Rede dos Macaubeiros

Macaúba é melhor do que petróleo!

9/9/10

Óleo de macaúba como cosmético

Recebemos da leitora Marielli  Pereira, E-mail: mari.louback@hotmail.com

a seguinte solicitação e informação:

Onde posso achar óleo de macaúba para passar nos cabelos? Já tive um reparador de pontas e era ótimo. Nunca mais achei. Obrigada.

COMENTÁRIO

Algum macaubeiro que disponha de óleo de macaúba para vender a varejo poderá aproveitar esta oportunidade.

Deve ser pesquisada esta e outras aplicações do óleo de macaúba in natura, como cosmético.

O mercado mostra sinais de ser promissor, inclusive para exportações.

 

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

 

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27/8/10

Impressões de viagem a Carbonita, MG, agosto de 2010

Carbonita está situada entre o alto e médio Jequitinhonha, fica a 128 km de Diamantina, em direção ao leste. O município apresenta duas paisagens distintas: o chapadão, com terras mais planas situadas até 1100 m de altitude, onde estão situados imensos reflorestamentos de eucalipto, e a baixada, com topografia mais acidentada, que se estende até as margens do Jequitinhonha, solos arenosos com muita pedra, onde estão as fazendas de gado.

 O rio Jequitinhonha se apresentou surpreendentemente limpo, antes tinha águas barrentas mesmo nos meses secos, devido a dragas de retirada de cascalho do leito. Hoje as dragas não atuam mais. 

Nas fazendas podem ser encontradas macaúbas, bastante conhecidas na região. Alguns fazendeiros aproveitam as folhas da macaúba para alimentação do gado na seca e para “fortalecer” animais doentes. Na fazenda em que pernoitei, e em muitas outras da região, não se preserva a macaúba, só se encontra palmeiras adultas. Existe uma prática de colocar fogo na metade do estipe de palmeiras mais altas, para quebrá-lo, e ter acesso às folhas verdes. Em algumas fazendas todo o côco que cai é triturado inteiro, passado em malha fina, e dado ao gado para complementar o pasto. Estes procedimentos determinam uma baixa taxa de reprodução natural da macaúba.

A Petrobras Biocombustível esteve na região no ano passado comprando côco macaúba, os catadores com maior produção receberam um diploma de menção honrosa. Na safra que começa em outubro de 2010, os catadores esperam a volta da Petrobras, mas ainda nenhum emissário esteve na região,

 

“Vale da Miséria”, antigo apelido do vale do Jequitinhonha, é coisa do passado. Várias vezes me falaram que as condições de vida melhoraram muito nos últimos anos, graças a políticas do governo federal, como aumentos reais do salário mínimo, PRONAF, Programa Minha Casa, Minha Vida, Bolsa-Família. Neste programa são encontradas distorções: famílias que deveriam receber auxílio, não recebem, e vice-versa.

Estive na localidade de Estiva, que tem uma escola rural, de 1º e 2º grau, com internet. O aumento da escolaridade entre os jovens e um fator de redução da mão de obra no campo. Paradoxalmente, é desta mão de obra mais qualificada que o campo precisa, para implantar novas tecnologias e equipamentos. Recursos para isto existem, no PRONAF, mas não são adequadamente usados.

Os projetos de geração de renda e emprego de iniciativa do governo do estado de Minas Gerais são tímidos e mais voltados para atrair novos investimentos para a região, ou para atender as empresas de reflorestamernto..

 Ainda há bolsões de pobreza, mas a qualidade de vida melhorou substancialmente.

 O problema da falta de trabalho em muitos municípios do Vale já tem data anunciada para se agigantar: 2014. Neste ano fica proibido a queima de canavial antes do corte manual da cana, no estado de São Paulo. Os vários municípios exportadores de mão de obra do Jequitinhonha para o corte de cana, e o governo do estado de Minas Gerais devem buscar alternativas de trabalho. O tempo é curto, é necessário planejar com antecedência, e eficiência na hora de implantar os projetos.

Duas importantes alternativas não podem ser excluídas: a produção de etanol em mini-distilarias por cooperativas de agricultores, e a macaúba para produção de biodiesel, rações e carvão, também por cooperativas locais. Ambas alternativas exigem eficiente gerenciamento, tanto na implantação quanto na operação.

Álcool e biodiesel apresentam grandes perspectivas econômicas para todo o vale do Jequitinhonha.

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

 

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18/8/10

Congresso de biodiesel em BH

Congresso organizado pela UFLA promete discutir o papel do biodiesel na saúde humana

 

O vazamento de petróleo causado por um acidente em uma plataforma no Golfo do México, no primeiro semestre deste ano, além de ser o maior desastre ambiental da história americana, volta à atenção, mais uma vez, para os combustíveis alternativos, mais baratos e menos poluentes. O G-Óleo – grupo formado pelos Departamentos de Agricultura/Plantas Oleaginosas e Engenharia da Agricultura da Universidade Federal de Lavras (UFLA) – pretende avançar essas discussões dentro do 7º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, que acontecerá entre os dias 5 e 8 de outubro, no Expominas, em Belo Horizonte.

Para este ano, o Congresso propõe uma abordagem diferenciada sobre o biodiesel. Além dos benefícios econômicos e ambientais, o biocombustível também pode minimizar os efeitos causados pelos combustíveis comuns à saúde humana. A esse respeito, o G-Óleo leva até o Congresso um pneumologista para uma palestra sobre como a poluição do ar pode afetar o bem-estar humano. Doutor Paulo Saldiva é médico patologista pulmonar e especialista no assunto. É diretor do Laboratório de Poluição Ambiental da Faculdade de Medicina da USP; membro do Comitê Mundial de Saúde, onde os pesquisadores trabalham as definições sobre os novos padrões de qualidade do ar; e membro do Comitê Científico da Escola de Saúde da Universidade de Harvard, em que também predominam os estudos acerca da qualidade do ar.

De acordo com Saldiva, a gasolina e o diesel comuns contribuem para o surgimento de doenças pulmonares e para a mortalidade precoce. Dentro desse cenário, o médico acredita ser crucial a reflexão sobre o papel dos biocombustíveis como agente minimizador desse processo: “Discute-se muito sobre a cadeia produtiva do biodiesel, principalmente sobre a ótica econômica da agricultura familiar, mas pouco se fala do ponto de vista da saúde. Por isso, será importante inserir essa discussão nos Congressos”.

Pessoas dispostas a ouvi-lo não faltarão. O 7º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel acontecerá simultaneamente com o 4º Congresso Brasileiro da Rede Brasileira de Tecnologia em Biodiesel, que tem como tema “Biodiesel: inovação tecnológica e qualidade”. Também acontece na mesma data e local, a Feira de Inovação Tecnológica (Inovatec), a maior do setor no Brasil.

 

Serviço

Evento: 7º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel

Local: Belo Horizonte – MG (Expominas)

Data: 5 a 8 de outubro de 2010

Informações : http://oleo.ufla.br

 

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17/8/10

Atividades do grupo do Laboratório da Macaúba, da UFMG

Equipe do Laboratório da Macaúba (a partir da esquerda): Viviane Santos Birchal, Gisele Rabelo, Daniel Rezende, Patrícia Carvalho, Maria Helena Caño e Thiago Pimenta, que pesquisam várias frentes relacionadas às industrialização do fruto da macaúba

Comum nas paisagens mineiras, a macaúba (Acrocomia aculeata) é a palmeira de maior dispersão no Brasil e uma das mais promissoras fontes de óleo para a indústria cosmética, de alimentos e de combustíveis. Resistente a pragas e a variações climáticas, a espécie tem sido intensamente estudada nos últimos anos, embora sejam incipientes as experiências de plantio planejado.

No Laboratório da Macaúba, do Departamento de Engenharia Química da Escola de Engenharia da UFMG, a professora Maria Helena Caño de Andrade coordena estudos que analisam diversos aspectos relativos ao fruto: metodologia de coleta e armazenamento, composição e teor nutricional, rotas e análise da viabilidade econômica do processo industrial de extração do óleo, produção de alimentos e biodiesel.

Segundo a professora, todo o fruto é aproveitável – casca, polpa, castanha e amêndoa – e tanto a polpa quanto a amêndoa têm vasta utilização. Na indústria alimentícia, pode ser processado para uso como óleo de mesa ou na produção de margarinas, cremes vegetais e os chamados shortenings, substâncias usadas em alimentos. A composição do óleo da polpa se assemelha à do azeite de oliva, e o da amêndoa é similar ao óleo de coco. “Devido ao baixo percentual de ácidos graxos poli-insaturados, o óleo da polpa da macaúba torna-se boa opção também para o uso em frituras, pois apresenta maior estabilidade oxidativa quando comparado aos de soja, girassol e milho. No entanto, outros testes devem ser realizados para viabilizar o uso para tal finalidade”, diz Maria Helena Caño de Andrade.

Outro filão para o setor é a utilização dos óleos para a produção de biodiesel e na indústria de produtos manufaturados, como cosméticos, fármacos, resinas e lubrificantes. “O consumo mundial de óleos vegetais cresce à taxa de 4,8% ao ano, devido ao aumento populacional e às demandas por biodiesel”, informa a professora, ao lembrar que o fruto da macaúba possui massa média de 46 gramas e teor de 20% a 25% de óleo em sua composição.

Revestimento da amêndoa, a castanha (endocarpo) pode ser utilizada como carvão e como combustível para caldeiras, que produziriam o vapor necessário a equipamentos do processo de beneficiamento da macaúba. Adicionalmente, o excedente pode ser utilizado para a geração de vapor em condições apropriadas para produção de energia elétrica, como já ocorre com o bagaço da cana-de-açúcar nas destilarias e usinas brasileiras. Nem o resíduo final do processo de extração de óleo se perde, pois as tortas da polpa e da amêndoa têm mercado certo como matéria-prima para a produção de ração de uso animal. Além disso, há pesquisas em fases iniciais visando à obtenção de farinha para alimentos como pães e bolos.

Em dissertação defendida no primeiro semestre deste ano, a pesquisadora Gisele Cristina Rabelo Silva propõe um processo industrial de extração dos óleos do fruto da macaúba e demonstra sua alta rentabilidade. “Mesmo que uma usina de beneficiamento funcionasse apenas durante os cinco meses de produção do fruto – de novembro a março – ainda seria um negócio viável”, comenta a orientadora da pesquisa, ao lembrar que, em geral, as indústrias que lidam com produtos sazonais trabalham em regime de consórcio de matérias-primas, de modo a se manterem em funcionamento durante todo o ano. A autora da dissertação demonstrou que o tempo estimado para que o capital investido seja recuperado foi um ano e meio, desde que a planta instalada opere 24 horas, por 29 dias mensais durante cinco meses.

Em sua pesquisa, Gisele Rabelo analisou de forma integrada todas as etapas do processamento. Valendo-se de equipamentos do mercado brasileiro, ela quantificou a produção dos óleos de polpa e amêndoa, a perda de óleo nas tortas, a energia consumida, bem como o excedente de endocarpo. Um modelo de simulação da rota de beneficiamento foi desenvolvido, o que permitiu avaliação financeira da cadeia produtiva – custos de implantação e operação da planta industrial. O estudo demonstrou a necessidade de otimizar os maquinários do processo.

Maria Helena Caño destaca a importância dos estudos desenvolvidos pela Engenharia Química com o objetivo de aperfeiçoar a extração dos óleos e gerar matéria-prima para a obtenção de produtos de maior interesse para o mercado. Quanto à produção de biodiesel, por exemplo, o mestrando Daniel Bastos de Rezende pesquisa o processo de catálise heterogênea, que substitui soluções líquidas por resinas sólidas para viabilizar a reação de transesterificação, o que eliminaria etapas posteriores do processo.

EXTRAÍDO DE

http://www.ufmg.br/boletim/bol1706/4.shtml

que apresenta outras matérias de interesse científico.

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16/8/10

Planejamento de plantios da macaúba, no Paraguai

 

1º Seminario de Planificación para el Desarrollo del cultivo del Cocotero Mbokajá (Acrocomia spp)

Los días 21 y 22 de Octubre des 2009 se llevó a cabo el “1º Seminario de Planificacion para el Desarrollo del cultivo de Cocotero Mbokajá (Acrocomia spp)” en el hotel “Casa del Monte” de la localidad de Atyrá.

Se trataron temas sobre el desarrollo del cultivo, el panorama actual y se planificaron actividades e investigaciones a realizarse entre: la Universidad Católica “Nuestra Señora de la Asunción” (Paraguay), la Universidad Nacional de Formosa (Argentina) y la Universidad de Hohenheim (Alemania) con la participación de otras instituciones.

La organización del evento estuvo a cargo de la Universidad de Hohenheim - Alemania, con el apoyo de Agroenergias SRL, empresa privada enfocada en proyectos integrales basados en el cocotero mbokajá.

