Rede dos Macaubeiros

Macaúba é melhor do que petróleo!

3/11/09

Teses de doutorado da Gisele

 

Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart. - ARECACEAE: BASES PARA O EXTRATIVISMO SUSTENTÁVELGisele Maria Amim Caldas Lorenzi

Tese apresentada ao Curso de Pós- Graduação em Agronomia, área de concentração em Produção Vegetal, Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo, Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Paraná, como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Doutor em Ciências.

Orientadora: Drª Raquel R. B. Negrelle

Co-orientadora: Drª Solange R. Zaniolo

CURITIBA - 2006

A tese, com 166 páginas, pode ser lida, na íntegra em:

 

 

http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/5279/1/Acrocomia%20aculeata.pdf

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Produção de óleo de macaúba de qualidade

Nativa em Minas Gerais, integrante natural das pastagens, a palmeira macaúba é a mais nova promessa que desponta no mercado de biocombustíveis, cosméticos, fármacos, podendo seu óleo, ser usado até mesmo para a culinária. Projeto pioneiro de beneficiamento do coquinho, fruto da planta, está sendo desenvolvido em Jaboticatubas, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os resultados preliminares são animadores: pela primeira vez foi extraído do coco um óleo de qualidade, que já é comercializado.

O trabalho é o resultado de um projeto conjunto entre a empresa Paradigma Óleos Vegetais, Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Embrapa Agroindústria de Alimentos, e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que mantém linha de incentivo a pequena indústria.

Até então, a macaúba era vista como uma palmeira nativa encontrada com facilidade pelas pastagens de Minas, com grandes cachos de coco, de onde é extraído um óleo ácido usado na fabricação de sabão. No entanto, as possibilidades de aproveitamento da planta são infinitamente maiores. “Do coco se aproveita tudo, da casca que se transforma em energia, a castanha de onde se tira um óleo puro”, observa Sérgio Motoike, professor pesquisador do Departamento de Fitotecnia da UFV. Para Marcelo Araújo, engenheiro de automação e processos, sócio-proprietário da empresa Paradigma, a palmeira é uma grande descoberta e um projeto promissor. “Xeiques árabes olham a areia do Oriente e enxergam o petróleo. Quando olho para os campos de Minas vejo a mesma coisa, o combustível do futuro no fruto da macaúba”, compara o engenheiro, explicando de onde surgiu a inspiração para dar início ao projeto, que, com tecnologia e pesquisa, está extraindo do fruto da palmeira um óleo quase tão puro quanto o de oliva.

“Quando olho para os campos de Minas, vejo o combustível do futuro no fruto da macaúba” - Marcelo Araújo, Engenheiro e um dos idealizadores do projeto

Do coco dessa planta 100% brasileira é possível conseguir três tipos de óleo. O primeiro é retirado da matéria-prima já em processo de decomposição e não requer técnica elaborada. “Nesse processo rudimentar, o fruto pode ser armazenado no máximo por cinco dias após a colheita e o óleo tem alta acidez, cerca de 45%, usado na fabricação de sabão”, explica Araújo. O que começa a ser feito agora é um processo semelhante ao desenvolvido na extração do óleo de palma (dendê). Com tecnologia, um produto bem mais puro está sendo retirado da polpa do coco, matéria-prima para o mercado de biocombustíveis. Um terceiro óleo, atingindo acidez de apenas 0,5%, concorrente do dendê, é extraído da castanha do coco sendo indicado para a indústria de cosméticos e também para alimentação humana.

Jaboticatubas foi escolhida como cidade sede do empreendimento por ter grande concentração da planta. A palmeira está presente no Norte, Nordeste, Centro-Oeste do país, mas é no Sudeste, especialmente em Minas Gerais, que está a maior quantidade da espécie. São aproximadamente 7 milhões de plantas, sendo que a maior concentração ocorre na Região Metropolitana de BH.

Marinella Castro

 Portal jornal  Estado de Minas, Caderno Agropecuário

 

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VALE investe em dendê

Locomotivas serão movidas a biodiesel

30/10/09

Fonte: Valor Econômico

- Em consórcio com a empresa produtora de dendê Biopalma da Amazônia, a Vale produzirá, a partir de 2014, biodiesel para mover suas locomotivas em operação no Norte do país e os equipamentos de exploração de minério de ferro nas minas de Carajás (PA). O consórcio, que investirá US$ 500 milhões no sistema produtivo, deve ser o maior produtor de óleo de palma da América. A Vale aportará US$ 305 milhões na nova parceria, na qual terá 41% do capital. A companhia planeja construir uma usina de biodiesel no Pará até 2011.

A estratégia da Vale inclui a substituição de 20% do diesel consumido por suas 216 locomotivas do Norte pelo biodiesel a base de óleo de dendê. A tecnologia de conversão dos motores foi desenvolvida pela Vale Soluções em Energia (VSE), empresa cujo capital é dividido ao meio com o BNDES. “Já temos biodiesel para rodar com 3% de mistura ao diesel, mas precisamos ampliar a produção e ter autossuficiência para atingir os 20% em 2014″, diz o diretor de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Vale, Luiz Cláudio Castro.

O plantio do dendê ocorrerá em 130 mil hectares de seis municípios do Centro-Norte do Pará e garantirá à Vale o oferta de todo o biodiesel necessário para suas locomotivas - 60 mil hectares serão plantados e 70 mil vão servir para recompor as áreas de reserva legal.

No Sul, a Vale negocia com a Petrobras o uso de gás nas locomotivas, tecnologia desenvolvida pela VSE. “Só dependemos da oferta e da disponibilidade desse gás para incluir o combustível na nossa matriz energética de transporte”, afirma Castro. A Vale é dona de 10,2 mil km de ferrovias e, por esses trilhos, transporta grãos, combustíveis, produtos químicos, materiais de construção e todas as matérias-primas para a siderurgia.

A companhia estima uma produção anual de 500 mil toneladas de óleo de dendê, o que deve significar 160 mil toneladas de biodiesel por ano. “A conta ambiental será mais importante do que o resultado financeiro”, diz o diretor da Vale. “Faremos a recomposição das reservas legais e de áreas de preservação permanente por meio dessa iniciativa. Estamos apagando um passivo dessas áreas.”

A empresa planeja corte de 12 milhões de toneladas de CO2 - o equivalente à poluição causada por 200 mil carros a cada ano. O consórcio prevê gerar 6 mil empregos diretos nas áreas de produção, situadas numa região responsável por um dos mais baixos IDHs do país. Já foram plantadas 800 mil mudas de dendê em 5 mil hectares na região dos municípios de Moju, Acará e Baião. O consórcio prepara outras 2,3 milhões de mudas para ampliar em 12,5 mil a área cultivada até o início de 2010.

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