniela Cristina Rocha de MORAES (IC)1 Vagner Tebaldi de QUEIROZ (PQ)2
1. Curso de Farmácia da Faculdade de Minas - FAMINAS - Muriaé-36880-000-MG.2. Professor da Universidade Federal de Viçosa – Campus Rio Paranaíba
Palavras-Chave
: Constituintes químicos, Polpa, Macaúba.
APRESENTAÇÃO:
A macaúba (Acrocomia aculeata) é uma palmeira da família Arecacea (Palmae) que pode chegar a atingir cerca de quinze metros de altura [1], pode ser encontrada desde o norte até o sudeste brasileiro. O fruto da macaúba é liso e de coloração marrom-amarelada quando se encontra maduro. Sua polpa é de cor amarela com uma amêndoa oleoginosa. Hoje a macaúba está se tornando uma fonte alternativa para produção do biodiesel, já que se trata de uma planta nativa, com grande produção de óleo por espaço plantado, quando comparada com outras fontes naturais.
O objetivo deste presente trabalho é a realização de um estudo fitoquímico da polpa da macaúba para avaliação dos seus possíveis constituintes.
DESENVOLVIMENTO:
A polpa do fruto de macaúba foi cortada em pequenas partes. Este material (30g) foi macerado com etanol 98% (v/v) por sete dias. A solução obtida foi filtrada e incubada em estufa a 40°C durante doze horas. O extrato obtido foi utilizado para pesquisa dos constituintes químicos presentes na polpa de macaúba segundo metodologia proposta por BARBOSA
Os testes realizados foram: ácidos orgânicos, saponina espumídica, açúcar redutor, polissacarídeo, proteínas e aminoácidos, fenóis e taninos, flavonóides geral, catequinas, depsideo e depsidona, derivados da cumarina e antraquinonas. No teste de saponina espumídica ocorreu formação de espuma e esta se manteve por tempo superior a trinta minutos. Para açúcar redutor houve formação de precipitado cor vermelho tijolo, determinando um resultado positivo para este composto.
Para proteínas e aminoácidos ocorreu formação intensa de coloração violeta na solução, indicando a presença deste composto no material pesquisado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Os resultados encontrados referente a pesquisa realizada foram positivos para saponina espumídica, açúcar redutor e proteínas e aminoácidos. As saponinas possuem uma parte de suas estruturas com características hidrofílicas e uma parte lipofílica, determinando assim suas propriedades de redução da tensão superficial da água, ações detergentes e emulsificantes. Alguns estudos já revelaram a ação hipocolesterolemiante das saponinas em animais, além de atividade antiinflamatória de algumas espécies vegetais .
Proteínas são compostos essenciais aos seres vivos, tanto nutricional quanto estrutural, formados por unidades chamados de aminoácidos. Apesar deste trabalho não ser quantitativo, a simples presença destes metabólitos já demonstra a importância nutricional da macaúba.
AGRADECIMENTOS:
Agradecemos à FAMINAS pelo incentivo à pesquisa.
BIBLIOGRAFIA: [1] Acrocomia aculeata
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Maca%C3%BAba>. Acesso em: 0 8 jul.2007.
AVELAR, A. Criei meus sete filhos com óleo da macaúba. Disponível em: http://www.revistaencontro.com.br/junho05/rural/personagem.asp>. Acesso em: 08 jul. 2007. [3]
BARBOSA, W. L. R. Manual para análise fitoquímica e cromatográfica de extratos vegetais.
Revista Científica da UFPA, Belém, v. 4, p. 12- 19, 2001 e [4] SIMÕES, C. M. O. et al. Farmacognosia: da planta ao medicamento. 5. ed. Santa Catarina : UFRGS, 2004.
Lucas Carneiro no MPA
Lucas Rocha Carneiro, que coordenava atividades de biodiesel na Secretaria de Agricultura de MG, e promoveu um Simpósio sobre Macaúba, em maio/2008, enviou a seguinte mensagem :
Caríssim@s:
Espero que estejam bem!
Informo que a partir do dia 10 de junho de 2009, estarei à disposição da Presidência da República em atendimento a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, recentemente elevada ao status, de fato, de Ministério da Pesca e Aquicultura.
O e-mail lucas.carneiro@agricultura.mg.gov.br será desativado, hoje 13/07/2009.
Paz e saúde.
Lucas Rocha Carneiro
13/7/09
Macaúba na UNIMONTES
A Universidade Estadual de Montes Claros desenvolve uma série de projetos de investigação científica com foco na produção do biodiesel, com atenção especial à agricultura familiar e à melhoria dos meios de produção de espécies nativas da caatinga e do cerrado. Para a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, professora Silvia Nietsche, a divulgação destas espécies é de suma importância para a comunidade universitária, “na medida em que chama a sociedade, através das instituições constituídas, para a discussão de um grande negócio para o Norte de Minas”.
Segundo ela, já inserida nos meios de produção, através de pesquisas no segmento, a Unimontes vai participar efetivamente “desta oportunidade de apresentar ao público as potencialidades de produção do biodiesel na região, assim também como das oportunidades para a formação de consórcios e parcerias para mais estudos nas áreas afins”.
MACAÚBA – Durante um encontro em 2008, os pesquisadores da Unimontes apresentaram os resultados práticos da proposta de formação de cooperativas centralizadas, desenvolvidas em parceria com o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA-NM). Em destaque, as pesquisas do curso de Ciências Biológicas sobre a produção, propagação e beneficiamento do coco macaúba, espécie de grande incidência no cerrado, cuja concentração de óleo chega a 45% (mais do que o dobro da soja). Nesse aspecto, os trabalhos coordenados pelo professor Leonardo Monteiro, do departamento de Biologia Geral, estão concentrados no Laboratório de Processamento Agroindustrial (germinação in vitro), no campus-sede, e na unidade do CAA-NM (Beneficiamento), na comunidade de Riachão.
Outro estudo desenvolvido pela universidade diz respeito ao modelo de produção do biodiesel a partir do coco macaúba, em consonância com as demandas da agricultura familiar e a preservação ambiental. Desenvolvido pelo Laboratório de Extração de Óleos Vegetais da Unimontes, que conta com uma miniusina de produção, o projeto da professora Maria Olívia Mercadante visa à capacitação do produtor rural ao sistema produtivo da usina de Biodiesel da Petrobras, em Montes Claros, que já está em funcionamento
Fonte: www.unimontes.br
Pesquisas com macaúba na UNiMONTES
III Semana de Extensão - 24 a 26/09/2008 - Unimontes – Trabalhos em posteres
A Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES tem apresentado vários trabalhos sobre macaúba. Os trabalhos abaixo foram apresentados em poster, na III Semana de Extensão. Não temos endereços eletronicos deles.
- Efeito Da Utilização Da Torta De Macaúba Sobre O Desempenho E Qualidade Dos Ovos De Poedeiras Comerciais. Debora Pereira Passos
- Tempo De Imersão Em Cloro E Contaminação Fúngica In Vitro Em Sementes De Macaúba Acrocomia Aculeata (Jacq.) Lodd. Ex Martius. Itaina Gonçalves Andrade
- Anatomia do haustório do embrião de Acrocomia aculeata (jacq.) lodd. ex. martius (arecaceae) desenvolvido in vitro. Hellen Cássia Mazzottini dos Santos
Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros
10/7/09
Formas de produção de macaúba
criado por ongtrem.macaubeiros
9:37 — Arquivado em: 