Este seminario se realizó en el marco de los convenios firmados entre la Universidad Católica “Nuestra Señora de la Asunción” (Paraguay), la Universidad Nacional de Formosa (Argentina), la Universidad de Hohenheim (Alemania) y la empresa privada Agroenergias SRL (Paraguay) a fin de realizar investigaciones relacionadas al cultivo de Acrocomia spp; tambien se contó con la participación de FUCAI (Fundación Universitaria Ciencias Agrarias Itapúa) y la Cooperativa Colonias Unidas, instituciones interesadas en el desarrollo de este rubro. Se debatió la situación actual del rubro a nivel país, sus ventajas e inconvenientes, se presentaron investigaciones ya realizadas, llegándose a consensuar un Grupo de Trabajo y un Plan de investigaciones a ser desarrollado para la “domesticación” de esta especie como un cultivo racional.

Se resaltó el alto potencial de la especie como un rubro rústico y “multipropósito”: alimentación humana y animal, materia prima para la industria cosmética y química, biocombustibles líquidos (biodiesel) y sólidos, alimentos balanceados, entre otros. Además se intercambiaron experiencias de cultivo en zonas no tradicionales, uso de diversos subproductos y nuevas tecnologías modernas de cosecha, esto último permite una gran reducción de costos y la posibilidad del manejo de grandes extensiones de cultivo en forma económica. Finalmente se visitaron una industria procesadora de frutos y una plantación de mbokajá en la zona.

En caso de interés por las actividades del Grupo de trabajo contactar a través del correo electrónico:

 

investacrocomia@gmail.com

www.acrocomiasolutions.com

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12/8/10

Idéias e projeto de Maria Tereza Penna

Soberba e exuberante na sua forma, a macaúba é apreciada como espécie ornamental, ela nos transporta a um mundo onde a descoberta e a delícia de extrair da natureza o que a mesma oferece de melhor, é realmente fonte de prazer e satisfação.

Do caroço se retira a gordura que é muito apreciada pelos moradores do interior, o azeite com o qual as senhoras, sabedoras das práticas milenares, conservam conscientes, as mesmas técnicas de preparação e confecção de um excelente sabão artesanal.

A polpa que reveste as amêndoas dos cocos que estas palmeiras produzem é freqüentemente consumida in natura pelas populações locais.

Na culinária, é empregada na fabricação de doces, geléias e molhos para confecção de sofisticados pratos que certamente satisfarão as exigências dos mais apurados paladares e pode se tornar uma alternativa para atrair turistas de diferentes regiões, que não poupam esforços para se deleitar com singulares regalias.

Além disso, dela pode-se extrair boas quantidades de óleo, que é destinado, principalmente, à indústria de sabões, sendo também empregado na alimentação de lampiões e na medicina caseira.

Pessoas vêm de longe à procura do azeite e se espalha a crença de que o mesmo evita a queda de cabelos e é eficiente sua atuação na restauração e nutrição do bulbo capilar.

O sabão é muito procurado por restaurantes e pousadas que possuem fogão de lenha, pois é um ótimo removedor de resíduos e fuligem.

O óleo transparente e incolor obtido a partir da amêndoa da macaúba, que, além de possuir boa rentabilidade, é fino e comestível, podendo substituir perfeitamente o azeite de oliva.

Já existe estudos que comprovadamente autorizam seu uso na fabricação de biodísel, o que pode ser alternativa para obtenção de energia e geração de emprego e renda freando o surgimento de conglomerados de pobreza que se expandem dia a dia ao redor dos grandes centros.

O revestimento externo do coco que é bastante duro e espesso, parecendo osso ou marfim, é aproveitado na confecção de enfeites e de adornos artesanais, tais como anéis, abotoaduras, correntes, etc.

Suas folhas e fibras são transformadas em luminárias e arranjos ornamentais. Suas fibras podem ser reaproveitadas para confecção de papel artesanal, revestimentos e outros.

É uma opção de renda e orgulho para os que se dedicam ao aproveitamento de seus derivados.

 

O cultivo da banana está tornando o “Macaúba” uma espécie erradicada em Nova União, MG, o que precisa ser revertido, agregando valor ao seu fruto, fibras e folhas.

Dar oportunidade e ampliar os horizontes de famílias que atualmente estão com dificuldades de se adaptar ao convívio social, pessoas com talento e potencial criativo é uma das metas a serem alcançadas.

Precisa-se criar multiplicadores e oferecer produtos de qualidade e novidades para se manter como fonte de emprego e renda, sem contar o potencial como biodísel que a espécie oferece.

Portanto a organização de grupos de trabalho e pessoas capacitadas é tão urgente para a preservação da espécie.

Não há nenhuma iniciativa para a preservação do Coco Macaúba, ele é nativo da região. E os produtores queimam seu broto com óleo impedindo assim o surgimento de novas palmeiras.

A “Estrada Real, a região” do “Ciclo do Ouro” e o Parnacipó (Parque Nacional da Serra do Cipó) se tornaram roteiros turísticos de peso, mas muita coisa ficou para ser resgatada e que são imprescindíveis para a manutenção e preservação desse setor.

A proposta é viável, é real e capaz de gerar empregos e benefícios para 150 famílias se implantado seguindo as etapas definidas.

Dar oportunidade e ampliar os horizontes de mulheres que atualmente estão desempregadas ou com dificuldades de se adaptar ao convívio social, mulheres com talento e potencial criativo é uma das metas a serem alcançadas.

Não há nenhuma iniciativa para a preservação do coco Macaúbas e ele é nativo da região e faz parte da preservação das matas ciliares.

Só agora, depois de um diagnóstico e mobilização de algumas pessoas da comunidade, se acordou para a riqueza dos nutrientes e poderes regenerativos da espécie.

A pequena área rural dos municípios de Sabará, Caeté, Taquaraçu, Roças Novas e Nova União, que compreendem parte da região da grande BH, está se tornado um imenso conglomerado de pobreza por estar inserida na região metropolitana da capital mineira. E o projeto preserva uma das espécies nativas ameaçadas de extinção e que fazem parte da bacia do Rio das Velhas.

O produto é bem aceito pelas pequenas empresas da região, mas não existe mão-de-obra suficiente para confecciona-las.

Precisa-se criar multiplicadores e oferecer produtos de qualidade e novidades para se manter como fonte de emprego e renda, portanto a organização de grupos de trabalho e pessoas capacitadas é tão urgente para a região.

O município de Sabará é importante centro histórico e cultural e existe um potencial turístico, já que está inserido na Estrada Real, Circuito Parnacipó, e outros e pode gerar emprego e renda para as pessoas envolvidas no projeto.

A extração rudimentar, e manipulação do óleo que é feita em tanfonas, por si só já é um interessante atrativo para turistas, mas o potencial de comercialização dos derivados está muito aquém do que poderá se tornar se esse projeto, com apoio de entidades a associações locais, for implantado na região.

 

Maria Tereza Penna – Sabará/MG

em:

 

 

 

http://sites.google.com/site/bananannews/desenvolvimento-sustentavel/projeto-macauba

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6/8/10

Casca de macaúba como adsorvente de metais tóxicos

ÁREA: Iniciação Científica

TÍTULO: ESTUDO DO PODER DE ADSORÇÃO DA CASCA DA MACAÚBA

AUTORES: SILVA, F.J.S. (UFC) ; BORGES, S.S.S. (UFC) ; CASTILHO, M.G.G. (UFC)

RESUMO: O trabalho tem como objetivo estudar o uso da casca da macaúba como adsorvente natural para cobre, chumbo, níquel, manganês e ferro. Para verificar a eficiência da casca foram feitos ensaios com os íons em concentração 0,01 mol L-1 que apresentaram redução de 15,03; 18,27; 24,00; 31,37 e 60,23% para Mn+2, Ni+2, Cu+2, Pb+2 e Fe+3 respectivamente. Estudou-se a influência da quantidade da casca verificando-se um aumento de 20,39 a 82,7% para o íon cobre quanto se aumentou a quantidade de 0,5 para 3,0g. Um aumento na adsorção de 32,0 a 64,0% para cobre também foi observado quando se aumentou o tamanho de partícula de 25 para 200 mesh e utilizou-se 1,5 g da casca. O Espectro de Infra-Vermelho apresentou pico característico de grupamentos OH-,que pode ser responsável pela adsorção da macaúba.

PALAVRAS CHAVES: resina; adsorção; metais.

INTRODUÇÃO: Contaminação do ambiente por metais tóxicos é um problema real e crescente na nossa sociedade. A remoção de metais em efluentes industriais pode ser feita através de processos (AGUIAR et al., 2002) como precipitação química, osmose reversa, adsorção em carvão ativo e oxi-redução. Devido ao alto custo de algumas técnicas, tem crescido o interesse dos pesquisadores por métodos eficientes, de baixo custo e que não afetem o meio ambiente. Sendo assim, várias pesquisas vêm sendo feitas com a finalidade de utilizar adsorventes ou trocadores iônicos naturais (BLAIS et al., 2003) como, por exemplo, sabugo de milho, cascas de amendoim e outros. Nesse projeto já foram estudadas algumas cascas que apresentaram resultados satisfatórios como a casca do tamarindo, da pitomba e do jatobá. Com o objetivo de pesquisar outros materiais capazes de remoção metálica estudou-se a macaúba. Trata-se de uma palmeira facilmente encontrada no interior do Ceará, cuja polpa não é tão apreciada pela população, embora doce e agradável, devido à dificuldade de comê-la (pegajosa e volumosa), sendo mais apreciada sua amêndoa, que é obtida pela quebra do caroço. As cascas não são utilizadas e são lançadas no meio ambiente.

MATERIAL E MÉTODOS: Inicialmente a casca da macaúba foi triturada, lavada, seca e separada por tamanho de partícula usando peneiras padrões ABNT entre as malhas de 25 e 325mesh. Com a finalidade de estudar o poder de adsorção da macaúba com diferentes íons, 1,5g da casca, de tamanho 70 mesh, foi colocada em contato com 11,5 mL das soluções dos íons cobre, ferro, manganês, chumbo e níquel na concentração de 0,01 mol L-1 . No estudo da influencia da agitação, usou-se 1,5g da casca (70 mesh) com 11,5mL da solução de cobre que foram deixados em contado por um período de 3 horas, sob agitação constante através de um agitador magnético. O poder de adsorção com diferentes tamanhos de partícula foi investigado, colocando-se em contato 11,5ml da solução do íon cobre com 1,5g de casca nas granulometrias de 25, 70 e 200 mesh. Foram usadas 0,5, 1,0, 1,5, 2,5 e 3,0g da casca em11,5mL das soluções de níquel, manganês e cobre para analisar a influência da quantidade de massa de resina(casca) no poder de adsorção. Em todos os experimentos, as soluções após 3 horas foram filtradas e as concentrações dos íons determinadas por espectrofotometria e/ou Complexometria (AOAC, 1990). A casca de tamanho 325 mesh, foi analisada por espectroscopia de Infra-Vermelho, utilizando o KBr como solvente. Nas análises na região do visível utilizou-se um Espectrofotômetro Hitachi modelo U-2001.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: As soluções foram analisadas antes e após serem deixadas em contato com a casca da macaúba, quanto ao teor dos íons cobre níquel, ferro, manganês e chumbo. A casca de macaúba in natura mostrou-se eficiente na remoção dos íons, apresentando redução na concentração de 15,03; 18,27; 20,39; 31,37 e 60,23% para Mn+2, Ni+2, Cu+2, Pb+2 e Fe+3 respectivamente. Os resultados obtidos com o estudo da influência do tamanho da partícula mostram um aumento no poder de remoção do íon cobre de 32,0 a 64,0%, quando se utilizou 1,5g de casca em 11,5mL da solução do referido íon, comportamento já esperado devido o aumento da área superficial da casca.O experimento feito sob agitação mostrou uma redução um pouco inferior a do experimento sem agitação, provavelmente isso deve-se ao fato de que a agitação pode ter colocado outros íons presentes na solução em menor concentração , como por exemplo os íons H+ ,em contato com os sítios da resina . Os experimentos da influencia da quantidade de massa de resina no poder de adsorção, mostraram que para as quantidades de casca empregada de 0,5 a 3,0g ,um aumento de 2,7 a 25,93% para o íon Ni2+, de 7,58 a 17,68% para Mn2+ e 24 ,0 a 82,67% para Cu+2 verificando-se portanto um aumento da remoção com o aumento da quantidade de casca empregada . Com análise do Espectro de Infra-Vermelho da macaúba, observou-se a presença de um pico intenso em 3421 cm-1 que é característico de grupamentos OH-, que provavelmente seria responsável pelo poder de adsorção da casca da macaúba.

CONCLUSÕES: Observou-se que a macaúba adsorve a todos os íons estudados, podendo ser utilizada como adsorvente natural para tais. O Infra-Vermelho mostrou que a macaúba apresenta em sua estrutura molecular, grupamentos que lhe possibilita atuar como um adsorvente natural. Em relação às cascas já estudadas em nosso laboratório, a macaúba apresentou resultados superiores a casca de jatobá, tamarindo e pitomba para os íons Ni2+ (1,88 vezes maior) e Mn2+ (1,54 vezes maior). Estudos posteriores irão ser feitos em efluentes industriais para que a eficiência da casca seja comprovada.

AGRADECIMENTOS: Agradecemos a Universidade Federal do Ceará e ao CNPq pela bolsa concedida

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA: - AGUIAR, M. R., NOVAES, A. C., GUARINO, A. W., 2002, Remoção de Metais Pesados de Efluentes Industriais por Aluminossilicatos, Química Nova, 25, 1145-1154.
- BLAIS. J.F. ET AL., 2003, Comparison of Natural Adsorbents for Metal Renoval from Acidic Effluent, Environ. Technol., 24, 205-215.
- OFFICIAL METHODS OF ANALYSIS OF AOAC , WASHINGTON , 1990,

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4/8/10

Dissertação sobre extração de óleos da macaúba, da UFRJ

USO DE PROCESSOS COMBINADOS PARA AUMENTO DO RENDIMENTO

DA EXTRAÇÃO E DA QUALIDADE DO ÓLEO DE MACAÚBA.

Dissertação de mestrado de

ISABELLA CHRISTINA COSTA DA SILVA

UFRJ - 2009.

 

RESUMO

O presente trabalho teve por objetivo desenvolver e aperfeiçoar um processo tecnológico sustentável para obtenção do óleo de macaúba utilizando-se a combinação de tratamento térmico com vapor, secagem em micro-ondas e tecnologia enzimática visando melhorar a qualidade e aumentar o rendimento de extração do óleo. Foi avaliado o efeito dos parâmetros através da metodologia de superfície de resposta. Após a seleção dos parâmetros mais relevantes foi utilizada uma prensa contínua do tipo expeller para validação dos experimentos. Resultados mostraram que a adição de enzimas aumentou o rendimento de extração do óleo, sem comprometer a qualidade do mesmo. A pressão aplicada durante a prensagem hidráulica foi o parâmetro mais relevante na eficiência do processo. O uso da secagem em micro-ondas forneceu um óleo com baixo índice de acidez e peróxido indicando uma melhor preservação da qualidade do óleo da polpa de macaúba que o processo convencional de secagem com ar a 60°C. A liofilização do extrato enzimático é recomendada, pois aumenta a estabilidade das enzimas se comparadas ao extrato bruto.

A dissertação completa pode ser acessada no endereço:

 

 

http://www.eq.ufrj.br/sipeq/download/aumento-da-qualidade-do-oleo-de-macauba.pdf

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3/8/10

Produtos da macaúba, de Sabará, MG

Foto de alimentos e produtos que têm a macaúba como matéria-prima, preparados por Maria Tereza Pena, do distrito de Ravena, Sabará, MG. Esta poetisa e publicitária é uma entusiasta da macaúba, e tem estimulado a venda dos óleos da macaúba para fins medicinais, além de produzir bonitas peças artesanais com cachos e com a espata da macaúba.

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2/8/10

Macaé vem de macaúba

A palavra Macaé vem de macaúba, porque no município havia muita macaúba. Uma empresa de paisagismo em Macaé vende mudas de macaúba.

Encontrar macaúba em região de baixa altitude, a beira mar, é um fato surpreendente, pois sabe-se que esta palmeira tem preferência por altitudes acima de 600 metros. As macaúbas de Macaé podem ter tido origem em plantios, com posterior reprodução natural, ou serem espontâneas da área, o que merece ser investigado, com avaliação do genótipo e fenótipo.     

O fato é que as palmeiras frutificaram, demonstrando a possibilidade de plantios comerciais nesta região, que é quente e servida por chuvas regulares a maior parte do ano. 

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

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27/7/10

Setor Agrícola deve ser inserido no Plano Diretor da RMBH

 Situação Atual

Hoje a produção agrícola da RMBH é pouca expressiva, menos de 2% do PIB metropolitano é produzido pela agricultura. Embora a área total da RMBH tenha mais de 9.000 km², com mais de 300.000 hectares de terras agricultáveis, a maior parte dos alimentos vem de outras regiões do estado e do pais.

O setor agrícola metropolitano gera apenas uma fração de renda e emprego que poderia gerar. A agricultura na RMBH poderá trazer muito mais benefícios do que a simples produção de alimentos, e tem importantes interfaces com outros setores, como saneamento, geração de empregos e meio ambiente.

PRINCIPAIS INTERFACES ENTRE O URBANO E O RURAL – EXEMPLOS DE DIRETRIZES 

           Produção de alimentos < –> consumo urbano de alimentos

DIRETRIZES : Minimizar o uso de agrotóxicos, fiscalizar para evitar contaminações de mananciais hídricos, os municípios consumidores de hortigranjeiros da RMBH poderão rastrear produtos contaminados, evitando consumí-los, dando preferência a produtos orgânicos. 

Preservação de recursos hídricos em áreas rurais <–> uso urbano da água

DIRETRIZES : Municípios que preservem a qualidade dos seus recursos hídricos poderão receber compensações pela oferta de água de boa qualidade, e penalizados se permitirem a poluição dos seus manaciais com agrotóxicos, esgoto ou lixo.

Geração de matéria orgânica, lixo e esgoto urbanos <–> consumo de composto urbano na agricultura

DIRETRIZES: Reduzir, reutilizar e reciclar todo o lixo urbano, dentro do próprio município evitando transportá-lo para outros municípios. Reciclar lixo orgânico, que será compostado de forma descentralizada nos seus locais de origem, minimizando custos de transporte. Composto orgânico será utilizado na agricultura, na formação de matas ciliares, e na recuperação de áreas eroditas

 Produção de agroenergia renovável <—> consumo de energia para fins veículares e domiciliares nas cidades

 

DIRETRIZES

Todos municípios priorizarão o consumo de energias renováveis, etanol e biodiesel, em suas frotas públicas. Dois ou mais municípios vizinhos poderão adotar os incentivos comuns para instalação de unidades produtoras de biocombustíveis. Um município poderá fazer convênio com outro município fornecedor de etanol ou biodiesel.

Oferta de trabalho rural sazonal <–> ocupar mão de obra urbana em atividades rurais

DIRETRIZ

Munícipios com maior oferta de mão de obra poderão oferecer facilidades de transporte e hospedagem em municípioos com carência de mão de obra.

OBJETIVOS PRINCIPAIS DO SETOR AGRÍCOLA DA RMBH

  •  Gerar emprego, ocupando mão de obra ociosa de municípios de menor renda, possibilidade de geração de trabalho temporário para jovens em situação de risco social;

  • Reter mão de obra no campo, e oferecer oportunidades de retôrno voluntário ao campo de famílias marginalizadas nas cidades maiores;

  • Desenvolver agroindústrias em municípios da RMBH, compradoras de insumos agrícolas produzidos localmente;

  • Aumentar a oferta de produtos agrícolas e de origem animal, e reduzir seus preços na RMBH;

  • Gerar excedentes agrícolas, para exportação para outras regiões;

  • Produzir biocombustíveis para consumo na RMBH, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis, que são mais poluentes;

  • Reciclar como insumo agrícola parte da matéria orgânica produzida nas cidades: lixo orgânico domiciliar compostado, restos de vegetais e biosólido proveniente de estações de tratamento de esgotos. Toda matéria orgânica deveria ser decomposta próxima dos locais de origem, em biodigestores, que também gera biogás, para produção de energia elétrica;

  • Utilizar mão de obra rural, em períodos eventuais, para prestação de serviços ambientais remunerados.

  •    

ATIVIDADES AGRÍCOLAS POTENCIAIS DA RMBH

Com boa diversidade de solos e climas, a área da RMBH apresenta condições de produção dos mais diversos produtos de origem vegetal ou animal, com imensas possibilidades de integração agrícola, em que uma atividade agrícola é produtora e/ou consumidora de insumos de outras atividades.

 Fruticultura – Ênfase em frutas que hoje provêem de outros regiões: mamão, uva de mesa, morango, melão, abacaxi, kiwi, graviola, e outras.

Biocombustíveis – Cana-de-açucar, etanol produzido em mini-destilarias

 Macaúba para biodiesel, com coprodutos: tortas para rações, óleo para cosméticos e carvão vegetal.

Caprinocultura - Leite, carnes, queijos, couros

Suinocultura - Carnes, composto orgânico, biogás

Bovinocultura - Carnes, leite e derivados, couro

Piscicultura - Tanques-rede em represas

Reflorestamento – Produção de madeiras para construção e marcenaria

Apicultura – integrada a fruticultura e floricultura

Poderão ser instaladas agro-indústrias para cada uma destas atividades, facilitando a comercialização de produtos agrícolas.

 

Elaborado por : Francisco Augusto Oliveira 

 ongtrem@ig.com.br

 www.ongtrem.org.br

http://ongtremmacaubeiros.blog.terra.com.br

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16/7/10

Idéia de saco coletor de macaúba

Modelo de cesta para coleta de côco macaúba

Modelo de cesta para coleta de côco macaúba

Contribuição de nosso companheiro Jesse Marlon Mota. Os sacos são de plástico, de farinha de trigo, reutilizados. Um furo no fundo de cada saco facilita a descarga, diretamente para um carrinho manual com rodas de bicicleta. Nos meses de queda do côco, outubro a março, a coleta pode ser feita uma ou 2 vezes por semana.

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13/7/10

FINEP aprova ‘PROPALMA’, coordenado pela EMBRAPA

Em um prazo de três anos, a Embrapa Agroenergia, em parceria com oito unidades da Embrapa e oito universidades, irá executar o Projeto “Pesquisa, desenvolvimento e

inovação  (PD&I) em palmáceas para a produção de óleo e aproveitamento econômico de co-produtos e resíduos”, o “PROPALMA”.

As ações do Projeto, financiado pela FINEP e aprovado em junho deste ano, serão desenvolvidas em todas as regiões do País, especialmente nos estados do Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Piauí, Maranhão, Pará, Amapá, Amazonas e Roraima.

De acordo com o líder do Projeto e pesquisador da Embrapa Agroenergia, Leonardo Bhering, serão avaliadas quatro palmeiras oleíferas potencialmente viáveis para a produção do biodiesel. “O projeto reforçará as pesquisas com o babaçu, o tucumã, o inajá e a macaúba. Acredita-se que pode ser um grande avanço nas pesquisas destas espécies, aumentando a diversidade e também fornecendo subsídios para delinear estratégias de condução dos cultivos ou do extrativismo sustentável, com aumento de produção e domesticação”, declara Bhering.

O PROPALMA visa promover o domínio tecnológico e a domesticação para incorporar e utilizar palmáceas selecionadas pela sua densidade energética e distribuição territorial como matérias-primas para produção comercial de óleos. Além disso, busca remover os gargalos tecnológicos para o aproveitamento econômico de co-produtos e resíduos, inserindo as regiões de ocorrência dessas palmáceas na geopolítica de produção de biocombustíveis, adubos e rações.

Fonte: EMBRAPA - citado em www.acrotech.com.br

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12/7/10

Tese sobre biodiesel de macaúba, resultados estimulantes

Tese de Doutorado  - Título original

Obtenção de ésteres etílicos e metílicos, por reações de transesterificação, a partir do óleo da palmeira Latino Americana macaúba - Acrocomia aculeata

Autor Rodrigues, Hugo de Souza, E-mail

hugosr@pg.ffclrp.usp.br

Unidade: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) Área de concentração Química

Resumo Original:

 Com o intuito de se obter biodiesel (ésteres etílicos e ésteres metílicos) de óleos dos frutos da palmeira macaúba (Acrocomia aculeata) foram realizadas reações de transesterificação através de alcoólise (metanólise e etanólise) em catálise básica homogênea (utilizando KOH, NaOH, CH3CH2OK, CH3CH2ONa CH3OK e CH3ONa), em catálise ácida homogênea (utilizando HCl e H2SO4) e em catálise heterogênea (utilizando catalisadores inéditos CuCl2 e V2O5). Nestas reações foram determinadas as melhores proporções, nas quais se podem obter rendimentos reacionais satisfatórios, bem como a influência dos catalisadores nos processos reacionais. Através de monitoramentos (por colheita) da produção de frutos nas palmeiras de macaúba nativas foram obtidos dados qualitativos e quantitativos de grande importância sobre os óleos desta oleaginosa. Foram realizados processos de extração e determinação de características dos óleos do mesocarpo e das amêndoas de macaúba. Com relação às características dos óleos determinou-se a influência da acidez, contida nas amostras de óleos de amêndoas, nas reações de transesterificação através de etanólise com KOH. Para valorizar e demonstrar a importância da preservação desta planta oleaginosa para o uso dos óleos de seus frutos na produção de biodiesel e a plena correlação deste, com o papel de combustível totalmente renovável, foram realizadas reações de transesterificação com utilização direta das amêndoas (processo in situ). Os resultados do processo in situ, assim como a relação dos procedimentos utilizados e produtos obtidos, foram correlacionados com os Doze Princípios da Química Verde. Também foram avaliados procedimentos de tratamento (refino), do biodiesel (metílico e etílico), sendo os mesmos submetidos posteriormente à análise de suas características físico-químicas (densidade relativa, índice de acidez, ponto de fulgor, ponto de névoa, viscosidade cinemática, teor de água, índice de iodo e teor em ésteres). Essas características foram correlacionadas às especificações brasileiras (ANP), americanas (ASTM) e européias (prEN 14214), para o uso deste tipo de combustível.

Hugo de Souza Rodrigues

A tese completa está disponível em www.usp.br, digite macaúba caixa BUSCA

 

 

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7/7/10

Dissertação da macaúba, óleos como alimento

Temos a satisfação de retransmitir convite da profa. Maria Helena Cãno de Andrade, do DEQ/UFMG:

“Óleos do Fruto da Macaúba com Qualidade Alimentícia: da Coleta à Utilização.”

124ª Defesa de Dissertação de Mestrado

Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química - UFMG

Aluno: Thiago Vasconcelos Pimenta

Dra. Rosemar Antoniassi (EMBRAPA)

Profa. Dra. Vânya Márcia Pasa Duarte (Depto. de Química-ICEx/UFMG)

Prof. Éder Domingos de Oliveira (DEQ/UFMG)

Profa. Orientadora Dra. Maria Helena Caño de Andrade (DEQ/UFMG)

12 de Julho/2010 – Segunda-feira – 09:00h – Sala 5212 – Departamento de Engenharia Química - Bloco II - Campus Pampulha da UFMG - Belo Horizonte - MG

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6/7/10

Importantes pesquisas da macaúba na UNIMONTES

 

                                                                                                                Leonardo Monteiro Ribeiro

Departamento de Biologia Geral

leonardo.ribeiro@unimontes.br

 A Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes é uma instituição pública voltada para atividades ensino, pesquisa e extensão. A entidade atua em uma área que corresponde a quase 30% do Estado de Minas Gerais, alcançando mais de 300 municípios do Norte e Noroeste de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri. Considerando as necessidades das populações, e relativas à preservação ambiental, nas regiões de atuação, a entidade desenvolve atividades de pesquisa científica em áreas diversas, especialmente direcionadas a subsidiar o desenvolvimento sustentável. No Departamento de Biologia Geral atualmente estão sendo realizados vários trabalhos de pesquisa com a macaúba com os seguintes objetivos:

  1. Conhecimento da diversidade genética de acessos por meio da obtenção da distância genética e obtenção de estratégias de conservação com utilização de marcadores moleculares; 
  2. Conhecimento do potencial de produção de óleo de diferentes acessos; 
  3. Elaboração de padrões reprodutivos e vegetativos anuais através do estudo fenológico de populações naturais; 
  4. Avaliação do comportamento dos frutos e do óleo sob armazenamento. 
  5. Estimulação da capacidade germinativa das sementes e embriões por meio de tratamentos de superação de dormência; 
  6. Aprimoramento do protocolo de cultivo in vitro de embriões zigóticos; 
  7. Estimativa do potencial de formação de bancos de sementes em populações naturais. Avaliação da predação natural dos frutos/sementes;    8. Estudo anatômico do fruto, da semente e da germinação;
  8. Avaliação da qualidade do óleo da polpa e amêndoa.
  9.  

Nestes trabalhos estão envolvidos professores, estudantes e técnicos dos laboratórios de Métodos Analíticos, Ecologia Evolutiva, Recursos Genéticos e Bioprospecção, Anatomia Vegetal, Micropropagação, Ecologia e Propagação Vegetal e do Viveiro de Mudas. Dentre os projetos de pesquisas institucionalizados envolvendo a espécie, encontram-se em execução:

          - Utilização sustentável do coco macaúba (Acrocomia aculeata - Arecaceae) no Norte do Estado de Minas Gerais – Coordenado pelo Prof. Dario Alves de Oliveira e financiado pelo CNPq.

    - Estudos sobre o armazenamento de frutos de macaúba - Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex. Martius (Arecaceae) – Coordenado pelo Prof. Leonardo Monteiro Ribeiro e financiado pela FAPEMIG.-  Avaliação das propriedades físico-químicas do Óleo de Macaúba – Acrocomia Aculeata (Jacq.) Lodd. ex. Martius (Arecaceae) em função do Armazenamento - Coordenado pela Profa. Sônia Ribeiro Arrudas e financiado parcialmente pela FAPEMIG (bolsa de Iniciação Científica).

     - Avaliações morfo-anatômicas e histoquímicas da germinação in vitro de embriões de macaúba - Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex. Martius (Arecaceae). Coordenado pelo Prof. Leonardo Monteiro Ribeiro e financiado parcialmente pela FAPEMIG.

     - Estabelecimento de protocolo para subcultivo in vitro de plântulas de macaúba (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex. Martius. Coordenado pelo Prof. Leonardo Monteiro Ribeiro e financiado parcialmente pela FAPEMIG.

     - Aclimatização de plantas de macaúba Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex. Martius (Arecaceae). Coordenado pelo Prof. Leonardo Monteiro Ribeiro.

    Além destes trabalhos, pesquisadores da Unimontes têm participado de discussões com colegas da Embrapa Agroenergia, Petrobras, UFV, UFLA, UFMG, EPAMIG e Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, visando o estabelecimento de um esforço concentrado de pesquisa para a geração de tecnologias que possam contribuir para a utilização sustentável da macaúba. Existe a expectativa da consolidação de dois grandes projetos a serem financiados pela FINEP e pela Petrobras que contribuirão decisivamente neste sentido.

 Especificamente em relação aos estudos voltados à superação de dormência das sementes, que fazem parte do projeto financiado pelo CNPq, as pesquisas estão entrando na fase de validação, onde os protocolos desenvolvidos serão testados em condição de campo, em viveiros de Associações de Pequenos Produtores, uma vez que o objetivo da pesquisa é gerar tecnologia adaptada. Os resultados obtidos em condições experimentais têm apontado para a viabilidade da produção de mudas a partir de tratamentos simples de superação de dormência, aplicáveis em condição de viveiro. Apesar da menor eficiência em relação à germinação de embriões in vitro ou à pré-germinação de sementes em condição de laboratório, o baixo custo das sementes e das técnicas parece compensar. Além disto, temos trabalhado com protocolos mais simples e outros um pouco mais elaborados, que podem atender viveiristas com diferentes interesses. Após a fase de validação, os resultados serão divulgados.

(Texto gentilmente enviado ao blog pelo prof. Leonardo, em fevereiro de 2010, que pela sua grande importância, republicamos)

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1/7/10

Algumas alternativas de produção da macaúba

A macaúba é uma planta versátil, que apresenta diversas alternativas de produção agrícola e de beneficiamento. O empreendedor poderá escolher o modelo que mais adequado para seu projeto.

Produção Agrícola

Extrativismo tradicional
Coleta dos frutos no chão, espalhando uma parte para reprodução dos maciços.

 

Extrativismo com tratos culturais e adensamento dos maciços
Coleta no chão ou com cestos, transplantio de mudas nativas para áreas próximas, adubação, irrigação de formações.
Agroextrativismo

Plantios de espécies florestais, alimentícias ou forrageiras dentro de maciços de macaúba.

 

 
Plantios comerciais singulares

Plantios adensados de macaúba, 5 x 5 metros, em quadrado ou triangulo

 

 
Plantios comerciais consorciados

Maior espaçamento nas filas e linhas (6 x 6 ou maior) com plantio intercalar de alimentos e forrageiras

 

Integração com a pecuária

Apicultura
O florescimento da macaúba dura menos de um mês, mas com grande produção de pólen. Apiários podem ser deslocados para plantações de macaúba, nos meses de novembro e dezembro, com vantagens mútuas : aumento da produção de macaúba e de produtos apicolas

 

 
Piscicultura

A maioria das espécies comerciais de peixes consome proteínas de origem vegetal, e a torta da amendoa da macaúba tem alto teor protéico, sendo recomedada sua utilização na formulação de rações. A proteína da macaúba contém todos aminoácidos essenciais.

 

 
Avicultura, suinocultura, bovinocultura, caprinocultura

Tanto a torta da polpa quando a torta da amendoa podem ser importantes insumos para formulação de rações para a pecuária, devido ao seu conteúdo de protéinas, carboidrados e lipídios. 

 

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

 

 

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30/6/10

Macaúba - muitos frutos nas reservas florestais

Daniel Mello - Agência Brasil - 29/06/2010O fruto da macaúba, espécie de palmeira nativa do oeste paulista, produz até dez vezes mais óleo do que a soja por hectare, sendo considerada uma opção viável para a produção de biodiesel. Por esse motivo, a espécie foi escolhida por um projeto coordenado pela Universidade de São Paulo (USP) para recuperar áreas degradadas de pastagem na região do Pontal do Paranapanema e prover o sustento das famílias da região.

“O objetivo da nossa pesquisa é construir um sistema de produção agrícola em que a gente tenha uma espécie de carro-chefe para produzir energia junto com biodiversidade e alimento para as comunidades”, explica o responsável pelo projeto, professor Paulo Kageyama, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP).

Como a planta é natural da região, o especialista destaca que ela pode ser usada até na recomposição da reserva legal das propriedades. Pelo projeto, a macaúba será cultivada em conjunto com outras espécies, algumas alimentícias, que darão retorno mais imediato aos produtores. As palmeiras plantadas agora levarão cerca de cinco anos até darem os primeiros frutos. “É uma agricultura associando árvore com arbusto e espécies agrícolas, principalmente frutíferas tropicais”, ressalta Kageyama.

O modelo poderia ser aplicado, segundo o professor, em outras regiões do Brasil com espécies como o dendê, tornando a reserva legal rentável aos produtores. Essa conciliação entre a preservação e a produtividade é o melhor caminho para conservação da biodiversidade e recursos naturais, na avaliação do engenheiro florestal e militante da Via Campesina, Luiz Zarref.

A tese contraria a principal razão alegada para modificar o Código Florestal Brasileiro, de que a necessidade de áreas preservadas dentro das propriedades rurais dificultam a produção agrícola e penalizam o produtor.

A falta de políticas públicas voltadas para esse foco é, de acordo com o engenheiro florestal, um entrave para se ampliar essa forma de produção. Entre os pontos mais importantes, Zarref destaca a a necessidade de assistência técnica para para que os pequenos produtores desenvolvam planos de manejo e criem linhas de crédito subsidiadas. “Se tivessem essas políticas públicas, então você conseguiria transformar de fato, mesmo uma unidade com 80% de reserva legal, em algo viável economicamente. Mais viável até do que o gado ou a soja,” afirmou.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário desenvolve algumas ações nesse sentido, a principal é o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Segundo o órgão, o programa tem o objetivo de planejar e monitorar a implantação dos financiamentos de agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O próprio projeto da macaúba no Pontal do Paranapanema é financiado por um edital do ministério de fomento aos biocombustíveis.

No entanto, Luiz Zarref acredita que esse tipo de iniciativa tem ser incentivada de maneira mais ampla e sistemática pelo poder público, de modo a realmente sustentar um outro modelo de produção.

Esse tipo de agricultura, que associa a mata original da região ao plantio, em contraponto à monocultura, também sofre menos com as pragas, sendo apropriada para a agricultura familiar. “Quando a gente tem muitas espécies juntas a gente tem uma redução muito drástica de pragas e doenças. Então a agricultura fica mais sustentável porque a gente utiliza menos insumos, fertilizantes minerais e praticamente não se usa agrotóxicos”, afirma Paulo Kageyama.

Na primeira fase do projeto, que começou a ser implementada agora, as famílias estão sendo capacitadas para trabalhar no novo modelo de produção. O desafio será, segundo Kageyama, desenvolver toda a cadeia produtiva do biocombustível e fabricar o produto em escala comercial. Para isso, o pesquisador espera contar com outros parceiros. “Já temos indústrias interessadas em esmagar essa espécie, mesmo que experimentalmente.”

 

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24/6/10

Coletores de côco feitos de pneus velhos, será viável ?

Uma dúvida que ainda existe na produção de macaúba é a melhor forma de coleta, ou colheita, no caso dos plantios comerciais.

Qual a melhor forma, cortar o cacho inteiro ou catar os côcos que caem no chão?

O corte do cacho inteiro requer menos mão de obra, mas há uma redução no teor de óleo, o côco que se desprende do cacho tem teor máximo de óleo, mas perde qualidade em contacto com a umidade.

Uma forma de coleta intermediária, com coletores ou cestos afixados ao estipe reduz o volume de mão de obra e apresenta qualidade ótima dos frutos, mas requer aumento de investimento.

 É necessário que a prática demonstre qual é a forma mais econômica e produtiva de coleta.

Uma alternativa a ser testada é a instalação de coletores feitos de pneus velhos cortados. Cada pneu pode ser cortado em 3 ou 4 partes, que seriam colocadas no solo para aparar o côco maduro que cai. 

 A produção dos coletores pneus requer treinamento de mão de obra e ferramentas próprias, porque o corte do talão e da malha de aço da banda de rodagem requer uma navalha de aço-liga. Além disso deverão ser tomados cuidados com a segurança, porque os pneus têm arames que podem cortar a pele.

 Mas espera-se que aumento de investimento inicial, na coleta, reduza a quantidade de mão de obra, que é o principal item de custo de produção.   

A retirada do côco será feita rapidamente. O dispositivo poderá ser usado por vários anos, podendo ou não reter água de chuva, que pode ser armazenada para uso no período seco.

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

 

 

 

 

 

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23/6/10

Vídeo sobre beneficiamento de macaúba

Um vídeo interessante mostrando o trabalho da UBCM – Unidade de Beneficiamento do Côco Macaúba, do distrito de Riacho D’Anta, Mirabela, MG, pode ser visto no endereço:

 

http://www.govmgnoticias.com.br/videos/agricultura/governo-de-minas-incentiva-plantio-da-macauba-no-estado

 

Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros

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15/6/10

EFAs, magnífica idéia, bons frutos

As EFAS – Escolas Família Agrícola, nasceram na França, e se espalharam pelo mundo, chegando ao Brasil em 1969, as primeiras unidades se instalaram no estado do Espírito Santo.

 As diretrizes que orientam o funcionamento das EFAs têm raízes no humanismo cristão, de valorização do homem do campo, oferecendo-lhe instrução, formação e oportunidades de desenvolvimento como pessoa, dentro do meio em que vive. Trabalha diretamente com os jovens rurais, em cursos de nível médio e técnico agrícola, indiretamente trabalha com as famílias dos alunos.

 Através da chamada Pedagogia da Alternância, os jovens de ambos dos sexos passam 15 dias internados nas escolas rurais e a seguir 15 dias nas propriedades em que vivem, empregando na prática os conhecimentos técnicos que adquiriram nas EFAs, e demonstrando a seus pais a viabilidade de aplicação de boas técnicas para aumentar a produtividade e o nível de vida rural.

 As EFAs são administradas por associações de produtores rurais, que também provém a alimentação nos períodos de internato. Outros recursos são supridos pelos estados, prefeituras e outras organizações.

Os resultados têm sido muito bons, o nível de aprendizado dos alunos, focado essencialmente na prática, e na realidade rural, é superior á maioria das escolas urbanas. Um terço dos estudantes oriundos das EFAs é admitido em cursos superiores.

 Além da formação humana e profissional dos jovens rurais, as EFAs tem ensejado significativas melhorias no meio rural em que estão inseridas, a começar pelas propriedades dos pais dos alunos, com adoção de técnicas agrícolas adequadas, substituindo as técnicas tradicionais. Entretanto as dificuldades para implantar e manter as escolas não são poucas. Talvez a maior delas seja a falta de boa vontade da maioria dos governos, que não conseguem enxergar o imenso potencial das EFAs para transformar as condições de vida do campo.

No estado de Minas Gerais foi aprovada uma lei que determina que as EFAs devem ter apoio financeiro estadual, mas o volume de recursos é pequeno.

 Os estados e municípios podem colher imensos benefícios se apoiarem as EFAs, muito projetos agrícolas poderiam ter parcerias com as EFAs, que formam bons técnicos agrícolas, com enorme experiência prática. Todos os projetos das empresas estaduais de assistência técnica, e até mesmo projetos de agroindústrias podem interagir com as EFAs, na suas áreas de influência.

Conheça mais sobre as EFAS acessando:

www.unefab.org.br

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

 

 

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7/6/10

Uma experiência de manejo sustentável em um maciço de macaúba

  

 

Em fins de 2005 iniciei algumas ações de manejo sustentável de um maciço de macaúbas em área de 5 ha, na localidade de Bandeirinhas, em Betim, MG, que tem solos argilosos, e em que estão presentes 30 macaúbas adultas e produtivas. A área é usada para pasto de 5 bovinos da raça jersey, 2 vacas e 3 novilhos.

As ações de manejo foram as seguintes:

      1 - Preservação de plântulas originárias de germinação natural, e transplantio de 35 mudas, com até 30 cm de altura, que nasceram muito próximas da planta-mãe, para outras áreas. Para aumentar a variabilidade genética é recomendável fazer transplantios com plântulas de diferentes plantas-mãe, numa mesma área. 

      2 . Irrigação de coqueiros adultos e em crescimento, durante 2 meses apenas, com água tratada,   potável, contendo fluor e cloro;

     3 . Adubação orgânica com esterco bovino, de galinha, e mineral com cloreto de potásio e superfosfato simples;

      4 . Espalhamento de côcos secos e endocarpos em outras áreas próximas ao maciço, para estimular a germinação natural e o adensamento dos maciços;

       5 . Retirada de ervas daninhas em torno das macaúbas, e colocação de cobertura morta.

Após 5 anos os principais resultados constatados foram os seguintes:

1. Os bovinos não comeram folhas de macaúba;

2. A germinação natural foi maior em áreas com gramíneas baixas, que retém umidade e acumulam muito calor durante o dia. O maior número de plântulas ocorre dentro de um raio de 4 metros de plantas mães. Foi observada o acesso de até 37 plântulas por planta-mãe;

3. O transplantio de plântulas teve taxa aproximada de 70% de pegamento.

As perdas decorreram do manuseio incorreto do bloco de terra em que está a plântula, deslocando a terra aderida às raízes, ou afetando o meristema apical, que é subterrâneo nas plantas jovens. Após a muda transplantada “pegar” ela resiste ao tempo seco, não sendo necessário irrigar para a planta sobreviver.

O transplantio é deve ser feito no período das chuvas, com solo úmido, o que facilita a retirada do bloco inteiro de solo, 40 x 40 x 40 cm, contendo a muda com o máximo de raízes intactas.  

4. A irrigação, que feita em apenas um ano, em meses secos, teve pouco efeito na produção de coqueiros adultos. Há indícios que a macaúba acumula água no sistema radicular, o que explica a sua resistência a vários meses de seca, e a menor depedência de irrigação. A irrigação tem efeito significativo no crescimento de plantas jovens, induzindo a emissão de pecíolos, e o maior crescimento destes.

5. Foram obtidos melhores resultados com a adubação mineral do que com adubação orgânica, provavelmente em função da maior solubilidade dos últimos. O esterco colocado sobre o solo tem pouco efeito inicial no desenvolvimento das  plantas, por demorar a ser solubilizado no solo. Melhores resultados são obtidos quando é feita a preparação das covas para transplantio, com a adição e mistura de esterco bem triturado à terra que vai cobrir a muda.  

6 . Foi constatada uma praga que seca os pecíolos da macaúba, quando  tem até 60 cm de altura, atuando principalmente no período chuvoso.

A infestação é de besouros de 2 a 3 cm de comprimento, que sugam o meristema subterrãneo da macaúba, onde as larvas são criadas. O besouro perfura o solo, formando um túnel de 1 a 2 cm de diâmetro, até chegar ao meristema. Para combater a praga foi usado extrato de nim. A evolução da praga é lenta, mas exige atenção para evitar maior proliferação. Na inspeção da macaúba devem ser observados 2 indicadores desta infestação: um ou mais pecíolos total ou parcialmente secos, e os buracos de túneis.

As formigas foram combatidas com iscas

7 - Ao final do experimento foram observados o desenvolvimento de plantas de 3 portes: plantas com até 30 cm de altura (até um ano de vida), plantas entre 0,30 m e 1,50 m ( um a três anos)  e plantas com mais de 1,5 m (mais de 3 anos). Como consequência a cada ano haverá novas plantas em produção. Para a área do experimento estima-se que a produção pode ser multiplicada por 5, no período de 6 a 8 anos, de 30 para 150 plantas em produção.    

Conclusões

O experimento demonstrou que alguns cuidados simples de preservação e tratos culturais podem adensar a quantidade de coqueiros e multiplicar as áreas dos maciços e a produção extrativista da macaúba. A erosão genética precisa ser evitada, fazendo-se plantios de plantas provenientes de outras regiões.

O manejo dos maciços visando seu crescimento a longo prazo tem potencial para ser uma importante fonte de óleo vegetal, e dos outros coprodutos da macaúba, além de gerar emprego e renda.

Do ponto de vista ambiental, o experimento mostrou-se plenamente viável. Não foi feita avaliação economica.  

Francisco Oliveira/ONGTREM/Rede dos Macaubeiros

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4/6/10

Macaúba: oportunidades e desafios

José Mauro M. A. Paz Moreira e Tito Carlos Rocha de Sousa

A macaúba tem sido indicada como uma espécie oleaginosa promissora para a produção de óleo vegetal destinado à fabricação de biodiesel, principalmente devido ao alto volume de óleo por hectare (espera-se uma produtividade de dois a cinco mil quilos, dependendo do número de plantas por hectare e da produtividade das plantas), a rusticidade da planta, e pelo suporte que os co-produtos podem proporcionar à sua rentabilidade: o carvão, originado da casca da semente (endocarpo); o óleo da amêndoa, destinado a indústria de cosméticos; e as duas rações - a primeira, produzida a partir da polpa, visando à alimentação de bovinos, e a segunda, a partir da amêndoa, usada na alimentação de aves devido ao seu elevado valor proteico, ambas apreciadas pelo já existente grupo de compradores.

Acrescente-se ainda o fato de que a macaúba não tem presença significativa como uma opção alimentar humana, não representando, portanto, mais um participante na competição energia versus alimentos. Esses são elementos que poderiam proporcionar a produção de um óleo vegetal de baixo custo, que viabilizasse a obtenção de uma escala adequada de biodiesel, contribuindo, assim, para a construção da matriz brasileira de combustíveis renováveis. Além disso, a macaúba ocorre praticamente em todos os biomas brasileiros.

Na região do entorno de Belo Horizonte (MG), a macaúba já foi extraída em larga escala ao longo do século XX para abastecer a saboaria Santa Luzia S/A, localizada no município mineiro de Santa Luzia, sendo voltada principalmente para a produção de sabão. Com o fechamento da fábrica em 1996, a atividade de coleta do coco de macaúba entrou em declínio, devido à entrada no mercado de detergentes de menor custo comercializados nas grandes redes de supermercados. Com as cotações do petróleo ultrapassando a linha dos 80 dólares por barril, e a expectativa de declínio da produção e dos estoques, a necessidade de matérias-primas de alta produtividade para produção de biodiesel ficou evidente e a macaúba se destaca como uma espécie de elevado potencial.

Atualmente, a cadeia produtiva da macaúba está em processo de reestruturação. No estado de Minas Gerais, o elo de produção agrícola da matéria-prima tem se sustentado principalmente em dois segmentos: o extrativismo de maciços naturais e a implantação de plantios comerciais da espécie. O extrativismo apresenta como pontos fortes: a disponibilidade dos frutos para colheita imediata, uma vez que os macaubais nativos já se encontram em produção; a possibilidade de consórcio da macaúba com outras culturas tais como milho, feijão, cana, mamona, hortaliças e pastagens para a pecuária; e a geração de renda proporcionada aos agricultores familiares e extrativistas que utilizam a coleta do coco como uma atividade produtiva complementar.

Entretanto, os maciços naturais apresentam alta variabilidade na qualidade da matéria-prima, além da sua produção variar ao longo dos anos, resultando em sazonalidade na sua oferta. Outra dificuldade do extrativismo é o baixo rendimento da atividade de coleta dos cocos e a falta de um plano de manejo sustentado tecnicamente definido para os maciços naturais - o que poderia favorecer a qualificação da mão de obra da população envolvida na coleta, podendo vir a ser fator de renda e inclusão social.

Os plantios comerciais da espécie ainda estão em fase de implantação, espera-se que entrem em produção dentro de cinco a sete anos. Uma empresa está investindo na sua domesticação e espera implantar cerca de 3.750 hectares de macaúba no ano safra 2009/2010. As principais vantagens dos plantios comerciais são: o maior número de indivíduos por hectare e a padronização das linhas de cultivo, o que possibilitará um grande rendimento das operações silviculturais e da colheita dos cocos; a seleção preliminar de material genético para a formação de mudas - embora ainda não se tenham cultivares com superioridade agrícola comprovada, espera-se que os plantios apresentem menor variabilidade na qualidade dos frutos que os maciços naturais.

A principal dificuldade enfrentada pelos produtores que pretendem trabalhar com a macaúba é a falta de linhas de financiamento compatíveis com as características da cultura, cujos maiores custos estão na implantação do cultivo e as receitas só irão começar a vir a partir do quinto ou sétimo ano, quando o plantio entrará em produção. As outras dificuldades estão relacionadas às incertezas com relação à expectativa de produção dos plantios, a falta de um pacote tecnológico desenvolvido para a macaúba, e a não inserção da cultura no zoneamento agroclimático, o que dificulta a obtenção do seguro agrícola e, consequentemente, do financiamento agrícola.

Para que a cadeia produtiva da macaúba possa se estabelecer e aproveitar todo o potencial que ela fornece, devem ser desenvolvidas tecnologias para o seu aproveitamento comercial bem como para o manejo sustentado dos maciços naturais, principalmente para diminuir as incertezas relacionadas à sua produção, o que reduzirá o risco econômico dos cultivos e o risco ambiental da exploração dos maciços naturais, possibilitando o financiamento e o licenciamento de empreendimentos que desejem trabalhar com a espécie para produção de biodiesel.

José Mauro M. A. Paz Moreira - Pesquisador da Embrapa Cerrados

Tito Carlos Rocha de Sousa - Economista da Embrapa Cerrados

Data:

30-12-2009
Fonte:  

Embrapa

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2/6/10

Desafios do projeto AGRIFAM

 

 

 

O Projeto AGRIFAM consiste na produção conjunta de alimentos, e oleaginosas por agricultores familiares para a produção de biodiesel em uma área aproximada de 6.000 hectares, em Ibiá, MG, região do Alto Paranaíba. O INCRA está presente na área de influencia do projeto, com 30 projetos de assentamento, totalizando 30.000 ha. O projeto conta com apoio do governo italiano que está repassando recursos para 3 ONGs italianas, que atuarão na região. O Projeto AGRIFAM poderá beneficiar diretamente 3.000 famílias, retirando-as da situação precária em que se encontram, muitas delas acampadas em barracas de lona.

Trata-se de um projeto de grande importância regional, e que poderá trazer enormes benefícios para milhares de agricultores familiares. Mas há um longa estrada a percorrer e obstáculos a vencer para chegar aos bons resultados do projeto.

 DESAFIOS

1 – Planejamento

 O eficiente planejamento tem requisitos que não podem ser negligenciados: é flexível, participativo, deve ser levado a sério, e precisa ser atualizado periodicamente.

Num projeto agrícola deve levar em conta uma série de questões: os objetivos, as metas quantitativas, os meios e recursos para atingír as metas, os obstáculos, diferentes cursos de ações para possíveis mudanças de cenários.

Planejar é fazer um retrato falado do projeto, que vai sendo aprimorado de tempos em tempos para se assemelhar cada vez mais à realidade.

Uma importante questão no planejamento do projeto AGRIFAM é a definição dos cultivos agrícolas que devem ser estimulados, dos meios para produzí-los com adequado nível de produtividade e rentabilidade. Afinal, a sustentabilidade do projeto é função de sua rentabilidade.

O planejamento se refere a toda a cadeia produtiva: inicia com a programação dos plantios, os quantitativos de insumos, e prevê prazos, quantidades e preços de venda dos produtos agrícolas e do coprodutos, como óleo vegetal e tortas. Todas estas atividades devem resultar em lucro para o produtor.

2 - A cultura do agricultor familiar e a gestão dos recursos humanos

Há diferentes culturas e atitudes para os vários estratos de agricultores familiares e diferentes níveis intelectuais. Uma parcela sempre viveu no campo, outra tem raízes urbanas, mas se sentiu atraída pela possibilidade de ter um pedaço de terra, e trabalhar sem patrão.

Traços comuns a todos estratos: a renda familiar provém da atividade rural, parte do que se produz é destinado ao consumo familiar, usa-se muita mão de obra e pouca mecanização, estão sempre presentes as variações de preços dos insumos e produtos e os riscos metereológicos.

Um desafio que não pode ser negligenciado refere-se á comunicação entre os gestores de projetos de assentamento, detentores de conhecimento técnico e gerencial, e os pequenos produtores rurais, detentores de conhecimento prático e que podem ter resistências a adoção de práticas agrícolas para aumento de produtividade.

Em Minas Gerais a cultura do cooperativismo e associativismo ainda não está consolidada, as cooperativas são vistas como compradoras de produtos, e não como uma forma de organização econômica e de apoio ao produtor.

Para vencer estes desafios é necessário saber ouvir e entender as expectativas, e o modo de pensar e agir do pequeno produtor. Além disso é preciso saber comunicar, ganhar a confiança e investir na capacitação do agricultor familiar para produzir e gerenciar eficientemente seu negócio.

O Projeto AGRIFAM contará com um importante avanço no gerenciamento das pessoas, com a implantação de um centro de capacitação para produtores familiares em Ibiá.

 

3 – A sustentabilidade econômica

 Nas condições brasileiras o fator econômico é crucial para o sucesso dos projetos de assentamento; se não houver retorno econômico o projeto fracassa inexoravelmente, os agricultores abandonam e vendem suas terras.

A economicidade é fácil de entender: as receitas devem ser suficientes para pagar os custos de plantio e a amortização dos investimentos em equipamentos:

 

 Lucro = Receita de venda – Custo de Produção – Amortização do Investimento em Equipamentos

 

 A receita de venda depende dos preços pagos pelo mercado e do volume produzido, o qual depende, em grande parte, do investimento em tecnologia.

 Em projetos agrícolas, a produtividade depende das tecnologias aplicadas ao longo do ciclo produtivo, que geram maior ou menor volume de produção.

 Considerando as condições locais, e a culturas escolhidas, uma importante pergunta a terá que ser respondida :

 Qual é o volume de investimento em tecnologia de produção agrícola que maximiza o lucro?

 A macaúba já foi escolhida como uma das oleaginosas a serem plantadas. Inicialmente estuda-se o extrativismo e beneficiamento da macaúba, venda de óleos e tortas, para geração de recursos e alimentos a curto prazo.

 

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19/5/10

PROJETO AGRIFAM INCLUI A MACAÚBA

A FETRAF-MG – Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar – MG, a COONAT – Cooperativa de Trabalho, com as ONGs italianas GVC – Gruppo de Volontoriato Civile, de Bolonha, o CEVI – Centro di Volontoriato Internazionali e a FSV – Fondozione San Virgilio, de Trento, estão unidas na implantação do Projeto AGRIFAM – Biodiesel a partir da Agricultura Familiar, Programa de Produção de Alimento Consorciado com Óleo Vegetal para Fabricação de Biodiesel. O lançamento do projeto ocorre em 21 de maio de 2010.

O Projeto AGRIFAM consiste em assistência técnica, gerencial e na garantia aos investimentos na produção alimentar, buscando autonomia econômica dos produtores familiares, com produção simultânea de oleaginosas e alimentos, em consorciamento, e a construção de uma unidade de  treinamento de agricultores e outras de esmagamento de oleaginosas na região do Alto Paranaíba, na cidade de Ibiá – MG.

O projeto visa o plantio de oleaginosas para biodiesel, em consórcio ou rotação com culturas alimentares, como milho, arroz e feijão. As oleaginosas escolhidas inicialmente são o girassol, a mamona e a soja.

A macaúba será plantada em pastos degradados e outras áreas, a ACROTECH e a UFV participam do lançamento do projeto e fornecerão mudas de macaúba e orientação na formação do viveiro, plantios e tratos culturais.

Francisco Oliveira/Rede dos macaubeiros

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18/5/10

Petrobrás Biocombustível no centro-oeste de Minas

Produção de etanol da Petrobras Bicombustível  já acontece em Bambuí. Agora, Luz e Pains estão sendo estimuladas na produção agrícola para biocombustíveis. Reuniões e estudos são feitos com a participação do Poder Público e da sociedade.

Em Luz, uma reunião foi realizada entre os membros do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável-CMDRS, EMATER- MG, produtores rurais e do Executivo Municipal. Nas discussões da reunião estava a compra de óleo e grãos de girassol, mamona e macaúba para a fabricação de biocombustível. A compra seria feita pela Petrobras e por isso o engenheiro agrônomo da Petrobras Biocombustivel  engenheiro Francisco Petroni Ramos esteve presente.

Para o prefeito de Luz, Agostinho Carlos Oliveira, “não há projeto mais sustentável que o de beneficiamento do coco macaúba. Tanto na questão ambiental quanto na permanência de pessoas na zona rural, pois o produtor rural é parte fundamental deste programa que, além de dinamizar a economia do município, ainda ajudará a promover o desenvolvimento de nossa cidade que é basicamente rural”.

De acordo com Francisco Petroni, no mínimo 70% da produção dessas oleaginosas destinadas a produção de óleos vegetais para biodiesel devem ser adquiridas de agricultores familiares, os outros 30% podem ser adquiridos de outros produtores rurais. Ele ainda afirma que não há uma quantidade mínima de grãos a ser fornecida.

No caso de haver inclusão do município no programa, os agricultores recebem da Petrobrás: assistência técnica, sementes, sacaria e transporte para escoar a produção, além de terem acesso a uma linha de crédito para financiamento e seguro contra perda de produção. Os contratos têm uma duração mínima de 5 anos podendo ser prorrogados, garantindo, assim, preço mínimo e pagamento com valores de mercado. Segundo Petroni, o município de Luz tem um grande potencial para o plantio destas oleaginosas (mamona, girassol e macaúba). “Ao firmar a parceria, a Petrobrás tem a obrigação de participar dos problemas da cidade, atender suas necessidades, fazendo ou apoiando outros projetos, enfim, trazendo benefícios para Luz e região”, ressaltou o técnico.

Paulo Heubert Paulinelli, produtor rural luzense, já produziu grãos para uma filial da Petrobrás e afirmou que este projeto é de grande valor. “Este é um programa de incentivo, altamente viável, onde o retorno é imediato. Devemos explorar nossas propriedades. A Petrobrás é a 8ª maior empresa do mundo e Luz não pode perder esta oportunidade, vamos acreditar nesta proposta e correr atrás”, afirmou Heubert.

Fonte: www.acrotech.com.br

 

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12/5/10

GREEN MEETING EM BELO HORIZONTE

A REBIA - Rede Brasileira de Informação Ambiental, editora da REVISTA DO MEIO AMBIENTE e do PORTAL DO MEIO AMBIENTE, apóia e convida para o X Encontro Verde das Américas, que este ano acontecerá em Belo Horizonte (MG), nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2010.

 

 

Inscrições grátis: http://www.greenmeeting.org/

Vagas limitadas!

 

Diante das preocupações da comunidade internacional, frente aos desafios globais e as catástrofes naturais, das quais são submetida parte da humanidade, a cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais sediará nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2010, o X Encontro Verde das Américas, o “Greenmeeting”, “Conferência das Américas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”. Um importante e concorrido Fórum que visa propor soluções para as principais questões sócio-ambientais e econômicas do Brasil, das Américas e do mundo.

 

O Encontro sem vínculo Político-Partidário e totalmente gratuito para o público participante, previamente credenciado, reunirá as principais lideranças nacionais e internacionais sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, tanto governamentais, quanto não governamentais, que entre outros acontecimentos se dará a entrega do Prêmio Verde das Américas 2010.

 

O evento foi antecipado neste ano de 2010, devido a vários acontecimentos como as discussões climáticas das Nações Unidas para o mês de junho, a Copa do Mundo de Futebol e as eleições gerais brasileiras.

 

O mesmo conta com o apoio das Nações Unidas, da OEA - Organização dos Estados Americanos, da OTCA - Organização do Tratado de Cooperação dos Paises Amazônicos, de vários Ministérios e órgãos do Governo Brasileiro e de inúmeras outras instituições nacionais e internacionais, além das presenças de autoridades e diplomatas de vários continentes.

 

No entanto, salientamos que o Greenmeeting não é uma conferência das Nações Unidas e não está condicionado a presença desta ou daquela autoridade, deste ou daquele país. Está condicionado a contribuir nas discussões e debates para a busca de soluções dos diversos problemas sócio-ambientais, bem como na melhoria da qualidade de vida da comunidade global.

 

Participação Gratuita, mediante Credenciamento via site, www.greenmeeting.org

 

Os participantes, mediante freqüência, receberão certificado de participação.

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10/5/10

Nova despolpadeira

O sr. Carlos Alves de Souza, de São Paulo, disponibilizou no site

www.youtube.com

(digite despolpadeira),

um vídeo com uma breve apresentação de um novo tipo de despolpadeira para macaúba. Lembramos que se trata de um terceiro tipo de despolpadeira. O primeiro é o tradicional, de facas fixas rotativas, e o segundo foi desenvolvido pela Paradigma Óleos Vegetais.

Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros 

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6/5/10

Petrobras e GALP, na parceria do dendê

Petrobras vai puxar projeto ´palma verde´

06/05/10

PUBLICADO EM

VALOR ECONOMICO

 

- A Petrobras será uma das principais estrelas do evento de hoje em Tomé-Açu, no Pará, que marcará o lançamento do Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma, do governo federal. Antecipado pelo Valor, o plano de estímulo, que será anunciado pelo presidente Lula, inclui linhas de crédito com juros subsidiados para o plantio de palmeiras e medidas para garantir que o ambiente seja poupado.

É na esteira desse programa, que também tem como objetivo atrair o interesse dos pequenos produtores pela cultura, que a Petrobras, estatal, confirmará seus projetos de produção de biodiesel a partir do óleo de palma. Além de uma investida em Portugal em parceria com a Galp Energia, a Petrobras também apresentará seu projeto de produção no Pará, fundamental para inserir os pequenos produtores na cadeia no biocombustível.

No Estado, a ideia é implantar uma usina de biodiesel com capacidade para produzir 120 milhões de litros por ano. Os aportes são estimados em R$ 330 milhões. Segundo a companhia, já foram cadastradas 3.338 famílias - fornecedoras de matéria-prima em potencial - em quatro municípios, todas com as propriedades georeferenciadas.

Para o projeto português, os investimentos previstos para uma produção de 250 mil toneladas por ano chegam a R$ 1 bilhão, R$ 554 milhões dos quais no Brasil para a produção de 300 mil toneladas de óleo de palma por ano.

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5/5/10

Tese de doutorado sobre a macaúba

Bom dia, macaubeiros

Informo que dia 31 de maio de 2010 haverá defesa de doutorado na UFRGS.

Título: Análise Transdisciplinar Evolutiva da Filière da Macaúba para Biodiesel, em Montes Claros/MG.

Doutorando: Marcelo Mencarini Lima

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Lançamento do projeto AGRIFAM

Nossos companheiros Tarcisio Arrighini, diretor da GVC para América do Sul, Teresa, diretora da FETRAF-MG, e Pedro Comonian, da COONAT enviam-nos convite para comparecimento no lançamento do AGRIFAM. Veja a mensagem a seguir. 

A agricultura familiar carece de apoio, pois este estrato rural enfrenta dificuldades na obtenção de crédito, de assistência técnica e de comercialização de seus produtos.

Pensando na busca da autonomia e fortalecimento dos agricultores familiares no Brasil, em Minas Gerais estamos vivendo momentos importantes dessa política através da FETRAF-MG – Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar – MG e a COONAT – Cooperativa de Trabalho, com uma rede de ONGs italianas GVC – Gruppo de Volontoriato Civile, de Bolonha, o CEVI – Centro di Volontoriato Internazionali e a FSV – Fondozione San Virgilio, de Trento, todas unidas na implantação do Projeto AGRIFAM – Biodiesel a partir da Agricultura Familiar, Programa de Produção de Alimento Consorciado com Óleo Vegetal para Fabricação de Biodiesel.

Este consiste na garantia aos investimentos na produção alimentar, buscando autonomia econômica destas famílias com produção simultãnea de oleaginosas e alimentos e a construção de uma unidade de esmagamento de oleaginosas na região do Alto Paranaíba, na cidade de Ibiá – MG.

A parceira binacional propõe também a construção de um centro de capacitação para os agricultores e suas famílias na certeza de que é fundamental desenvolver a capacidade de gestão de seus negócios.

O complexo de desenvolvimento da agricultura familiar será implantado no município de Ibiá, MG é uma conquista coletiva dos trabalhadores depois de muitos anos de luta, e está sendo viabilizado graças a capacidade de aglutinação da FETRAF-MG neste grande arranjo binacional.

Um sonho antigo que se transforma em realidade.

CONVITE PARA O LANÇAMENTO DO PROJETO AGRIFAM : 21 DE MAIO DE 2010 – 9:00 h

Parque de Exposições Manoel Terra Cruz

Av. José de Assis Lemos, s/nº

IBIÁ – MG

Favor confirmar presença pelo fone 31 3267 2591

 

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3/5/10

Macaúba como alimento

Raquel Lima Rodrigues enviou-nos a seguinte solicitação:

Estou fazendo uma pesquisa sobre o uso do óleo da macaúba para fins alimentícios. Até o momento só encontrei seu uso para produção de margarina. Onde encontro mais utilizações desse fruto?

Resposta

A macaúba pode ser utilizada como matéria-prima ou insumo para várias formas de alimentos:

Casca

Aditivo em alimentos, por ser muito rica em Fe, e rica em cálcio. São necessárias pesquisas para avaliar sua absorção e biodisponibilidade pelos organismos humano e animais.

O pó da casca é adsorvente de cobre, utilizável para reduzir o teor de cobre dissolvido na cachaça

Polpa

Farinha para alimentação humana

Torta para rações de bovinos, suínos, e aves

Óleo para cozinha, matéria prima para margarinas

Óleos fracionados com maior teor de ácidos ómega

Amêndoa

Óleo para rações animais.

Farinha desengordurada da amêndoa, alimento de alto teor de proteína, contendo os 8 aminoácidos essenciais ao corpo humano.

Francisco Oliveira/Rede dos Maubeiros

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20/4/10

Processamento industrial da macaúba

Informamos a apresentação da dissertação a seguir,  um importante passo para a industrialização da macaúba.

“Processo Industrial de Extração dos Óleos do Fruto da Macaúba: Proposição de Rota, Simulação e Análise de Viabilidade Econômica.” 

120ª Defesa de Dissertação de Mestrado

      Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química - UFMG

     Aluna: Gisele Cristina Rabelo Silva

     Banca Examinadora: 

     Pesq. Dr. José Dilcio Rocha (EMBRAPA)

      Prof. Dr. Roger Josef Zemp (UNICAMP)

      Profa. Orientadora Dra. Maria Helena Caño de Andrade (DEQ/UFMG) 

                  23 de Abril/2010 – Sexta-feira – 09:00h – Sala 5212 – Bloco II

                  Departamento de Engenharia Química 

                 Campus da Pampulha – Belo Horizonte - MG

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7/4/10

Boletim da ACROTECH

O sítio da ACROTECH apresenta importante boletim sobre produção de mudas de macaúba, além de outras notícias recentes.

Acesse:

www.acrotech.com.br

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Projeto de macaúba no pontal do Paranapanema

06-04-2010-Projeto visa a produzir biodiesel de macaúba

 

 

Projeto inédito no país realizado em parceria entre a Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) e a Fundação Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) visa à produção de biodiesel a partir do óleo de macaúba — um tipo de palmeira nativa da região do Pontal do Paranapanema (SP).

De acordo com o professor responsável pelo Departamento de Ciências Florestais da Esalq, Paulo Kageyama, estudo preliminar realizado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) mostra que o fruto da palmeira produz entre 5 e 10 vezes mais óleo do que a soja por hectare. Além disso, a iniciativa pretende ajudar os agricultores familiares que vivem em mais de 100 assentamentos da região, contribuindo ainda para a recuperação ambiental de áreas degradadas.

Atualmente, 90% do biodiesel produzido no país é feito a partir do óleo extraído da soja. Com a macaúba, além do óleo para o combustível, Kageyama explicou que o produto também poderá ser utilizado para fins medicinais e na produção de cosméticos.

O projeto teve início há um ano e é financiado pelo MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário). Segundo o professor da Esalq, para iniciar uma plantação seria necessário esperar quatro anos para que a planta oferecesse o óleo. No entanto, na região nativa da espécie (Pontal do Paranapanema) já existe uma grande quantidade de plantação natural de macaúba que já permite a produção imediata do biodiesel. (Alessandra Santos)fonte :

 

 

www.jornaldepiracicaba.com.br

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25/3/10

Macaúba, a cana de açucar do biodiesel

EMPRESAS E PESQUISADORES INVESTEM NA MACAÚBA PARA ALAVANCAR PRODUÇÃO BRASILEIRA DE BIODIESEL
Publicado por Manuela Alegria
em 24 de março, 2010

Versátil, a palmeira tem potencial de produção cinco vezes maior que o da soja.

Belo Horizonte — Nativa do cerrado, a macaúba (Acrocomia aculeata) é a nova aposta de especialistas e pesquisadores do setor de energia para alavancar a produção de biodiesel no país. Investimentos em pesquisas, conquistas científicas e plantações comerciais bancadas por capital estrangeiro, ainda que a passos lentos, começam a ocorrer com mais frequência no Brasil. Em Lima Duarte, na Zona da Mata mineira, o plantio de 1,5 milhão de mudas da palmeira em viveiro é resultado de uma parceria entre investidores europeus e a Universidade Federal de Viçosa (UFV), na qual pesquisadores brasileiros desenvolveram a técnica de germinação da planta em laboratório. O objetivo é criar um complexo agroindustrial para a produção de óleo vegetal e coprodutos, tendo como matéria-prima principal o coco da macaúba.

O projeto em Lima Duarte foi criado pela Entaban Ecoenergéticas do Brasil, empresa do grupo espanhol Entaban, considerado o maior produtor de biodiesel da Europa, com capacidade instalada de processar 700 mil toneladas de óleo por ano. A meta é implantar 60 mil hectares de macaúba em Minas Gerais e no norte do Rio de Janeiro, em cinco módulos de 12 mil hectares. “Para cada módulo, será implantado uma usina de extração de óleo. O primeiro já está em andamento. Neste ano, vamos plantar 3 mil hectares da palmeira na Zona da Mata (mineira)”, explica o diretor da Entaban Brasil, Orlando Arruda.

Além da alta produtividade de óleo comparado ao de outras oleaginosas — em relação à soja, principal matéria-prima de óleo vegetal para biodiesel no Brasil atualmente, a variação de quilo de óleo por hectare pode quintuplicar —, a macaúba tem o potencial de produzir pelo menos outros cinco produtos (dois tipos de óleo, dois tipos de torta utilizada para ração animal e o carvão do endocarpo). “As pesquisas iniciais apontam potencial de produção variando de 2,5 mil a 6 mil quilos de óleo por hectare, dependendo do material genético, dos tratamentos silviculturais e da densidade de plantio. A produção da soja é de cerca de 500kg a 600kg de óleo vegetal por hectare”, compara o pesquisador da Embrapa Cerrados José Mauro Moreira.

Segundo o pesquisador, o mercado para aproveitamento da planta para produção de óleo vegetal está focado principalmente em Minas, no Pará e em Mato Grosso. No entanto, o óleo produzido é de alta acidez e não poderia ser inserido no processo de transesterificação (reação química em que o álcool do éster reagente é substituído por outro álcool), utilizado para converter o óleo vegetal em biodiesel sem um pré-tratamento. “A maioria dos óleos de alta acidez têm sido destinados às indústrias de sabão, cosméticos, asfalto e cerâmica”, explica Moreira.

Na Grande Belo Horizonte, em Jaboticatubas, uma empresa privada conseguiu desenvolver a produção do óleo vegetal de macaúba de baixa acidez. “Foram três anos de desenvolvido de processo e somos a única empresa a extrair o óleo de baixa acidez da polpa da macaúba. Até então, não existia um processo para extração do óleo de alta qualidade, em escala industrial”, revela o engenheiro e sócio-diretor da Paradigma Óleos Vegetais, Marcelo Araújo. A pesquisa envolveu a Embrapa, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

Renascimento

De acordo com o coordenador do Programa de Energia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) de Minas Gerais, Marcelo Franco, a macaúba pode reativar o renascimento do programa do biodiesel no país. O primeiro passo, segundo ele, já foi dado, com o início da domesticação da palmeira, ou seja, com o desenvolvimento da técnica de germinação em laboratório por pesquisadores da UFV. “Era preciso romper com essa dormência da capacidade reprodutiva da macaúba”, afirma.

A germinação natural da semente da palmeira é pobre, alcançando no máximo 3%. A técnica desenvolvida na UFV consiste em um conjunto de sete tratamentos e eleva a taxa de germinação para 80%. “O produto dessa técnica é a semente pré-germinada, que tem potencial de estabelecimento superior a 90% em viveiro”, afirma o professor e pesquisador Sérgio Motoike. A técnica foi patenteada pela UFV, que assinou convênio de transferência de tecnologia e concedeu licença à Acrotech — empresa de produção de sementes de macaúba — para que pudesse utilizar comercialmente o processo, mediante recolhimento de royalties, o que foi feito com a Entaban Brasil.

“Várias universidades estão pesquisando o assunto. Há estudos que demonstram que o biodiesel da macaúba atende a todas as especificações, além de ser estável e de alta durabilidade”, diz o economista Francisco Augusto Oliveira, presidente da ONG Trem dos Macaubeiros, que reúne pesquisadores, empresários e governo para a formação de parceiras e trocas de informações sobre as potencialidades da palmeira. Segundo o professor Motoike, as pesquisas na UFV agora se direcionam para o desenvolvimento da primeira variedade de polinização aberta de macaúba. “É um projeto de oito anos, que busca produzir 8 milhões de sementes selecionadas, de qualidade genética conhecida. Estamos apenas aguardando recursos da Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais)”, diz.

Avaliação

A Petrobras Biocombustível afirma que avalia as potencialidades de diferentes oleaginosas e, em Minas, encontrou potencial na macaúba. A estatal, que mantém a usina de biodiesel Darcy Ribeiro, em Montes Claros, no norte do estado, explica que, na área industrial, uma das principais linhas de pesquisa é o desenvolvimento de tecnologia para a extração do óleo da palmeira. Em parceria com a Embrapa e outras instituições públicas de pesquisa, o trabalho é feito em duas frentes: com o processamento integral do coco da macaúba e com o aproveitamento dos diversos componentes do coco, incluindo a possibilidade de extração separada dos óleos da castanha e de palmiste, que têm qualidade superior.

Segundo o coordenador do Programa de Energia da Sectes, o governo de Minas deve construir uma estação experimental (unidade de pesquisa) da macaúba, mas é preciso também haver investimentos do setor privado. “A Entaban chegou para botar lenha na fogueira, nada melhor do que estimular a competição”, declara Franco. Para ele, o futuro promete. “Daqui a 20 anos, a macaúba será a cana-de- açúcar do Brasil no setor do óleo”, projeta o especialista. Segundo a Petrobras, o objetivo é alcançar a médio prazo resultados que viabilizem a utilização da macaúba para produção de biodiesel no país.

Fonte: Correio Braziliense

           ESTADO DE MINAS

Por: Tetê Monteiro
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23/3/10

Agricultores vão produzir girassol para biocombustíveis

19/03/10 - A Emater-MG está ampliando suas ações no Estado para o Projeto de Biocombustíveis da Petrobras. O projeto, executado em 70 municípios do Norte de Minas, parte do Vale do Jequitinhonha e Centro-Oeste, está sendo estendido agora para nove municípios do Sudoeste mineiro. A iniciativa vai beneficiar cerca de 80 agricultores familiares, que produzirão grãos de girassol para abastecer a fábrica de biocombustíveis da estatal federal, em Montes Claros, Norte de Minas. Desde o primeiro contrato firmado em 2007, a Emater-MG mantém parceria com a Petrobras para atender produtores nas atividades de orientações técnicas, cadastramento e distribuição de sementes e sacarias para o acondicionamento da matéria-prima (oleaginosas).

No Sudoeste, as lavouras de girassóis irão ocupar um total de 900 hectares de terra. E o plantio ocorrerá na época da entressafra, que vai de março a julho, segundo o coordenador técnico estadual Waldyr Pascoal Filho, gestor do projeto. “O produtor acabou de colher o milho e agora vai aproveitar a terra ociosa neste período para o plantio de girassol, matéria-prima do biocombustível”, explica o coordenador. De acordo com Pascoal, o clima favorável da região favorece o plantio da oleaginosa na entressafra. Além disso, os produtores locais já têm experiência na produção de girassol para abastecer as indústrias de óleo. “Mas isso não beneficiava diretamente o pequeno produtor, pois as lavouras destinadas a esse fim são de grandes produtores. Agora, com a inclusão do agricultor familiar da região, no projeto da Petrobras, surge uma nova fonte de renda para esse grupo que ficava à margem do mercado”, argumenta.

Ainda segundo o gestor do projeto, estão sendo destinadas oito toneladas de sementes para os produtores cadastrados do Sudoeste. A distribuição já está ocorrendo nos municípios de Cássia, Carmo do Rio Claro, Pains, Passos, Pimenta, Piumhi, São João Batista da Glória, São José da Barra e Bom Jesus da Pinha. Só no município de Pains estão sendo doadas, pela Petrobrás, 1.620 quilos de sementes para os produtores locais.

Norte

Nas demais regiões onde o Projeto do Biocombustível já está implantado, a Emater-MG trabalha atualmente com 2.800 pequenos produtores de mamona e girassol, em uma área de sete mil hectares. Mas meta da empresa para o ano agrícola 2009/2010, nestas regiões, é chegar aos 4.600 agricultores familiares e uma área plantada de 9.200 hectares, segundo Waldyr Pascoal, gestor do projeto.

Em Ubaí, no Norte de Minas, cerca de 51 famílias de agricultores cultivam mamona com esta finalidade, mas o projeto beneficia indiretamente outras 200, segundo o extensionista da Emater-MG local, Márcio Mendes. “O projeto é mais uma fonte de emprego e renda para as famílias”, comemora. De acordo com Mendes, o município está produzindo em média, 800 quilos de mamona por hectare. E o valor pago pela Petrobras é de R$ 0,71 o quilo com casca e de R$ 1,18 sem casca. O preço pode oscilar, conforme a demanda do mercado, afirma o extensionista da Emater-MG.

O produtor ubaiense José Ramos Irmão, confirma. “O comércio é seguro e o preço pago é muito bom. Enquanto outras culturas se perdem, a mamona é uma planta segura, faça chuva ou sol”, diz. Segundo Ramos, ele começou a produzir a oleaginosa em 2008 para biodisel, mas tem experiência com o cultivo da planta desde a infância. Ele afirma que começou plantando em uma área de meio hectare, mas que esse ano já destinou quatro hectares para esse fim.
18/03/10
Fonte: Agência Minas

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22/3/10

Artigo sobre germinação da macaúba

O trabalho:

Biometria de embriões e plântulas de macaúba, Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex. Martius (Arecaceae), durante a germinação in vitro.

Autores: Priscila Oliveira Silva, Leonardo Monteiro Ribeiro, Flávia Fernandes Aquino, Itaina Gonçalves Andrade, Queila de Souza Garcia (priscilaoliveira1986@bol.com.br)

 

Está disponível em:

http://www.fepeg.unimontes.br/index.php/fepeg/fepeg2009/paper/viewFile/424/314

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17/3/10

Procura-se fornecedores de óleo de macaúba

Comentário por Evandro T. Martin — 17 de março de 2010 @

Bom dia srs.

Venho por este solicitar fornecedores do óleo de macaúba, preciso comprar o produto na forma de litro ou galão de 5 litros.
obrigado
evandro t. martin
evandrotmartin@gmail.com

Brasília-DF

RESPOSTA

Sugerimos consultar as empresas que extraem e comercializam óleos de macaúba:

Paradigma Óleos Vegetais - sr. Marcelo -   marcelo.maraujo@uol.com.br

CocalBrasil - sr. Alfredo - comercial@cocalbrasil.com.br

Francisco Oliveira/Rede dos Macaubeiros

10:03

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15/3/10

Livro e DVD sobre macaúba

Está disponível em livro e DVD o curso:  

 

Cultivo e Processamento de Coco Macaúba para Produção de Biodiesel

 

LIvro: 336 páginas

DVD: 104 minutos.

PROGRAMA DO CURSO

- Características botânicas
- Exigências de solo e clima
- Produção de mudas
- Implantação da cultura
- Adubação
- Tratos culturais
- Irrigação
- Principais pragas e doenças
- Colheita
- Processamento do fruto
- Produtos e mercado

Autor

Prof. Luiz Angelo Mirisola Filho, Engenheiro Agrônomo, Doutor em Fitotecnia, estudioso, consultor e empresário atuando no cultivo de palmáceas e, particularmente, da Macaúba.

 

Onde comprar :

http://www.cpt.com.br/curso/58/5645/cultivo-e-processamento-de-coco-macauba-para-producao-de-biodiesel.html

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Trabalhos interessantes sobre macaúba

Os trabalhos sobre a macaúba, listados a seguir, estão disponíveis na íntegra no site da UFLA:

http://oleo.ufla.br

Efeito da poda de raízes de plântulas de macaúba (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Martius) no plantio de sementes pré-germinadas  MODELO DE Simulação do processo de extração do óleo dA POLPA DO fruto da Macaúba UTILIZANDO ASPEN PLUS

PROCESSO DE PRODUÇÃO DA MARGARINA: VIABILIDADE DO USO DOS ÓLEOS DA POLPA E DA AMÊNDOA DA MACAÚBA

LABILIDADE E SEQUESTRO DE CARBONO EM LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO SOB CULTIVO EXCLUSIVO E CONSORCIADO DE MACAÚBA E PASTAGEM NO CERRADO MARANHENSE

Biometria de frutos de Macaúba coletados nos Estados de São Paulo e Minas Gerais

Influência da Temperatura sobre o Equilíbrio Líquido-Líquido de Sistemas Compostos por Óleo da Polpa de Macaúba (Acrocomia aculeata) + Ácido Oléico + Etanol

FATORES AMBIENTAIS NA DIFERENCIAÇÃO DE MACAÚBAS NO ESTADO DE SÃO PAULO

A macaúba emergente no biodiesel poderá ser sustentável em Montes Claros/

Metodologia para análise da filière sustentável da macaúba para biodiesel em Montes Claros/ MG

Efeito da Forma de Disposição das Amostras sobre a Eficiência de Extração Química de Óleo da Semente de Macaúba (Acrocomia aculeata).

ESTOQUE DE CARBONO DE REGENERAÇÃO NATURAL DE MACAÚBA, NO MUNICÍPIO DE JEQUITIBÁ, MG.

EFICIÊNCIA DE BENEFICIAMENTO DE TORTA RESIDUAL DE MACAÚBA COM MÁQUINA DE AR E

ADEQUAÇÃO DO TESTE DE TETRAZOLIO EM SEMENTES DE MACAÚBA (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lood. ex Mart)

TRIAGEM FITOQUÍMICA DO EXTRATO ETANÓLICO DAS CASCAS DE MACAÚBA

AVALIAÇÃO DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA DE TORTAS DE MACAÚBA

PERFIL DE TEMPERATURA EM SILO DE ARMAZENAMETO DE MACAÚBA

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Comunicado da UFLA

Lavras, março 2010.

Prezados Companheiros

               No segundo semestre de 2010 será realizado o 4° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia em Biodiesel junto com o 7º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.

               Estes eventos têm sido referência nacional para as áreas de produção de plantas oleaginosas, óleos vegetais, gorduras e biodiesel e gostaríamos de convidá-lo para estar presente e apresentar seus trabalhos científicos.

               Visite nossa pagina na internet onde estão disponíveis os arquivos dos anais dos 6  congressos anteriores.

               http://oleo.ufla.br
Atenciosamente,

congresso2010@oleo.ufla.br
(35) 3829-1364

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24/2/10

Pesquisa da Epamig, macaúba para biodiesel

 

No Norte de Minas está sendo desenvolvido, desde 2009 o projeto Emergência de Arranjos Produtivos de Oleaginosas Perenes, no Cerrado brasileiro: o Caso da Cadeia Produtiva do Biodiesel da Macaúba no Município de Montes Claros, de autoria do pesquisador José Carlos Fialho, da EPAMIG. O projeto avaliará a estrutura, a coordenação e o desempenho das cadeias da segunda melhor fonte oleaginosa, a macaúba.

Apesar do potencial da macaúba, o aproveitamento é precário e o uso atual da matéria-prima macaúba destina-se à produção de sabão e cosméticos feitos com frutos de melhor qualidade. O grande desafio desse projeto é descobrir a possibilidade de se produzir biodiesel de cultura perene, numa cadeia produtiva organizada, a partir da macaúba de modo mais sustentável. O pesquisador espera que a partir desse projeto surjam ações que melhorem o desenvolvimento da cadeia produtiva agroindustrial da macaúba e que essas ações sejam aplicadas em outras regiões.

Fonte:

www.mg.gov.brPortal do governo do estado de Minas Gerais

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22/2/10

Óleo da polpa de macaúba para alimentação

O Departamento de Engenharia Química da UFMG tem realizado diversas pesquisas sobre a macaúba.

Recebemos da nossa companheira da Rede dos Macaubeiros, prof. Tânia Miranda, o convite a seguir. Trata-se de uma importante utilização do óleo da polpa da macaúba, para alimentação humana.

 

114ª Defesa de Dissertação de Mestrado

Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química - UFMG

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Sérgio Duarte Segall (UNI-BH)

Prof. Dr. David Lee Nelson (Faculdade de Farmácia/UFMG)

Profa. Orientadora Dra. Tânia Lúcia Santos Miranda (DEQ/UFMG)

23 de Fevereiro/2010 – Terça-feira – 09:30h – Sala 5212, Escola de Engenharia da UFMG – Campus Pampulha

Atenciosamente.

Profa. Tânia Lúcia Santos Miranda

Dissertação

“Desenvolvimento de um novo óleo, tipo mesa, a partir da polpa de macaúba.”

Mestranda: Ana Luisa Daibert Pinto

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18/2/10

Mudas e processamento da macaúba

 

Maurivan Braga escreveu — 8 de dezembro de 2009

Sobre MACAÚBA & PEQUÍ: Produção de Mudas - Qual o modelo de beneficiamento? São umas das sementes dificil de germinar/produzir mudas. TEM COMO VC OU A EMPRESA MI FORNECER ALGUNS DADOS RELATIVO A PRODUÇÃO DESSAS ESPÉCIE ACIMA CITADO.

Nelson Viviani escreveu — 14 de fevereiro de 2010

olá, gostaria de saber se voces tem mudas ou sementes de macauba para venda, pois tenho interessa em cultivar a especie em quantidade. grato.

 

RESPOSTA

O modelo de beneficiamento consiste na despolpa, secagem da polpa, quebra do caroço, carvoejamento do caroço, e extração dos óleos da polpa e da amendoa. São gerados 5 produtos, com aproveitamento integral do fruto: óleo da polpa e da amendoa, torta da polpa e da amendoa e carvão vegetal .

Há uma crescente demanda por mudas da macaúba, várias pessoas já nos solicitaram informações sobre a produção e venda de mudas.

Atualmente existem duas fontes de mudas de macaúba:

Transplantio de mudas nativas, que ocorrem por germinação natural nas proximidades de macaúbais nativos, em regiões onde a macaúba é endêmica, e deixada no chão, por não existir tradição de coleta. A retirada da muda do solo deve ser feita com cuidado, com a terra úmida, fazendo um cubo de 40 cm de lado, que é retirado inteiro do solo e colocado em uma caixa com estas dimensões, até ser plantado no solo.

Aquisição de sementes pré-germinadas, produzidas pela Acrotech Sementes e Reflorestamento, empresa especializada em mudas de macaúba. Acesse:

 

www.acrotech.com.br 

e obtenha mais informações.

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